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*Colaboração de Tathyane Melo
Membros da bancada goiana na Câmara dos Deputados ouvidos pelo Jornal Opção avaliam que o pacote antifacção e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), previstos para votação até o fim do ano, representam um passo importante para fortalecer o combate ao crime organizado.
O posicionamento segue o anúncio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que confirmou a análise, nas próximas semanas, do projeto elaborado pelo governo do presidente Lula (PT) e outras iniciativas de parlamentares que equiparam crimes cometidos por organizações criminosas ao terrorismo.
O deputado José Nelto (UB), disse que o Brasil vive um cenário semelhante ao enfrentado pela Itália durante a ascensão da máfia e defendeu que o Congresso trate o crime organizado com o mesmo rigor aplicado ao terrorismo. Para ele, o combate não deve se concentrar apenas nas bases operacionais das facções, mas também nos responsáveis pelo comando financeiro.
“O Estado brasileiro terá que agir com inteligência para alcançar não somente o cidadão com o fuzil na favela, mas também o barão da Faria Lima, aquele que está em Nova York e Miami. Tem que haver um esforço coordenado da União, dos estados, das polícias e de todas as forças de inteligência”, disse.
“Infelizmente o Poder Judiciário brasileiro tem envolvimento de juízes, autoridades, promotores, policiais e parlamentares. É um momento em que essa lei precisa ser muito pesada”, completou.
Para Ismael Alexandrino (PSD-GO), há consenso de que o país precisa de respostas legislativas imediatas. Ele defende que o projeto antifacção deve ser votado nos próximos dias para fornecer diretrizes claras aos estados e assegurar a proteção jurídica às autoridades de segurança.
“Precisamos votar um projeto antifacção para promover um enfrentamento ao crime organizado, dar norte aos entes federados e segurança jurídica às instituições. A população precisa dessa tranquilidade, e nós, parlamentares, temos o dever de dar uma resposta efetiva”, afirmou.
A deputada Magda Mofatto (PRD-GO) apoia as propostas. Temos que dar um jeito de acabar com essa violência toda. Tudo que for contra facção é altamente positivo. Quem gosta de violência? Quem gosta de tráfico de drogas?”, questionou.
O deputados Samuel Santos (Podemos) destacou que o crescimento das facções se consolidou ao longo dos anos e que o país enfrenta hoje um cenário “insustentável”. Para ele, além do endurecimento legislativo, políticas públicas sociais negligenciadas contribuíram para o avanço das organizações criminosas.
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O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT-SP) foi morto a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, nesta quinta-feira em São Paulo, durante um desentendimento familiar. A informação foi confirmada por lideranças do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e por pessoas próximas à família.
Frateschi foi atingido na cabeça e nos braços e socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. A esposa do ex-parlamentar, Yolanda Maux Viana, também ficou ferida ao tentar intervir na briga, sofrendo uma fratura no braço; ela recebeu atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Lapa.
Segundo testemunhas, o conflito aconteceu dentro da residência da família, na zona oeste da capital. Ainda não há informações sobre o que motivou a discussão. O filho foi detido pela polícia.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a agressão ocorreu durante um episódio de surto. O local passou por perícia, e a ocorrência está sendo registrada no 91º DP.
Trajetória de Paulo Frateschi
Paulo Frateschi foi ex-deputado estadual e um dos fundadores do PT em São Paulo. Sua trajetória política incluiu militância na Ação Libertadora Nacional (ALN), organização de luta armada contra a ditadura militar, o que resultou em sua prisão e tortura por seis meses em 1969, tornando-se símbolo de resistência ao regime.
Frateschi presidiu o PT paulista durante a ascensão do partido à presidência da República e atuou como secretário de Relações Governamentais na gestão de Fernando Haddad, em 2014. Nos últimos anos, mobilizou caravanas em apoio à candidatura do presidente Lula e manteve proximidade pessoal com o ex-presidente.
Sua vida também foi marcada por tragédias familiares: em 2002, perdeu o filho Pedro, de 7 anos, em um acidente, e em 2003, outro filho, Júlio, de 16 anos, morreu em um acidente de carro.
Nota do PT
O partido divulgou nota lamentando o falecimento:
"É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT Paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido. Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo. Deixa legado marcado pela luta pela justiça e pela inclusão e uma lacuna irreparável entre amigos, familiares, companheiras e companheiros de luta."
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