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A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) veio ao Tocantins fazer palestra sobre sustentabilidade, mas não deixou de falar de política. Declarou que tem acordo com Eduardo Campos e que se forem eleitos vão manter as conquistas dos governos FHC, Lula e Dilma, corrigir erros e encarar novos desafios. “Meu objetivo de vida é ver o Brasil melhorar”, disse a pré-candidata a vice-presidente ao explicar que a Rede se junto ao PSB por entender que o mais importante não é ser candidata a presidente, mas trabalhar por um projeto novo para o Brasil, que o leve ampliar as conquistas econômicas, sociais e políticas, dentro do parâmetro de sustentabilidade ambiental.
Pelo menos dois deputados apareceram no plenário segurando placas com mensagens de apoio a Sandoval Cardoso. “Eu apoio Sandoval”, dizia a placa levantada por Raimundo Palito (PEM). Já Luana Ribeiro (PR) foi mais longe. Segurou placa que dizia, “O novo jeito, Sandoval”. As plaquinhas, no estilo americano de fazer campanha, passaram ideia de bajulação.
A primeira entrevista ao vivo para a TV do novo governador foi um desastre completo. Sandoval deixou de responder perguntas importantes e não se fez ser entendido quando parecia responder. Gaguejou, mastigou as palavras e deu a impressão de não ter o quer dizer. Um espetáculo constrangedor. E não se pode dizer que é por falta de experiência nem desconhecimento do governo. Se em 30 dias ainda não se inteirou da realidade do governo, quanto mais de tempo vai precisar para virar governador?
O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) e o ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB) não compareceram à sessão da Assembleia Legislativa de eleição e posse do governador tampão Sandoval Cardoso (SDD), mas não puderam evitar os comentários. Há quem diga que foi para poupar o novo governador, mas há quem pense que foi para evitar constrangimentos. A explicação mais plausível para a ausência seria a cautela dos Siqueira em não parecer que ainda controlam o poder. Se foi por esta razão pouco adiantou. Todo mundo quase acredita que eles ainda mandam e desmandam no Palácio Araguaia.
O juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal (PF) concluiu que a pessoa que trocou mensagens com o doleiro Alberto Youssef é o deputado licenciado André Vargas (sem partido-PR). Diante da conclusão, o juiz decidiu que enviará ao Supremo, na próxima semana, parte da investigação da Operação Lava Jato na qual o deputado é citado. De acordo a lei, autoridades com prerrogativa de foro só podem ser investigadas com autorização da Corte. Segundo o juiz, André Vargas não é investigado na Operação Lava Jato. No entanto, a suspeita de envolvimento entre o parlamentar e o doleiro foi descoberta durante as investigações. “Durante a investigação, especificamente a interceptação telemática de Alberto Youssef, foram colecionadas, em encontro fortuito de provas, mensagens trocadas com pessoa que se identificava como 'Vargas'. Somente mais recentemente, após as buscas e apreensões, a Polícia Federal concluiu que referida pessoa seria André Vargas, deputado federal, e depreendeu, do conteúdo das mensagens, possível caráter criminoso”, informou o juiz. Moro também ressaltou que está reunindo todas as provas do suposto envolvimento de Vargas e o doleiro para enviá-las ao Supremo. “Em relação a André Vargas, consta possível recebimento de vantagem de Alberto Youssef, consistente no pagamento de viagem de avião, e ainda possível tráfico de influência para a obtenção pela empresa Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia de Parceria para Desenvolvimento Produtivo – PDP junto ao Ministério da Saúde”, escreveu. “Nenhum desses fatos é objeto das ações penais acima referidas e nenhum deles está, após a identificação do suposto envolvimento de André Vargas, sendo investigado atualmente perante este juízo”, acrescentou o magistrado. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril diz que Vargas usou um avião do empresário para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagens de texto no início de janeiro. Em outros textos, Vargas e o doleiro discutiram assuntos relacionados com contratos com o Ministério da Saúde. As informações do juiz foram repassadas ao ministro Teori Zavascki por causa do julgamento de uma reclamação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa contra decisão do juiz federal que determinou sua prisão. A Agência Brasil procurou a assessoria de Vargas, mas não conseguiu entrar em contato.
O ainda deputado Sandoval Cardoso ao discursar como candidato a governador disse que o novo estilo de governar que poderia ser implantado com a sua eleição tem como princípio o seu estilo próprio de caminhar. Uma frase inócua, sem sentido. Um líder político que chega ao poder carregado pelo siqueirismo, como pode falar em estilo próprio de caminhar?
Depois das eleições indiretas o presidente do PT, Júlio César Brasil, ajusta discurso com o pré-candidato do partido que defende a união das oposições para vencer as eleições. “A oposição precisa dialogar e estar unida para derrotar a velha política no Tocantins, elegendo um governo que esteja comprometido em promover as mudanças que o Estado precisa”, prega o dirigente, que assegura que Paulo Mourão está preparado para esse desafio.
O tradicional Colégio Agrícola de Pedro Afonso com mais de 40 anos de funcionamento entra numa nova fase. Passa a ser comandado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO). O processo já começou com a seção do terreno para o IFTO, conforme lei editada pelo Executivo e aprovada pela Assembleia Legislativa. O instituto vai manter os cursos técnicos oferecidos pelo colégio e oferecer novos cursos superiores de acordo com a demanda da região. Pedro Afonso que destaca como importante de produção de grãos comemora a chegada do ensino superior na região.
Está enganado quem acha que o procurador da República Mário Lúcio Avelar (PPS) é uma carta fora do baralho na sucessão estadual. O procurador é candidatíssimo a governador, está com o discurso afinado de combate a corrupção e tem apelo popular. Foi o que ficou evidente durante palestra da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva sobre sustentabilidade, no auditório da UFT. Avelar foi bastante aplaudido quando citado pela ex-ministra como pré-candidato ao governo do Estado.
A primeira novidade do governo Sandoval Cardoso é o que se pode considerar de mudança para pior. A pasta do Planejamento, que já foi ocupada pelo ex-senador Eduardo Siqueira Campos e o experimentado ex-ministro Flávio Peixoto, foi entregue ao ex-vereador de Paraíso do Tocantins Joaquim Júnior, um aliado de primeira hora do governador. Júnior, que ocupava a diretoria-geral da Assembleia Legislativa, teve uma passagem desastrosa e muito questionada pela Secretaria da Juventude do governo Gaguim, numa indicação do então deputado Sandoval Cardoso. A Secretaria de Planejamento vinha sendo ocupada cumulativamente pelo secretário da Fazenda, Marcelo Olímpio, desde a renúncia de Siqueira Campos.
A eleição de Sandoval em vez de tranquilizar trouxe preocupação para os ocupantes do primeiro escalão do governo. Os secretários não sabem se ficam ou se serão convidados a deixar o governo. No fundo sabem que vão perder o cargo para indicações dos deputados. Pelo menos foi assim no governo Gaguim, em quem Eduardo se inspirou.
Em nota enviada esta coluna a assessoria de comunicação do governo do Estado esclarece que diferentemente do que foi divulgado por esse veículo na nota sobre “transparência nas diárias”, o governador Sandoval Cardoso não assinou o Decreto nº 4.807, que elimina a alínea “f”, do Inciso IV, artigo 7º, do Decreto de execução orçamentária e financeira nº 4.576/2013. Ainda segundo a nota a Controladoria Geral do Estado reforça que ao contrário do que diz o texto a exclusão da alínea também não ocorreu no Decreto nº 5.014 de 25 de março, publicado no DOE de 27 de março, ambos deste ano. Por fim declara que no Portal da Transparência do Estado são divulgadas, em tempo real, informações pormenorizadas acerca da execução da despesa pública, inclusive no que diz respeito a diárias.
Eleição de Sandoval Cardoso divide opiniões. Governistas falam de renovação da continuidade. Oposicionistas dizem que nada mais é do que continuísmo de um projeto que não vingou. Governador diz que tem estilo próprio de caminhar
Analista político prevê consolidação da terceira via, o que pode levar a decisão para o segundo turno. Ele acredita que as oposições estão com a faca e queijo nas mãos para vencer o pleito, mas alerta que Eduardo Siqueira não pode ser considerado “cachorro morto”





