Pesquisadores identificaram que a separação geológica do continente africano pode estar ocorrendo em um ritmo mais acelerado do que se imaginava anteriormente. O fenômeno acontece na região conhecida como Vale do Rift da África Oriental, onde placas tectônicas se afastam lentamente, provocando fissuras na crosta terrestre.

Segundo estudos recentes, a área analisada apresenta um afinamento da crosta maior do que o esperado, indicando que o processo de ruptura continental já estaria em estágio avançado. A descoberta reforça a hipótese de que, em milhões de anos, parte do leste africano poderá se separar do restante do continente, abrindo espaço para a formação de um novo oceano.

A pesquisa concentra atenção na região de Turkana, localizada entre Quênia e Etiópia. Cientistas analisaram dados sísmicos para entender a espessura da crosta terrestre e constataram que ela é significativamente menor no centro do Rift, o que sugere uma maior fragilidade estrutural.

Apesar da aceleração observada, o fenômeno não representa risco imediato. A transformação ocorre em escala geológica e pode levar milhões de anos até resultar em uma divisão efetiva do continente. Ainda assim, os dados ajudam especialistas a compreender melhor a dinâmica interna do planeta e a evolução das placas tectônicas.

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