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WhatsApp lança recurso de privacidade avançada para proteger conversas sensíveis 

O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais utilizado no Brasil, acaba de lançar uma nova funcionalidade voltada à proteção de dados e à segurança das interações digitais: a “Privacidade avançada do chat”. O recurso, já disponível para usuários que atualizaram o aplicativo, permite restringir ações como exportação de conversas, download automático de arquivos e uso de mensagens por ferramentas de inteligência artificial. 

A proposta da plataforma é oferecer maior controle sobre o conteúdo compartilhado, especialmente em contextos delicados. “Dessa forma, todos no chat podem ficar tranquilos de que o que é dito não sairá da conversa”, informou o WhatsApp em comunicado oficial. A funcionalidade pode ser ativada tanto em conversas individuais quanto em grupos, e foi pensada para situações como grupos de apoio, discussões comunitárias ou trocas de informações sensíveis entre pessoas que não se conhecem bem. 

Para ativar o recurso, basta acessar a conversa desejada, tocar no nome do contato ou grupo na parte superior da tela e selecionar a opção “Privacidade avançada do chat”. Segundo a empresa, esta é a primeira versão da ferramenta, e novas atualizações estão em desenvolvimento para ampliar as configurações de proteção. 

Além da nova funcionalidade, o WhatsApp já oferece uma série de recursos voltados à segurança digital. Entre eles estão a criptografia de ponta a ponta, que protege todas as mensagens e chamadas por padrão, o bloqueio de conversas com senha, biometria ou reconhecimento facial, a verificação em duas etapas, mensagens temporárias e a possibilidade de ocultar informações pessoais como foto de perfil e status. Também é possível bloquear ou denunciar contatos em caso de mensagens indesejadas ou suspeitas. 

Com essas medidas, o WhatsApp reforça seu compromisso com a privacidade dos usuários em um ambiente cada vez mais digitalizado, oferecendo ferramentas acessíveis para garantir segurança e controle sobre as interações online. 

Leia também: A brasilidade em seis ensaios: professor da UFG lança obra sobre o caráter inusitado do Brasil

Bruno Lopez de Moura, Romário Hugo dos Santos e Thiago Chambó Andrade | Foto: Reprodução
Condenação
Operação Penalidade Máxima: três réus recebem penas de até 22 anos por fraudes em campeonatos nacionais

Réus atuavam no financiamento das apostas, aliciamento de jogadores e pagamento de atletas envolvidos nas fraudes

Reforma
Mabel fala que prioridade é melhorar os serviços do Imas, mas projeto de reestruturação não tem previsão de ser enviado para Câmara

Um interlocutor disse ao Jornal Opção, de forma mais incisiva, que os valores pagos pelos servidores estavam muito abaixo dos praticados pelo mercado

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Desconfiança e contexto turbulento motivaram Mabel a fazer troca no Imas

Troca acontece em meio a crise nos serviços de oncologia do Imas onde há denúncias de servidores que não conseguem consultas e nem acompanhamento médico

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Papel de Casal
Após quase duas décadas, Tony Ramos e Glória Pires retomam parceria em “Se Eu Fosse Você 3” 

Quase duas décadas após o sucesso dos dois primeiros filmes, os personagens Cláudio e Helena estão de volta às telonas. A terceira parte da comédia nacional “Se Eu Fosse Você” inicia suas gravações neste domingo, 3, na capital fluminense, reunindo novamente os consagrados atores Tony Ramos e Glória Pires no papel do casal protagonista. 

A nova produção marca o retorno da franquia que conquistou o público brasileiro em 2006 e 2009 com a divertida troca de corpos entre marido e mulher. Agora, em “Se Eu Fosse Você 3”, a história avança no tempo e apresenta uma nova fase da vida de Cláudio e Helena, que acompanham a trajetória da filha Bia (interpretada por Cleo Pires), já adulta e casada com Aquiles (Rafael Infante). 

O elenco também ganha reforços com nomes como Valentina Daniel, Paulo Rocha, Yohama Eshima, Dan Ferreira e Rosi Campos, representando uma nova geração de personagens que prometem renovar o humor e os conflitos familiares da trama. 

Sob direção de Anita Barbosa e com supervisão artística de Daniel Filho, responsável pela direção dos dois primeiros filmes, o longa aposta novamente na fórmula do “se colocar no lugar do outro”, quando um novo fenômeno atinge a família e reacende os desafios da convivência. A data de estreia ainda não foi divulgada. 

Com expectativa alta entre os fãs da franquia, “Se Eu Fosse Você 3” promete manter o tom leve e bem-humorado que consagrou os filmes anteriores, agora com novos dilemas e reviravoltas que atravessam gerações. 

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Foto: Divulgação
Energia limpa
Governo de Goiás investe mais de R$ 2 milhões em projetos de transição energética no meio rural

Edital da Fapeg e Secretaria-Geral do Governo busca inovações para ampliar uso de tecnologias sustentáveis no campo

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Como foi o fim
Médica de Preta Gil conta em entrevista os últimos momentos da cantora e explica que doença se agravou por fator genético

Segundo a médica Roberta Saretta, a rapidez da evolução da doença esteve ligada a fatores genéticos e à agressividade do tumor

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Inclusão
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Saúde
Multiplos transplantes e infecção generalizada, os termos médicos que explicam o estado de saúde de Faustão

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Formação Nacional
A brasilidade em seis ensaios: professor da UFG lança obra sobre o caráter inusitado do Brasil

O pós-doutor em educação e cultura, e professor da faculdade de educação da UFG, Wilson Paiva, lança, no dia 22 de agosto seu novo livro que reúne seis ensaios que exploram os traços culturais, políticos e educacionais que moldam a brasilidade. O autor propõe uma reflexão sobre como o Brasil e o povo brasileiro foram constituídos de maneira aleatória e contrária às expectativas da Coroa, do Império, da República e de seus intelectuais. A obra busca compreender esse “modo inusitado” de formação nacional, revelando como muitos estadistas e pensadores não conseguiram captar a essência do país.

Escritos ao longo de 15 anos, os ensaios foram inicialmente apresentados em ambientes acadêmicos, como o encontro da Lusophone Studies Association no Canadá. No entanto, ao serem reunidos para publicação, ganharam uma linguagem mais acessível, por vezes poética e irreverente, como destacou a professora Susannah Ferreira, da University of Guelph. Essa escolha estilística torna o livro atraente para qualquer leitor interessado nos dilemas brasileiros, sem perder o rigor intelectual.

Segundo o autor, compreender o Brasil exige romper com os enquadros temáticos “perfeitos” e adotar uma abordagem fenomenológica, inspirada na suspensão eidética de Husserl. O professor aponta que apenas uma leitura integrada entre história, sociologia, antropologia, filosofia e pedagogia pode dar conta das idiossincrasias brasileiras. Ele apresenta o conceito de “ramalhada” como o mais próximo da realidade nacional, em diálogo com pensadores como Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro.

Ao longo dos ensaios, o leitor encontrará uma releitura crítica e estética da formação do Brasil, marcada por trechos poéticos, historiográficos e até debochados. A obra não se propõe como uma tese acadêmica, mas como uma tese ensaística que busca entender a brasilidade em sua complexidade. Como resume o autor: “O Brasil e o povo brasileiro desenvolveram uma cultura inusitada, diferente, ‘ramalhada’ e totalmente nova, pela qual se vislumbram riquezas, mas também problemas os quais advêm de uma política e de uma intelectualidade desprezíveis.”

Em entrevista ao Jornal Opção, em formato ping-pong, o docente respondeu perguntas sobre os ensaios:

Raunner — A sua nova obra são ensaios sobre cultura, política e educação: na sua visão qual seria o “espírito” da obra?

O “espírito” presente nos seis ensaios é o caráter da brasilidade e como ela foi constituída. O que chamo de “modo inusitado” é a constituição da terra brasilis e do homo brasilianus de forma totalmente aleatória e às avessas do que se esperava ou do que projetara a Coroa, depois o Império, a República e seus intelectuais. Por isso o título da palestra que será proferida no lançamento leva esse título: “O caráter inusitado da brasilidade”. Ao analisar os traços culturais que nos constituem, assim como nossos estadistas e nossos intelectuais, tento discutir o fato de que muitos deles não entenderam essa brasilidade e muito menos seu caráter inusitado.

Raunner — Você diria que escreveu para um tipo específico de leitor?

Os seis ensaios foram escritos ao longo de 15 anos, alguns foram publicados, como o primeiro, que versa sobre a Saudade, foi apresentado em língua inglesa no encontro sobre Lusofonia, organizado pela Lusophone Studies Association, no Canadá, em 2017. O público era, certamente composto de pesquisadores, professores e estudantes. Outros, também publicados em revistas acadêmicas, em formato menor, tiveram também esse público. Porém, ao reescrevê-los, optei por uma linguagem menos formal, menos acadêmica, às vezes poética e às vezes, como disse a Profa. Susannah Ferreira, da University of Guelf (Canadá), “irreverentes”. Nisso o livro se torna acessível a qualquer leitor, principalmente a quem estiver interessado nos problemas brasileiros.

Raunner — Você diria que compreender o Brasil é fugir constantemente de enquadros temáticos “perfeitos”?

Sim, com certeza. Para compreender o Brasil é preciso fazer a verdadeira suspensão eidética, mais ou menos no sentido que Husserl desenvolveu, e adotar uma mirada fenomenológica em busca não da essência, mas da condição da brasilidade. Os quadros “perfeitos”, criados pela Coroa, pelo Império, pelos positivistas e outros intelectuais e estadistas nunca funcionaram na realidade e nem nas formas de leitura dessa realidade. Portanto, quadros conceituais “perfeitos” não dão conta de nossas idiossincrasias, as quais só se explicam com o conjunto desses integrado desses campos do conhecimento. No livro, eu levanto a tese de que o quadro temático que mais se aproxima é o do ramalhagem, cujo conceito está no Segundo Ensaio.

Raunner — O que leitor encontrará em sua obra?

O leitor, qualquer que seja, vai encontrar muita informação histórica, sociológica, antropológica, filosófica e até pedagógica – pois intento fazer um diálogo com a educação ao longo dos ensaios. Além disso, vai encontrar uma releitura do Brasil, de sua constituição, de sua cultura, pela perspectiva que chamo de “ramalhada”, a qual aproxima da visão culturalista de Gilberto Freyre e de Darcy Ribeiro. Por fim, vai encontrar um conjunto de seis textos que se conectam e se desenvolvem por meio de trechos bem poéticos, outros historiográficos, muitos trechos críticos (às vezes até debochados) para que, na liberdade da escrita ensaística, eu conseguisse unir o rigor acadêmico e a leveza literária.

Raunner — Se pudesse resumir a ideia geral em uma frase, qual seria?

O Brasil e o povo brasileiro desenvolveram uma cultura inusitada, diferente, “ramalhada” e totalmente nova, pela qual se vislumbram riquezas, mas também problemas os quais advêm de uma política e de uma intelectualidade desprezíveis.

Raunner — Qual é a proposta central dos ensaios que você escreveu sobre a identidade brasileira?”

Dentre os colegas que fizeram a leitura dos manuscritos, e teceram seus comentários, fiz questão de publicar na contracapa a observação da Profa. Susannah Ferreira, que é uma canadense de origem portuguesa, porque ela conseguiu captar minha tentativa de fazer um “deep dive” na história, na cultura e na identidade do Brasil. E o argumento que tento elaborar, como bem comentando por ela, é exatamente o de que “é preciso entender a história e a identidade brasileiras para forjar o futuro do Brasil”.

Mas entender pela via da suspensão eidética, que comentei antes, sem a qual o fenômeno da brasilidade, sobretudo no seu caráter inusitado, se nos escapa e acabamos presas de ideologias interpretativas que captam apenas parte desse fenômeno, quando o fazem. Não é uma tese acadêmica, mas uma tese estética, especificamente ensaística, que levanto e busco argumentar através desses seis ensaios. Espero que a leitura seja agradável e proveitosa.

Descrição pessoal

Pós-doutor em educação e cultura, pela University of Calgary (Canadá); Pós-doutor em filsofia estética e educação pela Sorbonne Université (França). Doutor em Filosofia da Educação, pela USP; e Mestre em Filosofia Ética e Política, pela UFG. Professor da Faculdade de Educação da UFG; Professor do PPGE. É especialista em Rousseau, com foco na obra Emílio ou da Educação;. É membro da Rousseau Association, nos EUA, da LSA - Lusophone Studies Association, do Canadá, e outras associações e grupos de pesquisa no Brasil e no exterior. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Teorias educacionais, cultura e educação, educação brasileira, jesuítas, colonização, filosofia política, democracia, Rousseau, filosofia da educação, estética, epistemologia, colonização, políticas públicas, política e escola, projeto pedagógico e gestão educacional. Foi professor visitante na Universidad Autónoma de Madrid (Espanha), na University of Calgary (Canada) e na Sorbonne Université (França).

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