Os EUA realizaram novos bombardeios contra alvos iranianos, neste sábado, 18, em resposta à morte de dois militares americanos e ao desaparecimento de um terceiro durante um ataque ocorrido na Jordânia na noite anterior. A ação foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas (Centcom), que afirmou que o objetivo é enfraquecer a capacidade iraniana de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Hormuz e retaliar rapidamente contra a Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo a agência iraniana Mehr, os ataques atingiram a cidade de Sirik, no sul do país, sem deixar vítimas ou danos estruturais. Já a agência oficial Irna relatou ofensivas próximas a Hajiabad, também na região sul. A escalada ocorre após a retomada das hostilidades no início de julho, quando o cessar-fogo firmado em abril foi rompido, levando a um aumento sem precedentes da violência.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, reagiu com ameaças diretas a Washington. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, ele afirmou que os Estados Unidos devem se preparar para “lições inesquecíveis” e classificou os repetidos ataques como violações de acordos anteriores, desconsiderando a credibilidade da assinatura de Donald Trump em pactos provisórios.

A ofensiva americana também provocou reações em países vizinhos. As Forças Armadas do Kuwait interceptaram mísseis e drones lançados pelo Irã, que alegou ter atingido um centro militar dos EUA e destruído radares na Base Aérea Ali Al Salem. No Bahrein, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado a Base Sheikh Isa, onde aeronaves americanas estavam reunidas, além de um centro de inteligência. A TV estatal iraniana informou que caças e outras aeronaves americanas foram destruídos em ataques na Jordânia.

Ainda no sábado, a mídia iraniana relatou que bombardeios americanos na província de Hormozgan deixaram três mortos e oito feridos, além de danos em pontes e um túnel rodoviário. À tarde, novos ataques foram registrados na mesma região. O Ministério da Saúde iraniano divulgou que, nas últimas três semanas, os ataques dos EUA já resultaram em 50 mortes e mais de 500 feridos.

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