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Rompimento das barragens destruiu o distrito de Bento Rodrigues, na zona rural de Mariana. Dos 28 desaparecidos, 13 são funcionários da mineradora e 15 são moradores
Quase 3 mil apartamentos seriam construídos de forma irregular. Comissão vai pedir extinção de todos os documentos
Para deputado federal goiano, limitar definição de família não leva em conta o mais importante na discussão que é o ser humano
Vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico esteve, neste sábado, na Fazenda Boa Vista; ele representou governador Marconi Perillo
Governador avaliou que, caso cassinos sejam liberados no País, será possível aumentar o turismo na cidade
Após rompimento de barragens, uma pessoa morreu, 23 estão desaparecidas e centenas estão desabrigadas
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Deputado Olyntho Neto: evitar trasnferência de veículos para outros Estados | Divulgação[/caption]
O aumento de até 100% na alíquota do IPVA, proposto pelo governo estadual e aprovado pelos parlamentares, foi revisto pelos deputados na quarta-feira, 4. O projeto de lei foi assinado pelos 24 deputados estaduais, e após “acordo” com o Executivo, foi apresentado e aprovado.
O IPVA de 2016 ainda será mais caro que o cobrado em 2015, todavia os reajustes são menores do que aqueles previstos no “pacotaço de setembro”. Com isso, os automóveis com motor de até 100 cavalos e motocicletas de até 180 cilindradas terão alíquota de 2,5%. Os veículos de luxo com motor acima de 100 cavalos e motocicletas acima de 180 cilindradas, deverão pagar alíquota de 3,5%. Em 2015, as duas categorias tiveram alíquotas de 2% e 3%, entretanto, para o próximo exercício a previsão seria de 4%, se a lei houvesse sido mantida. Já os veículos terrestres utilizados para transporte de passageiros e cargas - ônibus, micro-ônibus, caminhões, etc, a alíquota de 1% antes majorada para 2%, agora foi reduzida para 1,25%.
“Nós ouvimos a população e os 24 deputados entenderam que era preciso reduzir a alíquota do IPVA, que ficou um pouco acima do cobrado nos Estados vizinhos”, explicou o presidente da Assembleia, Osires Damaso (DEM). Já o deputado Olyntho Neto (PSDB) arguiu que em razão do imposto não ter aumentado nas mesmas proporções nos Estados de Goiás, Pará e Maranhão, foi necessário rediscutir o aumento, até como uma maneira de evitar transferências de veículos para esses Estados.
Um debate ainda persiste nos corredores da casa legislativa acerca da vigência da alíquota do imposto alterado. Uma corrente defende que para entrar em vigor em janeiro de 2016, as alterações teriam que cumprir a exigência da noventena, o que faria com que as reduções só pudessem vigorar a partir de 2017. Todavia, outra ala defende que a medida pode vigorar já no próximo ano, vez que a noventena só seria necessário no caso de aumento de impostos, e não para a redução.
O projeto, agora, será enviado para sanção do governador.
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Jovair Arantes, Lúcia Vânia, Wilder Morais, e Vilmar Rocha: os quatro querem ser companheiros de Marconi Perillo na disputa por uma vaga no Senado e por isso jogam pesado pela Prefeitura de Goiânia[/caption]
Os luas azuis da base do governador Marconi Perillo já avaliam que a base governista deve lançar de cinco a seis candidatos a prefeito em Goiânia. Inicialmente, pensava-se num consenso de todas as forças políticas marconistas. Porém, como uma aliança no primeiro turno parece cada vez mais complicada — sobretudo porque não está em jogo apenas as eleições de 2016, mas também a construção da hegemonia política para 2018 —, aposta-se que o tráfego sucessório será (já está) congestionado.
O curioso é que sobretudo os possíveis candidatos a senador em 2018 são os que estão jogando com mais interesse e energia em Goiânia. A presidente do PSB, senadora Lúcia Vânia; o presidente do PSD, ex-deputado federal Vilmar Rocha; o presidente do PTB, deputado federal Jovair Arantes; e o presidente do PP, senador Wilder Morais, pretendem disputar mandato de senador daqui a três anos. Para tanto, estão reforçando suas posições em Goiânia — numa autêntica guerra de trincheiras. Aí está o maior eleitorado do Estado.
Wilder Morais convocou Sandes Júnior para uma conversa e perguntou, de cara, se planejava disputar a Prefeitura de Goiânia. O deputado federal admitiu que pretendia, mas a falta de estrutura é o empecilho. O senador disse-lhe que se preocupasse com os votos, pois ele se preocuparia com a estrutura da campanha.
A senadora Lúcia Vânia revelou-se, antes de todos, a articuladora mais refinada. Ela, que era filiada ao PSDB mas não tinha autoridade na legenda, de repente assumiu o controle de dois partidos: o PSB, do qual se tornou presidente, e o PPS, por intermédio de um sobrinho, o deputado federal Marcos Abrão. Além disso, banca um pré-candidato consistente para prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso. Mesmo que este não seja eleito, Lúcia Vânia, com o controle de dois partidos, está cacifada para a reeleição.
Jovair Arantes parecia “soterrado” e “fragilizado” por se contrapor a Marconi Perillo. Porém, numa tacada de mestre, lançou Luiz Bittencourt como pré-candidato do PTB a prefeito de Goiânia. Depois de supostamente fazer parte do jogo de Iris Rezende — poderia bancar seu filho, o deputado Henrique Arantes, para vice do peemedebista-chefe —, Jovair criou o próprio jogo ao bancar o articulado Bittencourt.
Vilmar Rocha, político discreto mas articulado, saiu da toca e disse que o PSD deve lançar candidato a prefeito de Goiânia. Pode ser Thiago Peixoto, Francisco Júnior ou Virmondes Cruvinel. Colocando um pé na capital, Vilmar Rocha está dizendo: “Estou no jogo para o Senado”. A ele interessa, em 2018, o Senado ou o governo de Goiás.
Dos postulantes ao Senado, o único que realmente está definido é Marconi Perillo. É o nome que ninguém contesta. Mesmo assim, bancará Jayme Rincón (ou Giuseppe Vecci) para prefeito. Retirar Goiânia do controle das oposições será positivo para fortalecer a chapa majoritária em 2018, aposta o tucano-chefe.
O título acima se encontra em uma das páginas do romance “polêmico e provocante sobre fé, paixão, sexo e loucura”, o primeiro escrito por Gustavo Magnani
Anápolis é Marconi Perillo. Quer dizer: o governador de Goiás é muito bem avaliado na cidade, que o considera como um dos seus. Trata-se do município com o qual mais tem identidade. Por isso, nas eleições para prefeito em 2016, praticamente todos os candidatos são marconistas.
O prefeito João Gomes, do PT, não esconde que tem simpatia pelo tucano-chefe. Mais: admite publicamente que são amigos. Recentemente, viajaram juntos para a Europa, o que deixou o deputado federal Alexandre Baldy com pulgas atrás das orelhas. Ele nega, mas ninguém acredita — dada a “tromba”. Ressalve-se que Gomes não vai romper com os aliados petistas, como o deputado federal Rubens Otoni e o ex-prefeito Antônio Gomide — irmãos —, que também têm profunda identificação com o eleitorado anapolino.
Alexandre Baldy é do PSDB e, apesar da aproximação recente com o senador Ronaldo Caiado, do DEM, deve contar com o apoio direto do governador. Baldy afirma que suas relações com Marconi Perillo são as melhores possíveis. Não parece, mas, se insiste, devem ser. A viagem do tucano com o prefeito para a Europa sugere mais do quer crer o parlamentar.
Carlos Antônio pertence ao Solidariedade e é aliado do ex-deputado Armando Vergílio — integrantes do partido sustentam que foram abandonados pelo “rei dos seguros” —, mas admite que é marconista e que gostaria de ter o governador em seu palanque. Não terá, é claro. Porém não vai fazer discursos contrários ao tucano, até porque, se fizer, Anápolis o “expurga”.
José de Lima pertence ao PDT, mas, desprestigiado pela deputada Flávia Morais, deve disputar a prefeitura por outro partido. O ex-deputado diz, para quem quer e para não quer ouvir, que é marconista de carteirinha. Onaide Santillo, do PSDB, e Pedro Canedo, do PP, são marconistas.
Há situação e oposição em Anápolis. Mas não há, a rigor, oposição ao governador Marconi Perillo.
Avaliar 2018 a partir do quadro político atual é temerário. Entretanto, como os políticos estão movendo suas peças, sobretudo com vistas à disputa majoritária daquele ano, não há como escapar de especular a respeito. Pode-se sugerir que a chapa majoritária do governismo está praticamente definida.
O vice-governador José Eliton será o candidato a governador. Sua filiação ao PSDB indica isto. O deputado e secretário Thiago Peixoto, do PSD, tende a ser o vice. O governador Marconi Perillo, do PSDB, e Lúcia Vânia, bancada pelo PSB e pelo PPS, devem ser candidatos a senador. O senador Wilder Morais pode ser suplente do tucano-chefe. Vanderlan Cardoso, se não for eleito para prefeito de Goiânia, é cotado para a suplência da presidente do PSB.
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Thales Jayme, Leon Deniz e Marisvaldo Cortez: os três nomes da chapa de Lúcio Flávio com candidatura cassada[/caption]
A comissão eleitoral da OAB-GO cassou os registros de três candidatos de destaque da chapa OAB que Queremos, liderada por Lúcio Flávio Paiva, causando um verdadeiro abalo na base do grupo. A chapa chegou ao ponto de requerer sustentação em medida judicial, ajuizada na Justiça Federal de Goiás. Os rejeitados pela comissão foram: o candidato a vice-presidente Thales Jayme, além de Leon Deniz e Marisvaldo Cortez, estes dois candidatos ao Conselho Federal.
Thales sofreu cassação por não ter cinco anos ininterruptos de exercício da advocacia, nos termos do Regulamento Geral e Provimentos Eleitorais da OAB. A defesa alega que Thales possui mais de cinco anos de exercício efetivo, entretanto um caso similar — de uma candidata a vice-presidente em São Paulo — teve registro cancelado pela comissão eleitoral de seu Estado e mantido liminarmente pelo Conselho Federal.
Leon Deniz foi rejeitado por possuir débitos em Minas Gerais quando do registro da chapa de Lúcio Flávio. Sua defesa alega que tem uma certidão de quitação emitida após a data limite. O fato mais revelador, entretanto, foi a determinação da comissão eleitoral de comunicar a Polícia Federal, a fim de se apurar eventual existência de crime.
Já Marisvaldo Cortez foi impugnado porque possui sanção disciplinar no Distrito Federal, conquanto, na eleição passada, o mesmo participou das eleições por força de decisão judicial. Como sua chapa foi derrotada aquela época, não se sabe qual o resultado do mérito da ação proposta por ele.
Para Lúcio Flávio, os registros cassados foram feitos de maneira injusta pela Comissão Eleitoral, uma vez que, segundo o próprio, após estudo do Estatuto, do Regulamento Geral e Provimentos Eleitorais da OAB, todas as três impugnações são improcedentes e as candidaturas encontram-se absolutamente regulares. Ainda segundo o candidato, não há dúvida de que o Conselho Federal e mesmo a Justiça Federal vai reparar o erro cometido pela comissão eleitoral.
Consultados sobre o assunto, alguns dos mais renomados advogados eleitorais de nosso Estado afirmaram que Leon, Thales e Marisvaldo são cartas fora do baralho, sugerindo ao candidato a imediata substituição dos mesmos, sob pena de contaminarem toda a chapa.
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Paulo do Vale e Heuler Cruvinel: oposição? | Fotos: reprodução / Facebook[/caption]
O pré-candidato do PMDB a prefeito de Rio Verde, o médico Paulo do Vale, tem comemorado, em reuniões com aliados políticos, a divisão do grupo do prefeito Juraci Martins, do PP. Agora, na verdade, são dois grupos: de um lado, o do prefeito; e, de outro, o do deputado federal Heuler Cruvinel.
Bancado pelo deputado Vilmar Rocha, Heuler Cruvinel vai disputar a Prefeitura de Rio Verde e, no momento, aparece como favorito. Se conquistar o petista Karlos Cabral para vice, o que daria à sua chapa uma coloração mais progressista — embora Rio Verde tenha uma tradição conservadora —, pode ficar ainda mais forte.
Heuler Cruvinel costuma dizer que trabalhou pelo consenso, embora seja visto como desagregador pelo grupo de Juraci Martins. Resta saber se fica mais forte como candidato de “oposição”, ocupando, por assim dizer, parte do espaço político de Paulo do Vale.
Juraci Martins pretende bancar a candidatura do deputado estadual Lissauer Vieira (Rede ou PP). Trata-se de um político jovem, mas articulado e, politicamente, hábil. Se subestimado por Heuler Cruvinel, pode acabar surpreendendo. Uma chapa com Lissauer Vieira e o vereador Paulo Henrique Guimarães na vice pode ser vista pelo eleitorado como consistente e renovadora.
Já Paulo do Vale, segundo dizem alguns de seus aliados, avalia que a divisão do eleitorado governista beneficia sua candidatura. A crise “caiu do céu”, afirmam seus correligionários. Mas e se o eleitorado passar a avaliar que Heuler Cruvinel é a “verdadeira oposição”, a radicalizada, e não ele?
Paulo do Vale terá de disputar, a partir de agora, não apenas a prefeitura, mas também o “espaço” de quem é “o” opositor mais consistente ao grupo dominante.
Se Paulo do Vale não fizer um marketing eficiente, colocando-se (e sendo assimilado pelos eleitores) como “a” oposição real, Heuler Cruvinel poderá se apresentar, em 2016, como a alternativa efetiva.
O rompimento de Heuler Cruvinel com Juraci Martins, portanto, trouxe consequências para todos, inclusive para Paulo do Vale. Resta saber quem ficará com os “efeitos positivos” e quem ficará com os “efeitos negativos”.
Pode-se falar que a disputa pela prefeitura está “zerada”? Quase.
Considerada a capital da fé do Estado de Goiás e um dos pontos turísticos de maior visitação no Brasil, ela deixou de ser a pacata cidade da Romaria

