Notícias
Os dois pré-candidatos mais fortes são Gugu Nader e Thales Machado. Mas Álvaro Guimarães está no páreo. Neto Karfan e Ângela Jesus são citados
Itumbiara, com seus quase 80 mil eleitores, têm condições de eleger de um a dois deputados estaduais. Porém, seus eleitores não votam apenas nos candidatos do município.
Na eleição de 2026, há um problema a mais, com cinco possíveis candidatos a deputado. Então, se trabalhar apenas em Itumbiara, o candidato tende a ser derrotado. Terá de conquistar apoio em outros municípios da vizinhança ou mesmo de cidades distantes.
Dos cinco pré-candidatos listados não se sabe se Ângela de Jesus, do PT, será candidata. Há quem postule que Neto Karfan pode apoiar o deputado estadual Gugu Nader. Porém, é uma das apostas do deputado federal José Nelto, do União Brasil, para o Parlamento estadual.
A lista a seguir está disposta em ordem alfabética, e não de favoritismo.
1
Álvaro Guimarães/União Brasil

Ex-deputado estadual, Álvaro Guimarães, se assumir a vaga de Talles Barreto — que voltou a ser cotado para o cargo de conselheiro do TCM —, tende a ser candidato. Ele está animado. Pode acabar compondo com Thales Machado? Há quem acredite que sim. Mas aliados apostam que não. O ex-parlamentar estaria descontente com o prefeito Dione Araújo, do União Brasil.
2
Ângela Jesus/PT
Filiada ao PT, disputou mandato de deputada em 2022 e de vereadora em 2024. Não ganhou. Mas está sempre se colocando no processo. Até agora, não disse que será candidata. Mas o PT deve bancar um candidato da cidade, até para aumentar seu quociente eleitoral. Ela é quilombola.
Deve apoiar a reeleição do deputado federal Rubens Otoni, do PT.
3
Gugu Nader/Avante
O deputado vai trocar o Avante pelo Agir, partido pelo qual disputou em 2022. Gugu Nader é sempre bem votado em Itumbiara e, agora, há quem postule que, por causa do Panelão do Gugu, poderá obter uma votação expressiva em outros municípios, como Goiânia. É o favorito da cidade.
Gugu Nader apoia o deputado federal Bruno Peixoto, do União Brasil (a caminho do Solidariedade) para deputado federal.
4
Neto Karfan
Ex-vereador, foi candidato a vice de Gugu Nader na eleição de 2024. É popular na cidade. Se candidato, terá o apoio do deputado José Nelto.
5
Thales Machado/União Brasil
A força do engenheiro agrônomo vem do apoio de seu sogro, o prefeito Dione Araújo, que é bem avaliado. Tende a trocar o UB por um partido onde será possível ser eleito com uma votação menor.
Apoia a reeleição do deputado federal Daniel Agrobom (PL). (E.F.B.)
A biografia conta a história do advogado, do cartorário e do educador e faz, a partir dele, uma radiografia da história de Goiás e do Brasil
Obra reúne memórias do jornalista Fernando Mitre, que organizou vários debates televisivos entre candidatos a presidente da República
“Temos mais mil dias de Trump. Uma hora ele vai embora, e outro governo surgirá. Então poderemos negociar”
O que há no livro "Tudo É Rio" que se encaixa tão bem em todas as fendas emocionais contemporâneas? Não será o excesso de beleza. Nem a linguagem. É a fórmula
O presidente-general não enfrentou acusações de corrupção. O petista foi condenado e preso por corrupção
Dostoiévski nos dirige para “aquela pessoa cujo erro o leva à própria punição”, ou se o quisermos dentro do trágico, aquele que ultrapassa suas medidas e caminha para a própria condenação
Namorada do presidente do Banco Central, a jornalista da CNN comportou-se como militante e não como profissional
Quem perderá energia montando uma bancada no Congresso quando se pode garantir o sucesso sem discussão no Judiciário?
A guerra imperial — o resultado violento de quase um século de expansão global — se tornaria a maior e mais custosa guerra da história e culminaria com o fim, em 1945, de todos os impérios territoriais
Há quem pense que dizer “os Estados Unidos são uma ditadura” é uma análise. Não é. É uma opinião e não é verdadeira. Mesmo com a Suprema Corte agachada, Donald Trump não é um ditador
Só será possível concluir que o bolsonarismo “morreu” depois das eleições de 2026. Se for mal, a morte poderá ser anunciada... e talvez ressurja uma direita democrática
Há espaço para um candidato da direita que não seja pró-Trump e monitorado pelo bolsonarismo? Há, se o centro e a direita democrática se unirem
Na virada dos anos 80 para 90, no século passado mesmo, ou seja, ontem, o Brasil vivia uma pujança de identidades onde liberdades se construíam na identidade da juventude. Ao mesmo tempo também se formavam concentos e pré-conceitos de todos os tipos. Na virada da década, com o fim da ditadura militar, a sociedade vivia uma transformação na sua rotina diária e a expectativa de uma renovação nos rumos do país. O brasileiro enquanto sociedade sempre olhou mais para fora do que para dentro. A influência dos Estados Unidos no Brasil sempre foi algo bem presente a partir da Segunda Guerra Mundial (ante disso a França dominava o idealismo da alta sociedade).
Durante a Segunda Guerra, os EUA estavam preocupados com a aproximação de países latino-americanos com o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Para evitar isso, o governo Roosevelt lançou a Política da Boa Vizinhança. Hollywood começou a mostrar o Brasil de forma exótica, simpática e então surge personagens como Zé Carioca, criado pela Disney.
No pós-guerra (anos 1950), o Brasil se urbaniza rapidamente e cresce o consumo de bens culturais americanos. Chegam com força o cinema de Hollywood, as músicas jazz e rock, os refrigerantes. O inglês se torna uma referência e uma aspiração principalmente para os jovens da elite.
Durante a ditadura militar (1964–1985), o Brasil se alinha aos EUA no contexto da Guerra Fria. Isso ampliou ainda mais a influência cultural. O EUA deram apoio técnico e econômico aos militares no contexto da Guerra-Fria. No dia 1º de abril de 1964 uma ordem sigilosa dos chefes do Estado Maior Conjunto dos Estados Unidos deu início ao maior deslocamento de unidades de combate até então realizado no Atlântico Sul. Era a “Operação Brother Sam”, que consistiu no envio de uma força-tarefa naval com destino ao litoral brasileiro em apoio ao levante dos quartéis que derrubou o presidente João Goulart com um golpe de Estado. Com a vitória rápida dos golpistas, a força-tarefa não chegou a entrar em ação em águas territoriais brasileiras. Teve sua rota cancelada no final da tarde de 3 de abril de 1964. A história da Operação Brother Sam permaneceu em segredo durante 13 anos. Só foi contada em 1977.
Nos anos 1990, após a queda da União Soviética, o poder de globalização dos Estados Unidos se consolidou com franquias de TV, moda e a internet quera dominada por empresas estadunidenses.
Durante esse todo esse período, para boa parte dos brasileiro, tudo que era bom era de fora, ou melhor, tudo que era bom, descolado e inovador vinha dos Estados Unidos. Virou o idealismo; o mesmo deslumbre que nos anos 20 havia com Paris e a identidade francesa na sociedade brasileira, que na época tinha a Europa como modelo.
A elite brasileira sempre esteve longe de casa, se encheu e contaminou o meio com o que Nelson Rodrigues chamou de complexo de vira-lata, após a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950. O esse complexo de inferioridade já chegou até à Presidência da República quando o chefe do Executivo bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o bolsonarismo vive de um idealismo utópico apelando para que os Estados Unidos atue, tal qual atuou financiando ditaduras e guerras. O então presidente que era o patriota agora revela sua face antibrasil e antibrasileiro. A conjuntura política dos últimos anos tem exposto, de forma inegável, os riscos relacionados à ambição desenfreada de líderes que não medem esforços para subverter os fundamentos da soberania e da democracia. Em meio a investigações que apontam para a tentativa de golpe e a utilização de manobras obscuras, a figura de Jair Bolsonaro emerge como um retrato das mazelas de um sistema que privilegia o poder a qualquer custo.
O que os pretensos candidatos a presidência farão a partir de agora. Já há empresários que querem distância do ex-presidente, porque a família está rifando o Brasil em nome de interesses pessoais. Isso porque doeu no bolso e quando doi na conta não tem quem que compre uma ideia maluca de articular com o presidente dos Estados Unidos para boicotar a indústria brasileira. Bolsonaro protagoniza uma verdadeira tragédia política – uma rifa organizada pela própria família para escapar das consequências judiciais, que se encaixa no mesmo repertório de estratégias utilizadas pelo magnata republicano norte-americano.
Ao traçar paralelos com a trajetória política de Donald Trump, fica claro que há uma convergência preocupante de estratégias e ideologias. Ambos os líderes utilizaram de artifícios que reforçam o culto à personalidade, a disseminação de informações tendenciosas e, sobretudo, a instrumentalização do poder para fins escusos. Enquanto Trump alimentava uma retórica de "América em primeiro lugar", que culminava em políticas protecionistas e xenófobas, Bolsonaro – em sua vertente autoritária – aposta em discursos que desvalorizam a importância da soberania estatal e da integridade das instituições democráticas. Essa afinidade, que embora aparente, traduz-se na materialização de medidas que efetivamente atacam os pilares do Estado Democrático de Direito
Mas o drama político não se restringe apenas às fronteiras brasileiras. A influência da cultura política norte-americana, promovida e celebrada por figuras como Trump, encontrou terreno fértil em Bolsonaro. Essa simbiose é particularmente perigosa, porque transcende as barreiras de um mero campo eleitoral, se estabelece no âmago de uma ideologia que valoriza o autoritarismo, a rejeição à pluralidade e o desprezo pelas instituições democráticas.
Toda essa postura, ressentimento, ódio, interesses particulares foi o que colocou uma tornozeleira em Bolsonaro e levou bolsonarista, que adotaram políticos de estimação, para a prisão condenados a mais de 15 anos. Hoje a extrema-direita vive de ressentimento. Antes já não havia argumento com embasamento, porque para os militantes é tudo sobre como a vida deles é difícil, como o rico tem que ficar mais rico e sobre como o clã Bolsonaro precisa ser protegido.
Jair Bolsonaro e sua família demonstrou que para sempre ele será adepto a se colocar antes de tudo e todos e também se colocaram no papel de submissão, cujo o qual nenhum vira-lata se colocaria. Farinha pouca meu pirão primeiro. Para ficar mais adequado aos padrões de classe dos Bolsonaro, Brasil acima de tudo, mas meu pato ao vinho primeiro.
No relatório da Comissão de Mista de Orçamento da Câmara não constam os dados de emendas do deputado Gustavo Gayer (PL)

