Para o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, o seu país não pode mais contar com a colaboração da Rússia como parceira militar e de defesa. A fala foi feita nesta sexta-feira, 2, após adesão ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Anteriormente, os países eram parceiros de longa data desde o fim da União Soviética.

“Não podemos contar com a Rússia como nosso principal parceiro militar e de defesa porque Moscou a decepcionou repetidamente”, disse Pashinyan, segundo a Reuters. “Por isso, Yerevan (capital da Armênia) deve estabelecer laços mais estreitos com os Estados Unidos e a França”, acrescentou.

Após ingressar no TPI, a Armênia afirmou que respeitará o mandado de prisão contra Vladimir Putin, presidente da Rússia. Além de uma comissário dos Direitos das Crianças, Alekseyevna Lvova-Belova. Os dois foram considerados responsáveis por crimes de guerra e deportação ilegal de crianças de áreas ocupadas na Ucrânia para território russo.

Anteriormente, Pashinyan havia criticado a Rússia pelo posicionamento no conflito com o Azerbaijão envolvendo Nagorno-Karabakh. A Armênia faz parte do Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), grupo de seis países pós-URSS, e exigiu ajuda após o ataque azerbaijano. Entretanto, os russos não se posicionaram firmes a respeito.

A expectativa é de que a Armênia continue se aproximando dos EUA, ainda no ano passado os dois países realizaram um exército militar em setembro. Um gesto que foi considerado uma provocação contra a Rússia e o afastamento entre russos e armênios.