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Na política, o período eleitoral pode ser curto, mas as articulações e os trabalhos não param
A Segurança pública baseada em evidências recomenda o compartilhamento de informações e colaboração entre as forças
Vereador de Goiânia diagnostica problemas na mobilidade, segurança e lazer da capital. “Há uma grande vontade de resolver, mas os problemas são profundos e exigem soluções estruturadas”, diz ele
Jornal Opção mostrou na primeira reportagem desta série — que vai de Jânio Quadros (1961) até os primeiros dias do golpe — que os militares planejaram e iniciaram a execução do que seria um massacre na Praça Cívica em novembro de 64
É triste ter a percepção de que o brasileiro não se sente representado pela classe política. Mas seria ainda mais desanimador se ele se sentisse contemplado por parlamentares que usam suas vozes para falar em “trisal” entre deputados e senadores
Entre os mais cotados estão Ricardo Quirino, Roberto Naves, Jovair Arantes e Hildo do Candango. O objetivo é eleger de 2 a 3 parlamentares
Petistas dizem que o ex-governador está isolado e “perdido”. Eles sugerem que o PT poderia fortalecer seu palanque no Estado
A possível ida de Lincoln Tejota para o TCM poderá, com a aposentadoria de Sebastião Tejota, levar Adriano da Rocha Lima para o TCE
Dione Araújo apoia Thales Machado. Dividindo o eleitorado da situação, cresce a possibilidade de Gugu Nader ser reeleito
Os eleitores, ao menos no momento, não pensam em mudança. O “clima” político atual não tem nada a ver com o quadro de desgaste dos governantes em 1998 e 2018
Em nota, o Palácio do Itamaraty lamentou "profundamente o incidente ocorrido"
Com rachaduras e ondulação, o ponte de passagem de veículos de grande porte apresenta desgastes visíveis
Serão entregues 384 apartamentos. Prefeitura já contabilizou mais de 8 mil cadastros
O desmatamento e as queimadas são as principais fontes de mercúrio na bacia hidrográfica do rio Araguaia. O consumo de peixes contaminados com o metal pode causar danos cognitivos
Uma de minhas primeiras produções jornalísticas na política foi acompanhar a prestação de contas de Iris Rezende (MDB) em fevereiro de 2017. Naquela ocasião, assim como Mabel, Iris pegava uma gestão com problemas financeiros , dívidas e, claro, ele também não estava feliz em prestar contas do último quadrimestre do antecessor, Paulo Garcia (PT).
A prestação de contas é mais do que apresentar números da gestão, mas ouvir reclamações, questionamentos e lamentos dos vereadores eleitos, principalmente em momentos políticos de tesão, como vive a política goianiense.
A prestação de contas por parte dos prefeitos às Câmaras Municipais é um princípio fundamental da administração pública. Trata-se não apenas de um dever legal, mas de uma obrigação moral com a população que elege seus governantes esperando transparência, responsabilidade e compromisso com a boa gestão dos recursos públicos.
Na história política da Capital, por diversas vezes, os chefes do Poder Executivo se acovardaram diante do Legislativo e deixaram de ir, mandaram secretários ou auxiliares e, no passado, apesar de ter ido, o ex-prefeito deixou a reunião antes do fim. Não deve ser o caso de Sandro, que apesar de ter mostrado indisposição num primeiro momento, voltou atrás e assegurou que explicaria os números aos vereadores.
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A ausência dos gestores levanta questionamentos sobre o nível de transparência e a disposição dos prefeitos em dialogar com os representantes eleitos pela população. A presença do chefe do Executivo nesse tipo de audiência não é meramente protocolar; é uma oportunidade para esclarecer dúvidas, apresentar justificativas sobre a execução orçamentária e ouvir críticas e sugestões que possam aprimorar a gestão pública.
O descaso com a transparência e a accountability compromete a relação entre governo e sociedade. Prefeitos que evitam prestar contas em espaços públicos demonstram falta de comprometimento com a democracia e com a boa governança. A fiscalização do Legislativo é essencial para garantir que os recursos municipais sejam empregados de maneira eficiente e ética, evitando desperdícios, desvios e malversação do dinheiro público.
O cidadão tem o direito de saber como o dinheiro dos impostos está sendo utilizado. Quando um prefeito se esquiva de prestar contas de maneira pública, ele mina a confiança da população e dos vereadores que representam os interesses do povo. Se há boa gestão, por que evitar a transparência? Se há responsabilidade com os gastos, por que não expô-los à avaliação pública?
A prestação de contas deve ser encarada como um ato republicano e uma demonstração de respeito ao eleitorado. Negar-se a comparecer à Câmara ou limitar a publicidade desse processo são atitudes que fragilizam a democracia e alimentam a desconfiança da sociedade em relação aos seus governantes. Mais do que um dever legal, a transparência deve ser uma prática cotidiana, pois um governo que se esconde de sua própria população certamente tem algo a temer.
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