A invasão na sede dos Três Poderes ocorrida no último domingo, 08, em Brasília, não foi a primeira situação de ataques envolvendo membros da extrema direita no contexto global. Anteriormente, outros prédios importantes governamentais, como o Palácio do Reichstag, na Alemanha, ou o Capitólio, nos Estados Unidos, também sofreram tentativas de invasões.

Nos EUA, após extremistas do Partido Republicano protagonizarem uma invasão semelhante à que ocorreu aqui, no Capitólio, houveram mudanças logo no início do governo de Joe Biden. De acordo com levantamento feito pelo Deutsche Welle, foram instituídas políticas públicas de combate ao extremismo, principalmente nas ações de segurança e responsabilização judicial. Por exemplo, após o ataque, mais 200 pessoas foram condenadas por conta da invasão. 

Já nos países da União Europeia, como a Alemanha, foi criada a Rede de Conscientização sobre Radicalização (RAN). O objetivo é que especialistas de diversos países troquem informações sobre o problema, o que ajuda a prevenir e combater ações como uma tentativa de invasão ao Reichstag, em 2020. Dessa forma, as organizações radicais são mapeadas e são buscadas formas de reintegração para pessoas que adoram o extremismo político.

A Alemanha ainda aprovou um plano de 89 medidas para o combate à extrema direita, incluindo também o racismo e o antissemitismo. O programa recebeu um orçamento de R$ 5,5 bilhões que está sendo gasto desde 2021 e irá até 2024. Com destaque para a estratégia de buscar identificar extremistas dentro do próprio governo, principalmente em membros das Forças Armadas e polícia. 

Já no Brasil existem pequenos centros que pesquisam a respeito de radicalismos políticos. Entretanto, segundo a empresa de comunicação alemã, nenhum deles recebeu financiamento ou teve iniciativa do governo.