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Heuler e Lissauer: crise não deve ser superada | Foto: divulgação / Marcos Kennedy / Alego[/caption]
O deputado Lissauer Vieira, da Rede, diz que a divisão entre o deputado Heuler Cruvinel, do PSD, e o prefeito de Rio Verde, Juraci Martins, do PP, é “incontornável”. “É muito difícil, senão impossível, uma recomposição. As relações deterioraram-se. Mas depende do grupo, pois não se faz política sozinho. Se o nosso líder, o prefeito, disser que é possível ‘reverter’, tudo bem. A tendência é que a base governista tenha 2 candidatos”: Heuler e Lissauer. Este quer disputar? “Meu principal objetivo é cumprir bem meu mandato de deputado. Porém, se nosso grupo decidir que devo ser candidato, não fugirei da raia. Posso, portanto, enfrentar a batalha eleitoral de 2016.”
O governador Marconi Perillo (PSDB) divulgou neste sábado, 24 de outubro, uma mensagem no Facebook parabenizando Goiânia, que completa 82 anos. O tucano está em missão comercial na Europa juntamente com uma comitiva. "Nenhum de nós da delegação esqueceu de nossa querida capital nesse dia tão importante. O coração amanheceu palpitando mais forte. É uma cidade alegre, bonita, acolhedora, humana, com sustentabilidade, alto índice de qualidade de vida. Quero transmitir um carinhoso abraço a todos os goianienses, desejando prosperidade e saúde", disse. Na sexta-feira (23), Marconi recebeu a mais alta condecoração concedida pela monarquia belga das mãos do ministro belga do Comércio Exterior, Pieter de Crem. Além disso, o governador conseguiu negociar a vinda de uma unidade da empresa alemã Gerresheimer no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). Confira a mensagem do governador:
Governador Marconi Perillo está em #MissãoComercial na Bélgica, mas não deixou de parabenizar Goiânia que completa hoje, dia 24, 82 anos. #ParabénsGoiânia Posted by Siga Marconi on Sábado, 24 de outubro de 2015
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Ozair José e Silvio Benedito: fusão de experiência política com segurança pública[/caption]
Há quem aposte que PMDB e PSDB vão organizar uma dobradinha na disputa pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia. O primeiro bancaria o candidato a prefeito — Euler Morais, o preferido do prefeito Maguito Vilela, ou Gustavo Mendanha, o preferido da base peemedebista na cidade — e o segundo, o vice, possivelmente Ozair José ou o coronel Silvio Benedito. Tudo certo? Nem tanto.
O alto tucanato, numa operação para ampliar a base governista no entorno de Goiânia — para contrabalançar uma possível derrota em Goiânia —, tende a bancar candidato a prefeito em Aparecida. Ozair José não foi “arrancado” gratuitamente do PT e, sobretudo, dos braços do PMDB. Acredita-se que, se o PMDB bancar Gustavo Mendanha — como parte da política de devolver o poder no município a um líder local —, é vital o PSDB apoiar um postulante local, como Ozair José ou o empresário Alcides Ribeiro.
No momento, o nome preferido do tucanato é mesmo o de Ozair José, porque aparentemente agrega mais e é um nome consolidado no município. Seu vice seria Silvio Benedito, dado o apelo do tema segurança pública. Alcides Ribeiro, que quer disputar, seria o coordenador da campanha.
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Caiado e Iris: dependência | Foto: Leandro Vieira[/caption]
Na semana passada, um caiadista explicou a um peemedebista porque o senador Ronaldo Caiado deve disputar o governo de Goiás: “Em 2018, se perder a eleição para governador, o líder do DEM permanecerá como senador. Por isso a tendência é que dispute o governo. Se disputar em 2022, quando acaba seu mandato de senador, se for derrotado, ficará sem mandato”.
O caiadista sugere que Ronaldo Caiado vai lidar com um problema “grave” em 2018. “Ele é presidente de um partido que quase não tem prefeitos e vereadores, quer dizer, falta-lhe bases eleitorais. Portanto, resta-lhe um único caminho: ser o candidato do PMDB, com o apoio de Iris Rezende, especialmente se este for eleito prefeito de Goiânia em 2016. Iris quer apostar num candidato anti-Marconi Perillo”.
É provável que, se o PMDB bancar Daniel Vilela para governador, Ronaldo Caiado não será candidato. Há quem recomende, como o caiadista ouvido, que se filie ao PMDB. “O DEM acabou em Goiás e se tornou base do governador Marconi Perillo. Pode-se dizer que Caiado mantém o controle do poder, mas não sobre a maioria dos líderes e aliados.”
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Luis Cesar Bueno e Adriana Accorsi: um deles deve ser candidato a prefeito ou a vice de Iris Rezende | Fotos: Marcos Kennedy[/caption]
O PT tem cinco pré-candidatos a prefeito de Goiânia — Adriana Accorsi, Luis Cesar Bueno, Edward Madureira, Humberto Aidar e Marina Sant’Anna.
Rigorosamente, ao menos dois nomes já estão praticamente fora do processo. A Marina Sant’Anna faltam disposição pessoal e apoio das tendências políticas. Portanto, deve ser considerada carta fora do baralho. Humberto Aidar, um dos mais qualificados deputados estaduais do PT, quer disputar, mas não tem quem o banque. Seu grupo político não tem força política na capital (tem em Anápolis).
Edward Madureira é um outsider — está filiado ao PT, mas não é tido como petista. Não participa de nenhuma tendência, o que, no partido, é apontado como um equívoco político. Ele quer disputar.
Rigorosamente, os dois nomes mais sólidos são os de Adriana Accorsi e Luis Cesar Bueno. Os dois estão em campo em busca de apoio interno e externo. Se falta pegada a Adriana Accorsi, sobra para Luis Cesar.
A capacidade de articulação de Luis Cesar impressiona. Ele saiu bem atrás da relutante Adriana Accorsi, mas pôs seu bloco na rua, é incansável nas articulações e pode-se dizer que já “empatou” com a pupila do prefeito de Goiânia. Aliás, Paulo Garcia tem simpatia pelo deputado e, sobretudo, admira e respeita sua vontade de ocupar espaço.
Inicialmente, Luis Cesar queria ser vice de Iris Rezende. Primeiro, porque o peemedebista-chefe é o favorito para prefeito de Goiânia e, segundo, para manter a aliança com o PMDB. Devido ao desgaste do PT, que estaria contaminando tudo, Iris Rezende procurou se afastar dos petistas e, inclusive, da gestão de Paulo Garcia. A partir desta posição, Luis Cesar passou a defender candidato pelo PT.
Uma composição com Iris Rezende está inteiramente descartada? Não. Mas, curiosamente, o PT de Goiânia, por intermédio do prefeito Paulo Garcia, hoje está mais próximo do governador Marconi Perillo do que do peemedebista-chefe.
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Adib e Iris em 2014 | Foto: reprodução / internet[/caption]
Para o espanto de muitos peemedebistas, até de iristas empedernidos, ficou-se sabendo, na semana passada, que, quando sugeriram o nome de Adib Elias para presidente do PMDB estadual, Iris Rezende teria se posicionado contra. Um irista explicou: “Adib Elias só pensa em Catalão.
O presidente do PMDB precisa pensar em todo o Estado de Goiás”. Na verdade, o irismo considera que o ex-prefeito do município do Sudeste é “muito independente e agressivo”.
Iris Rezende quer que o fundo partidário de 180 mil reais por mês fique sob o controle de seu grupo político. Hoje, a grana é administrada com mão de ferro por Iris Rezende, Iris Araújo e, por vezes, Samuel Belchior, que se comporta como preposto do casal.
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Foto: Fernando Leite - Jornal Opção[/caption]
Senador Canedo deve ter uma das campanhas mais competitivas de 2016. Quatro nomes despontam: o prefeito Misael Oliveira, do PDT; Zélio Cândido, do PSB; Divino Lemes, do PSD, e Sérgio Bravo, do PROS. Lemes tende a sair na frente, porém a polarização mais provável deverá ser entre Misael e Zélio. O prefeito tem estrutura e é eficiente em campanha. O segundo tem o apoio de Vanderlan Cardoso.
O problema de Zélio Cândido não aguenta um debate com Misael e Divino, que, experimentados, o levarão à lona.
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Foto: Renan Accioly[/caption]
Aliados de Vanderlan Cardoso estão tentando, a fórceps, demovê-lo da ideia de que deve passar a maior parte de seu tempo articulando em Senador Canedo. Eles querem convencê-lo de que, se não fizer política em tempo integral em Goiânia, os políticos e os eleitores não acreditarão que seu projeto para a capital é sério.
Integrantes do PSB e do PPS avaliam que Vanderlan Cardoso parece não ter percepção de que Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Soares, do PSDB, estão descolando cada vez mais.
“Vanderlan parece que vive no mundo da lua, como se fosse um líder incontestável”, diz um aliado. “O eleitor goianiense o respeita, por aquilo que fez em Senador Canedo, mas quer saber, de maneira clara, o que fará, se eleito, para melhorar sua vida aqui, e não no município vizinho.”
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Foto: Marcos Kennedy[/caption]
Não se acredita que será aprovado, dada a resistência dos lobbies, mas o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), enviou para a Assembleia Legislativa um projeto solicitando que 20% dos rendimentos dos cartórios sejam investidos na construção de presídios. Vinte e nove deputados estaduais da situação e das oposições receberam apoio financeiro dos cartórios. O petista Humberto Aidar, um político íntegro, lidera o grupo que é contrário ao projeto.
Os goianos, e não apenas políticos e empresários, precisam ficar de olho na Frente Parlamentar Mista do Brasil Central, criada na semana passada graças ao empenho do deputado federal Thiago Peixoto, do PSD de Goiás, na Câmara dos Deputados. Suprapartidária, lembra as frentes políticas que atuam em bloco em defesa do Nordeste. O documento conta com a assinatura de 198 deputados e senadores.
“Nossa meta é conseguir apoio parlamentar para a defesa das políticas públicas que vão surgir do bloco de seis unidades da federação que compõem o Movimento Brasil Central”, diz Thiago Peixoto, que deve ser escolhido para presidente da frente, com Rogério Rosso, do PSD, na vice.
O Movimento Brasil Central (MBrC), que conta com a participação dos governadores de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia, criou o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central. “É o primeiro do tipo no Brasil e vai ser responsável por formular e executar políticas públicas de interesse da região. Criamos um novo mecanismo de desenvolvimento regional.”
Ex-presidente da seção goiana da Ordem e nome de peso da OAB Forte diz que seu grupo deve ganhar novamente a disputa entre os advogados e ressalta a “inexperiência” do principal adversário
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OAB Goiás terá mesmo disputa de Flávios | Fotos: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
As três chapas para presidente da OAB-Goiás têm advogados consistentes e experimentados. Mas, ao examinar as chapas de Enil Henrique — apesar de ser o presidente da Ordem, teve dificuldade para montá-la —, de Lúcio Flávio Paiva e de Flávio Buonaduce, advogados isentos disseram pelo menos três coisas.
Primeira: a chapa que simboliza verdadeiramente a renovação na advocacia em Goiás é a de Flávio Buonaduce. Há nomes novos e, ainda assim, experimentados. Se a chapa fosse chamada de OAB Forte Renovadora, ninguém, conferindo a lista, estranharia.
Segunda: a chapa de Lúcio Flávio é tradicionalíssima (quase TFP). Alguém em sã consciência pode dizer que Leon Denis simboliza a renovação?
Terceira: Enil Henrique optou por colocar na sua chapa quem já está acompanhando seu trabalho na OAB. Quer dizer, se eleito, não haverá espaço para forças novas.
A chapa de Flávio Buonaduce é tão inovadora e consistente que alguns recorreram ao futebol espanhol para explicá-la. Advogados disseram que se trata de uma seleção com o que há de melhor no Barcelona, Messi e Neymar, e Real Madri, Cristiano Ronaldo e James Rodríguez.
Apesar de sua escassa experiência política, o senador Wilder Morais, presidente regional do PP, está trabalhando, em tempo integral, para estruturar uma base política para que possa disputar a reeleição em 2018.
Wilder Morais vai bancar vários candidatos a prefeito. Um deles é Eurípedes Pankão, pré-candidato a prefeito de Acreúna.
Com estrutura, Eurípedes Pankão tem chance de vencer o prefeito Edmar Oliveira Alves Neto, que, inexperiente, faz uma gestão apagada, inodora.
O senador Wilder Morais confidenciou a um tucano que deus “graças a Deus” pelo fato de o prefeito de Goianira, Miller Assis, ter saído do PP e migrado para o PSD. É que Wilder Morais vai apoiar o tucano Carlão Oliveira — primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto — para prefeito do município. Wilder Morais e Carlão Oliveira são amigos e parceiros políticos.
Não há a menor dúvida: Carlão Oliveira, do PSDB, é o favorito para prefeito de Goianira. Porém, como as eleições serão realizadas daqui a 11 meses, o prefeito Miller Assis, do PSD, tem alguma chance de recuperar, ainda que parcialmente, sua imagem. Seu desgaste é intenso, mas, como o município é carente, sempre é possível convencer parte do eleitorado das vantagens de apoiar quem está no poder. Carlão Oliveira não deve subestimar Miller Assis, que não é nenhum garnizé morto e enterrado. Christian Pereira, do PT do B, está colocando seu bloco na rua. Mas, por uma questão de estrutura financeira e política, a disputa se dará mesmo entre Carlão Oliveira e Miller Assis. Dada a polarização agressiva, não há espaço para a terceira via.

