A empresa C’alma Chocolate, natural de Goiânia, foi premiada com o selo Bronze pela Academy of Chocolate de Londres, uma das maiores referências do mundo em chocolates premium. O júri técnico, formado pelos maiores especialistas da área no planeta, contemplou o Chocolate ao Leite com Coco e Café 55%, pela categoria chocolate ao leite com inclusão.

Pioneira em Goiás na técnica “bean-to-bar” (do grão à barra), vinda dos Estados Unidos, a empresária Ariana Ribeiro destaca que a premiação pela Academy of Chocolate de Londres representa o fruto da dedicação e esforço em melhoria constante dos chocolates produzidos. “O sabor do nosso produto fez todo o diferencial para conseguirmos essa conquista. O chocolate foi realizado com cacau fino e alta intensidade. A crocância do coco tostado e o caramelo de café harmonizou bem com o chocolate. Ele é 100% artesanal e eu realizo todo processo. Desde a fundação da empresa, já são dois anos de muita dedicação”, explica ao Jornal Opção.

Com um processo diferenciado, os chocolates “bean-to-bar” são produzidos com mais cacau e menos açúcar, sem gorduras que substituam a manteiga de cacau. Com isso, o método prioriza a valorização das pessoas que fazem parte do processo de produção e a qualidade do próprio cacau.

Ariana enfatiza que a premiação é fruto da qualidade do cacau utilizado em sua produção. “Esse prêmio representa também a busca pela qualidade sensorial das amêndoas de cacau do sul da Bahia. Até aqui a gente se cobrou muito em estudar com afinco sobre cacau e chocolate, foram muitos cursos, muitos testes e aprimoramento em nossas formulações até chegarmos a um produto que fosse digno de competições internacionais, estamos felizes”, frisa a empresária.

Antes de se envolver no movimento bean-to-bar, Ariana era dona de um comércio fora do ramo da alimentação. Quando se deparou com a ideia pela primeira vez, achou interessante pela apresentação do produto em embalagem kraft, mas ainda levou pelo menos seis meses até que o plano de fabricar os próprios chocolates amadurecesse.

Quando sua loja fechou, Ariana tinha dado à luz a primeira filha. Por conta da necessidade, ela disse que a ideia surgiu há dois anos em plena pandemia de Covid-19 a partir de sua imaginação. Interessada pelo assunto, foi atrás para desenvolver um projeto e descobriu que já havia uma pessoa no Brasil oferecendo o curso. Desempregada e desprovida de recurso financeiro, pegou dinheiro emprestado com uma familiar, foi para São Paulo e ficou uma semana por lá. Ela conta que o sogro estava nos Estados Unidos e trouxe uma máquina de moer as amêndoas do cacau dentro da mala. Encantada, começou a fazer os chocolates e continuou até aos dias de hoje.

Além da loja física, localizada na Rua 29 nº 25 no Setor Oeste, Ariana comercializa os produtos em cafeterias, empórios e por meios digitais, no Instagram @c.alma.chocolate.