Notícias

Encontramos 146084 resultados
IBGE abre seleção com 9,5 mil vagas temporárias de nível médio

Inscrições devem ser feitas no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV) entre 19 de novembro, às 16h, e 11 de dezembro, às 23h59

img20251104155133394
projeto de lei
Câmara aprova texto-base do PL Antifacção

Proposta foi aprovada com placar de 370 votos a favor e 110 contra

roberto-naves-ex-prefeito-caiado-presidente
Tomada de Contas Especial
Contrato de hospital em Anápolis gerou prejuízo de R$ 42 milhões na gestão de Roberto Naves, aponta TCM

O contrato teve origem em uma contratação emergencial por dispensa de licitação, mas as irregularidades mais graves ocorreram na execução

WhatsApp Image 2025-11-18 at 19.03.13
Investigação
Operação Cifra Vermelha: Comando Vermelho usava filhos de 12 e 14 anos para lavar dinheiro em Goiás

A Operação Cifra Vermelha, deflagrada nesta terça-feira, 18, pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), revelou que integrantes do Comando Vermelho utilizavam filhos adolescentes, de 12 e 14 anos, em um esquema milionário de lavagem de dinheiro. A ação é considerada uma das maiores já realizadas contra o crime organizado no estado.

A ofensiva foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com o Comando de Operações de Divisas (COD) da Polícia Militar. Durante coletiva de imprensa realizada no período da tarde, as instituições detalharam o funcionamento da estrutura financeira da facção criminosa.

O alvo principal da operação foi um núcleo especializado em lavar recursos oriundos do tráfico de drogas. Ao todo, foram sequestrados R$ 28,1 milhões de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. Também houve apreensão de veículos, três armas de fogo, além do cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva e temporária. Com essa ação, o MPGO totaliza nove operações contra facções apenas em 2024.

As investigações começaram há cerca de um ano e envolveram quebras de sigilo bancário e telemático, análise de comunicações fragmentadas e monitoramento de fluxo financeiro. O responsável pelo esquema — apontado como autor intelectual — tem histórico por receptação, crimes patrimoniais e tráfico de drogas, com atuação vinculada ao Comando Vermelho há quase uma década.

Mesmo sem condenação definitiva por integrar organização criminosa, o Gaeco afirma que os indícios comprovam sua participação contínua na facção. Ele e a companheira, que residem fora de Goiás, comandavam o núcleo: ela era responsável por operacionalizar as movimentações, administrar grupos de WhatsApp, abrir contas bancárias e cobrar depósitos de traficantes.

O casal criou empresas de fachada com objetos sociais amplos, permitindo aparentar legalidade em transações suspeitas. As movimentações envolviam compra de gado e constituíam negócios fantasmas já identificados em outros estados, como o Maranhão.

Um dos pontos mais graves identificados pelos investigadores foi o uso de contas bancárias abertas em nome dos filhos do casal. Apenas entre 2023 e 2024, essas contas movimentaram cerca de R$ 882 mil, em um esquema que chegou a R$ 8 milhões em dois anos.

“Sem dinheiro, a engrenagem não gira”

O tenente-coronel Machado destacou que o objetivo central da operação foi atingir o fluxo financeiro da facção, responsável por sustentar atividades violentas e logísticas do Comando Vermelho. Segundo ele, o sequestro de quase R$ 30 milhões impacta diretamente a compra de drogas em fronteiras internacionais, reduzindo a capacidade de atuação do grupo.

Ele citou valores de aquisição e revenda de entorpecentes: um quilo de maconha pode custar entre R$ 250 e R$ 300 no Paraguai e ser revendido por até R$ 50 mil em Goiás. Já um quilo de cocaína comprado por US$ 10 mil a US$ 15 mil na Bolívia chega a ser vendido por até € 250 mil na Europa. “Sem suporte financeiro, o crime organizado não se mantém”, afirmou.

Realidade de Goiás difere do Rio de Janeiro, diz MP

Durante a coletiva, promotores enfatizaram que, ao contrário do Rio de Janeiro, Goiás não possui territórios dominados por facções. Eles afirmaram que o estado mantém soberania em todas as áreas e que a estratégia local prioriza sufocar financeiramente as organizações para evitar expansão territorial.

Compararam ainda com operações recentes no Rio, que resultaram em dezenas de mortes e revelam um cenário de conflito armado. Em Goiás, a ação integrada busca impedir que facções alcancem o mesmo nível de domínio.

Monitoramento e proteção de servidores

O MPGO informou que monitora atualmente 85 lideranças do crime organizado no estado, muitas delas presas. O objetivo é evitar progressões indevidas de regime e acelerar julgamentos de pessoas que respondem a vários processos.

Promotores também ressaltaram o risco enfrentado por servidores públicos envolvidos nessas operações e defenderam revisão da política de proteção funcional. Relataram o caso de um promotor prestes a se aposentar que perderá a segurança institucional ao deixar o cargo.

Esquemas cada vez mais sofisticados

Segundo o Ministério Público, o crime organizado tem se especializado especialmente na área de lavagem de dinheiro, utilizando qualquer tipo de atividade comercial para legitimar recursos ilícitos. Por isso, defendem mais integração entre polícias, MP e Judiciário.

O Gaeco afirmou que a Operação Cifra Vermelha é apenas a primeira etapa de um conjunto de ações que ainda serão deflagradas. Novas fases devem mirar outros operadores financeiros relevantes do Comando Vermelho. “Nosso objetivo é sufocar a base econômica da facção”, destacou o MPGO.

A operação representa, segundo as autoridades, um golpe direto no financiamento da facção em Goiás, com impacto estrutural e até internacional. Além de atingir quase R$ 30 milhões da quadrilha, desarticulou um núcleo de lavagem que utilizava empresas fictícias, compra de gado e até contas em nome de crianças.

A ofensiva reforça a estratégia de asfixia financeira como principal caminho para desestruturar o crime organizado e mostra, de acordo com o MPGO, a capacidade das forças de segurança goianas de agir com eficácia e rapidez.

Leia também:

Em almoço com deputados, Caiado pede reforço de emendas para o custeio da saúde

TRE aceita denúncia e Amauri Ribeiro vira réu por violência politica de gênero

Quando os cursinhos travaram sua primeira guerra — e o Jornal Opção era o campo de batalha

WhatsApp Image 2025-10-31 at 18.28.03
Crime
TJGO afasta imediatamente professor acusado de agredir aluno em escola de Quirinópolis

Decisão atende a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO)

IMG_2948
OPÇÃO PLAY
Obras da UPA Guanabara estão paralisadas, mas prefeitura prevê conclusão em fevereiro

Intervenções começaram em 2017, mas empresas que tocavam o empreendimento cancelaram contratos antes da conclusão

"Rota 22"
Com pré-candidatura confirmada, Wilder planeja série de encontros estratégicos do PL em Goiás

A previsão é que o itinerário bolsonarista comece no próximo dia 27 de novembro

WhatsApp-Image-2024-12-05-at-11.57.34-1536x1152
Saúde
Aplicativo Mais Saúde Goiânia é aprovado e deve ser lançado nos próximos dias

A ferramenta deve ser oficialmente apresentada nos próximos dias pelo prefeito Sandro Mabel (UB)

Dependência
Falha na Cloudflare expõe riscos de dependência digital, diz especialista em cibersegurança

*Com informações de Giovanna Campos

Uma falha mundial na Cloudflare, empresa responsável por sistemas de segurança e proteção de tráfego na internet, provocou instabilidade em grandes serviços online na manhã desta terça-feira, 18.

Plataformas populares como X (antigo Twitter), ChatGPT, Spotify, YouTube, Discord e Grindr ficaram indisponíveis ou apresentaram mensagens de erro. De acordo com Fábio Szescsik, Head de Cibersegurança e Operações de TI no Open Finance Brasil, o problema teve início por volta das 8h50 e durou cerca de duas horas, variando conforme cada serviço.

Em entrevista ao Jornal Opção, ele explicou que a falha foi identificada rapidamente porque as próprias páginas afetadas exibiam mensagens associadas ao sistema da Cloudflare. “Ainda não há informações sobre o que exatamente aconteceu. Provavelmente foi um problema interno”, afirmou.

“A Cloudflare filtra praticamente 25 milhões de websites para prevenir ataques. Quando ela sai do ar, esses sites são afetados. É por isso que tantos serviços ficaram indisponíveis ao mesmo tempo.”

Segundo Szescsik, o impacto foi global e atingiu plataformas que dependem diretamente da camada de proteção e roteamento da Cloudflare. Entre os serviços comprometidos, ele listou:

  • X (antigo Twitter) — falhas no carregamento de feed e timeline
  • ChatGPT — mensagens de erro ao tentar acessar
  • Spotify — instabilidade no streaming
  • YouTube — problemas de acesso e carregamento
  • Discord — dificuldades de conexão
  • Grindr — interrupções em escala global

Ele também citou Canva e outras plataformas, mas destacou que “há muitos sites que utilizam esse mecanismo de proteção, então a lista completa é extensa”.

Não é a primeira vez

O especialista lembrou que interrupções desse tipo já ocorreram em outras ocasiões. “Não é a primeira vez, só que das outras vezes não teve essa magnitude”, disse. Ele recordou episódios relevantes, como em julho de 2019, um bug de software que derrubou sites por até 30 minutos.

Além disso, em junho de 2022 uma falha atingiu 19 data centers responsáveis por boa parte do tráfego global e, por último, em agosto deste ano, o tráfego de um único cliente saturou conexões com a AWS us-east-1.

Para Szescsik, o fato de grandes players enfrentarem incidentes recorrentes evidencia um problema estrutural. “Talvez estejam investindo em coisas importantes, mas deixando de lado contingência, ambientes duplicados e planos sólidos de recuperação de desastres”, afirmou.

Apesar do susto, ele ressalta que, neste caso, não houve perda de dados. “O problema foi de disponibilidade. Os serviços ficaram fora do ar por um período, mas ninguém perdeu informação”, explicou.

O prejuízo, contudo, pode ser significativo. “Cada empresa calcula conforme seu modelo. Pense no ChatGPT: se ele fica fora do ar seis horas, é possível estimar quantas assinaturas deixaram de ser feitas naquele período”, exemplificou.

Segundo o especialista, o impacto inclui custos indiretos com imagem, quebra de contratos com acordos de disponibilidade (SLA) e possíveis multas. Szescsik lembrou ainda um incidente recente envolvendo a AWS, maior provedora de serviços em nuvem do mundo.

“Hoje muitas empresas hospedam tudo na nuvem. Quando há um problema desse porte, seja na AWS ou na Cloudflare, o efeito dominó é inevitável”, disse. “Mas, neste caso específico, não foi perda de dados, foi indisponibilidade do website, que impede o acesso ao serviço.”

Para o head de cibersegurança, incidentes desse tipo mostram que a agenda de segurança precisa ir além da proteção contra ataques. “Quando falamos de segurança, as pessoas pensam só em hacker, invasão ou fraude. Mas a parte de disponibilidade e continuidade é extremamente importante”, destacou.

“É o terceiro caso em pouco tempo envolvendo grandes empresas. Isso mostra que falhas internas também precisam ser tratadas com prioridade máxima.” Ele conclui que o episódio serve como alerta para companhias em todo o mundo: “Contingência não é opcional. É um pilar da segurança.”

Leia também:

roberto
de mudança
“Lêda Borges já está conosco no Republicanos”, diz Roberto Naves

Segundo o ex-prefeito de Anápolis, Lêda já firmou um compromisso com ele e com a direção nacional do Republicanos de migrar para a legenda

Feminicídio
Mulher é morta a facadas pelo ex-companheiro no Bosque dos Buritis, em Goiânia

De acordo com a corporação, tanto a vítima quanto o autor eram egressos do sistema prisional

maior parte das propostas, com 11 menções, refere-se e a instituições de ensino e visam estabelecer a obrigatoriedade do estudo da Bíblia na grade curricular escolar (1)
Quando os cursinhos travaram sua primeira guerra — e o Jornal Opção era o campo de batalha

Em 1976, enquanto Goiânia vivia uma explosão de demanda por ensino pré-universitário, o Jornal Opção transformou-se no principal terreno de disputa entre os cursinhos

11400_DSC02391
Recomendação
MP recomenda que prefeita de Santo Antônio do Descoberto remova publicações por suposta promoção pessoal; defesa nega irregularidades

Ao Jornal Opção, Douglas Lacerda Lucas, assessor jurídico do município, negou qualquer irregularidade

whatsapp-image-2025-11-18-at-16-22-45
Pagamento Imediato
Deputados tocantinenses destinaram R$ 10,4 milhões ao Idesp, alvo de investigação policial em Goiás e no Tocantins

Dados levantados pelo Jornal Opção Tocantins mostram que recursos de custeio foram repassados entre 2024 e 2025

Dados
Pesquisa revela que 58% deixariam o crime se tivessem renda

A pesquisa, denominada Raio-X da Vida Real, mostra que a entrada no crime está diretamente associada à vulnerabilidade econômica