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Eleições 2026
Quem são os principais cotados ao Senado e para a vice de Daniel Vilela em Goiás

Na política, o período eleitoral pode ser curto, mas as articulações e os trabalhos não param

Análise
Suspensão de parcerias entre PRF, PF e MP é retrocesso que custará vidas

A Segurança pública baseada em evidências recomenda o compartilhamento de informações e colaboração entre as forças

Entrevista da Semana
Sanches da Federal: “O prefeito tem pressa, mas Goiânia esteve abandonada por 4 anos; não há soluções simples para problemas complexos”

Vereador de Goiânia diagnostica problemas na mobilidade, segurança e lazer da capital. “Há uma grande vontade de resolver, mas os problemas são profundos e exigem soluções estruturadas”, diz ele

História
De Castello Branco à Medici, os primeiros governos da Ditadura e a violenta repressão

Jornal Opção mostrou na primeira reportagem desta série — que vai de Jânio Quadros (1961) até os primeiros dias do golpe — que os militares planejaram e iniciaram a execução do que seria um massacre na Praça Cívica em novembro de 64

conexão
O lembrete a Gayer de que o Parlamento não é boteco

É triste ter a percepção de que o brasileiro não se sente representado pela classe política. Mas seria ainda mais desanimador se ele se sentisse contemplado por parlamentares que usam suas vozes para falar em “trisal” entre deputados e senadores

7 políticos que planejam disputar mandato de deputado federal pelo Republicanos

Entre os mais cotados estão Ricardo Quirino, Roberto Naves, Jovair Arantes e Hildo do Candango. O objetivo é eleger de 2 a 3 parlamentares

Marconi abriu conversação com o PT em Goiás e, depois, decidiu criticar o governo de Lula

Petistas dizem que o ex-governador está isolado e “perdido”. Eles sugerem que o PT poderia fortalecer seu palanque no Estado

Adriano da Rocha Lima no TCE e Talles Barreto e Lincoln Tejota no TCM?

A possível ida de Lincoln Tejota para o TCM poderá, com a aposentadoria de Sebastião Tejota, levar Adriano da Rocha Lima para o TCE

Se candidato a deputado, Álvaro Guimarães pode “atropelar” postulante do prefeito de Itumbiara

Dione Araújo apoia Thales Machado. Dividindo o eleitorado da situação, cresce a possibilidade de Gugu Nader ser reeleito

Entenda por que Daniel Vilela pode ser eleito governador de Goiás em 2026

Os eleitores, ao menos no momento, não pensam em mudança. O “clima” político atual não tem nada a ver com o quadro de desgaste dos governantes em 1998 e 2018

no jardins
Vídeo mostra momento em que vice-consulesa da Colômbia é baleada em São Paulo

Em nota, o Palácio do Itamaraty lamentou "profundamente o incidente ocorrido"

alerta
Saiba quem são os verdadeiros responsáveis pela ponte do Rio das Almas que assusta caminhoneiros

Com rachaduras e ondulação, o ponte de passagem de veículos de grande porte apresenta desgastes visíveis

moradia
Prorrogado prazo de inscrição para mais de 380 apartamentos em programa social, em Senador Canedo

Serão entregues 384 apartamentos. Prefeitura já contabilizou mais de 8 mil cadastros

Araguaia em Foco
Do solo ao prato: riscos do mercúrio no rio Araguaia

O desmatamento e as queimadas são as principais fontes de mercúrio na bacia hidrográfica do rio Araguaia. O consumo de peixes contaminados com o metal pode causar danos cognitivos

faltou dizer
A transparência no Executivo municipal e o dever de prestar contas publicamente

Uma de minhas primeiras produções jornalísticas na política foi acompanhar a prestação de contas de Iris Rezende (MDB) em fevereiro de 2017. Naquela ocasião, assim como Mabel, Iris pegava uma gestão com problemas financeiros , dívidas e, claro, ele também não estava feliz em prestar contas do último quadrimestre do antecessor, Paulo Garcia (PT).

A prestação de contas é mais do que apresentar números da gestão, mas ouvir reclamações, questionamentos e lamentos dos vereadores eleitos, principalmente em momentos políticos de tesão, como vive a política goianiense.

A prestação de contas por parte dos prefeitos às Câmaras Municipais é um princípio fundamental da administração pública. Trata-se não apenas de um dever legal, mas de uma obrigação moral com a população que elege seus governantes esperando transparência, responsabilidade e compromisso com a boa gestão dos recursos públicos.

Na história política da Capital, por diversas vezes, os chefes do Poder Executivo se acovardaram diante do Legislativo e deixaram de ir, mandaram secretários ou auxiliares e, no passado, apesar de ter ido, o ex-prefeito deixou a reunião antes do fim. Não deve ser o caso de Sandro, que apesar de ter mostrado indisposição num primeiro momento, voltou atrás e assegurou que explicaria os números aos vereadores.

Leia também: Prefeito de Goiânia abandona prestação de contas e revolta vereadores

A ausência dos gestores levanta questionamentos sobre o nível de transparência e a disposição dos prefeitos em dialogar com os representantes eleitos pela população. A presença do chefe do Executivo nesse tipo de audiência não é meramente protocolar; é uma oportunidade para esclarecer dúvidas, apresentar justificativas sobre a execução orçamentária e ouvir críticas e sugestões que possam aprimorar a gestão pública.

O descaso com a transparência e a accountability compromete a relação entre governo e sociedade. Prefeitos que evitam prestar contas em espaços públicos demonstram falta de comprometimento com a democracia e com a boa governança. A fiscalização do Legislativo é essencial para garantir que os recursos municipais sejam empregados de maneira eficiente e ética, evitando desperdícios, desvios e malversação do dinheiro público.

O cidadão tem o direito de saber como o dinheiro dos impostos está sendo utilizado. Quando um prefeito se esquiva de prestar contas de maneira pública, ele mina a confiança da população e dos vereadores que representam os interesses do povo. Se há boa gestão, por que evitar a transparência? Se há responsabilidade com os gastos, por que não expô-los à avaliação pública?

A prestação de contas deve ser encarada como um ato republicano e uma demonstração de respeito ao eleitorado. Negar-se a comparecer à Câmara ou limitar a publicidade desse processo são atitudes que fragilizam a democracia e alimentam a desconfiança da sociedade em relação aos seus governantes. Mais do que um dever legal, a transparência deve ser uma prática cotidiana, pois um governo que se esconde de sua própria população certamente tem algo a temer.

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