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O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais utilizado no Brasil, acaba de lançar uma nova funcionalidade voltada à proteção de dados e à segurança das interações digitais: a “Privacidade avançada do chat”. O recurso, já disponível para usuários que atualizaram o aplicativo, permite restringir ações como exportação de conversas, download automático de arquivos e uso de mensagens por ferramentas de inteligência artificial.
A proposta da plataforma é oferecer maior controle sobre o conteúdo compartilhado, especialmente em contextos delicados. “Dessa forma, todos no chat podem ficar tranquilos de que o que é dito não sairá da conversa”, informou o WhatsApp em comunicado oficial. A funcionalidade pode ser ativada tanto em conversas individuais quanto em grupos, e foi pensada para situações como grupos de apoio, discussões comunitárias ou trocas de informações sensíveis entre pessoas que não se conhecem bem.
Para ativar o recurso, basta acessar a conversa desejada, tocar no nome do contato ou grupo na parte superior da tela e selecionar a opção “Privacidade avançada do chat”. Segundo a empresa, esta é a primeira versão da ferramenta, e novas atualizações estão em desenvolvimento para ampliar as configurações de proteção.
Além da nova funcionalidade, o WhatsApp já oferece uma série de recursos voltados à segurança digital. Entre eles estão a criptografia de ponta a ponta, que protege todas as mensagens e chamadas por padrão, o bloqueio de conversas com senha, biometria ou reconhecimento facial, a verificação em duas etapas, mensagens temporárias e a possibilidade de ocultar informações pessoais como foto de perfil e status. Também é possível bloquear ou denunciar contatos em caso de mensagens indesejadas ou suspeitas.
Com essas medidas, o WhatsApp reforça seu compromisso com a privacidade dos usuários em um ambiente cada vez mais digitalizado, oferecendo ferramentas acessíveis para garantir segurança e controle sobre as interações online.
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Quase duas décadas após o sucesso dos dois primeiros filmes, os personagens Cláudio e Helena estão de volta às telonas. A terceira parte da comédia nacional “Se Eu Fosse Você” inicia suas gravações neste domingo, 3, na capital fluminense, reunindo novamente os consagrados atores Tony Ramos e Glória Pires no papel do casal protagonista.
A nova produção marca o retorno da franquia que conquistou o público brasileiro em 2006 e 2009 com a divertida troca de corpos entre marido e mulher. Agora, em “Se Eu Fosse Você 3”, a história avança no tempo e apresenta uma nova fase da vida de Cláudio e Helena, que acompanham a trajetória da filha Bia (interpretada por Cleo Pires), já adulta e casada com Aquiles (Rafael Infante).
O elenco também ganha reforços com nomes como Valentina Daniel, Paulo Rocha, Yohama Eshima, Dan Ferreira e Rosi Campos, representando uma nova geração de personagens que prometem renovar o humor e os conflitos familiares da trama.
Sob direção de Anita Barbosa e com supervisão artística de Daniel Filho, responsável pela direção dos dois primeiros filmes, o longa aposta novamente na fórmula do “se colocar no lugar do outro”, quando um novo fenômeno atinge a família e reacende os desafios da convivência. A data de estreia ainda não foi divulgada.
Com expectativa alta entre os fãs da franquia, “Se Eu Fosse Você 3” promete manter o tom leve e bem-humorado que consagrou os filmes anteriores, agora com novos dilemas e reviravoltas que atravessam gerações.
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O pós-doutor em educação e cultura, e professor da faculdade de educação da UFG, Wilson Paiva, lança, no dia 22 de agosto seu novo livro que reúne seis ensaios que exploram os traços culturais, políticos e educacionais que moldam a brasilidade. O autor propõe uma reflexão sobre como o Brasil e o povo brasileiro foram constituídos de maneira aleatória e contrária às expectativas da Coroa, do Império, da República e de seus intelectuais. A obra busca compreender esse “modo inusitado” de formação nacional, revelando como muitos estadistas e pensadores não conseguiram captar a essência do país.
Escritos ao longo de 15 anos, os ensaios foram inicialmente apresentados em ambientes acadêmicos, como o encontro da Lusophone Studies Association no Canadá. No entanto, ao serem reunidos para publicação, ganharam uma linguagem mais acessível, por vezes poética e irreverente, como destacou a professora Susannah Ferreira, da University of Guelph. Essa escolha estilística torna o livro atraente para qualquer leitor interessado nos dilemas brasileiros, sem perder o rigor intelectual.
Segundo o autor, compreender o Brasil exige romper com os enquadros temáticos “perfeitos” e adotar uma abordagem fenomenológica, inspirada na suspensão eidética de Husserl. O professor aponta que apenas uma leitura integrada entre história, sociologia, antropologia, filosofia e pedagogia pode dar conta das idiossincrasias brasileiras. Ele apresenta o conceito de “ramalhada” como o mais próximo da realidade nacional, em diálogo com pensadores como Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro.

Ao longo dos ensaios, o leitor encontrará uma releitura crítica e estética da formação do Brasil, marcada por trechos poéticos, historiográficos e até debochados. A obra não se propõe como uma tese acadêmica, mas como uma tese ensaística que busca entender a brasilidade em sua complexidade. Como resume o autor: “O Brasil e o povo brasileiro desenvolveram uma cultura inusitada, diferente, ‘ramalhada’ e totalmente nova, pela qual se vislumbram riquezas, mas também problemas os quais advêm de uma política e de uma intelectualidade desprezíveis.”
Em entrevista ao Jornal Opção, em formato ping-pong, o docente respondeu perguntas sobre os ensaios:
Raunner — A sua nova obra são ensaios sobre cultura, política e educação: na sua visão qual seria o “espírito” da obra?
O “espírito” presente nos seis ensaios é o caráter da brasilidade e como ela foi constituída. O que chamo de “modo inusitado” é a constituição da terra brasilis e do homo brasilianus de forma totalmente aleatória e às avessas do que se esperava ou do que projetara a Coroa, depois o Império, a República e seus intelectuais. Por isso o título da palestra que será proferida no lançamento leva esse título: “O caráter inusitado da brasilidade”. Ao analisar os traços culturais que nos constituem, assim como nossos estadistas e nossos intelectuais, tento discutir o fato de que muitos deles não entenderam essa brasilidade e muito menos seu caráter inusitado.

Raunner — Você diria que escreveu para um tipo específico de leitor?
Os seis ensaios foram escritos ao longo de 15 anos, alguns foram publicados, como o primeiro, que versa sobre a Saudade, foi apresentado em língua inglesa no encontro sobre Lusofonia, organizado pela Lusophone Studies Association, no Canadá, em 2017. O público era, certamente composto de pesquisadores, professores e estudantes. Outros, também publicados em revistas acadêmicas, em formato menor, tiveram também esse público. Porém, ao reescrevê-los, optei por uma linguagem menos formal, menos acadêmica, às vezes poética e às vezes, como disse a Profa. Susannah Ferreira, da University of Guelf (Canadá), “irreverentes”. Nisso o livro se torna acessível a qualquer leitor, principalmente a quem estiver interessado nos problemas brasileiros.
Raunner — Você diria que compreender o Brasil é fugir constantemente de enquadros temáticos “perfeitos”?
Sim, com certeza. Para compreender o Brasil é preciso fazer a verdadeira suspensão eidética, mais ou menos no sentido que Husserl desenvolveu, e adotar uma mirada fenomenológica em busca não da essência, mas da condição da brasilidade. Os quadros “perfeitos”, criados pela Coroa, pelo Império, pelos positivistas e outros intelectuais e estadistas nunca funcionaram na realidade e nem nas formas de leitura dessa realidade. Portanto, quadros conceituais “perfeitos” não dão conta de nossas idiossincrasias, as quais só se explicam com o conjunto desses integrado desses campos do conhecimento. No livro, eu levanto a tese de que o quadro temático que mais se aproxima é o do ramalhagem, cujo conceito está no Segundo Ensaio.

Raunner — O que leitor encontrará em sua obra?
O leitor, qualquer que seja, vai encontrar muita informação histórica, sociológica, antropológica, filosófica e até pedagógica – pois intento fazer um diálogo com a educação ao longo dos ensaios. Além disso, vai encontrar uma releitura do Brasil, de sua constituição, de sua cultura, pela perspectiva que chamo de “ramalhada”, a qual aproxima da visão culturalista de Gilberto Freyre e de Darcy Ribeiro. Por fim, vai encontrar um conjunto de seis textos que se conectam e se desenvolvem por meio de trechos bem poéticos, outros historiográficos, muitos trechos críticos (às vezes até debochados) para que, na liberdade da escrita ensaística, eu conseguisse unir o rigor acadêmico e a leveza literária.
Raunner — Se pudesse resumir a ideia geral em uma frase, qual seria?
O Brasil e o povo brasileiro desenvolveram uma cultura inusitada, diferente, “ramalhada” e totalmente nova, pela qual se vislumbram riquezas, mas também problemas os quais advêm de uma política e de uma intelectualidade desprezíveis.
Raunner — Qual é a proposta central dos ensaios que você escreveu sobre a identidade brasileira?”
Dentre os colegas que fizeram a leitura dos manuscritos, e teceram seus comentários, fiz questão de publicar na contracapa a observação da Profa. Susannah Ferreira, que é uma canadense de origem portuguesa, porque ela conseguiu captar minha tentativa de fazer um “deep dive” na história, na cultura e na identidade do Brasil. E o argumento que tento elaborar, como bem comentando por ela, é exatamente o de que “é preciso entender a história e a identidade brasileiras para forjar o futuro do Brasil”.
Mas entender pela via da suspensão eidética, que comentei antes, sem a qual o fenômeno da brasilidade, sobretudo no seu caráter inusitado, se nos escapa e acabamos presas de ideologias interpretativas que captam apenas parte desse fenômeno, quando o fazem. Não é uma tese acadêmica, mas uma tese estética, especificamente ensaística, que levanto e busco argumentar através desses seis ensaios. Espero que a leitura seja agradável e proveitosa.
Descrição pessoal
Pós-doutor em educação e cultura, pela University of Calgary (Canadá); Pós-doutor em filsofia estética e educação pela Sorbonne Université (França). Doutor em Filosofia da Educação, pela USP; e Mestre em Filosofia Ética e Política, pela UFG. Professor da Faculdade de Educação da UFG; Professor do PPGE. É especialista em Rousseau, com foco na obra Emílio ou da Educação;. É membro da Rousseau Association, nos EUA, da LSA - Lusophone Studies Association, do Canadá, e outras associações e grupos de pesquisa no Brasil e no exterior. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Teorias educacionais, cultura e educação, educação brasileira, jesuítas, colonização, filosofia política, democracia, Rousseau, filosofia da educação, estética, epistemologia, colonização, políticas públicas, política e escola, projeto pedagógico e gestão educacional. Foi professor visitante na Universidad Autónoma de Madrid (Espanha), na University of Calgary (Canada) e na Sorbonne Université (França).
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