O maestro Roberto Tibiriçá morreu na madrugada deste sábado, 3, aos 72 anos, em São Paulo. O músico estava internado para tratar um câncer. A morte foi confirmada pela Fundação Cultural de Curitiba.

Considerado um dos nomes de destaque da regência orquestral brasileira, Tibiriçá acumulava mais de quatro décadas de carreira. Atualmente, era diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), além de integrar a Academia Brasileira de Música.

Ao longo da carreira, o maestro esteve à frente de algumas das principais orquestras do país. Foi diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), da Orquestra Petrobras Sinfônica, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e da Sinfônica Heliópolis, ligada ao Instituto Baccarelli.

Sua atuação também ultrapassou as fronteiras brasileiras. Tibiriçá construiu carreira internacional e regeu conjuntos de outros países, entre eles a Orquestra Simón Bolívar, da Venezuela.

Reconhecimento e homenagens

O trabalho desenvolvido por Roberto Tibiriçá ao longo da carreira foi reconhecido por diferentes instituições e premiações.

Entre as homenagens recebidas estão o Prêmio APCA, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Regente Sinfônico e a Ordem do Ipiranga, uma das principais honrarias concedidas pelo Estado de São Paulo.

Em 2024, o maestro recebeu da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) o título de Doutor por Notório Saber, reconhecimento concedido pela instituição em razão de sua trajetória e conhecimento na área.

A carreira de Tibiriçá foi marcada pela atuação à frente de diferentes formações orquestrais e pela participação em projetos ligados à difusão da música de concerto no Brasil.

Última despedida

O velório de Roberto Tibiriçá será realizado no Theatro Municipal de São Paulo e terá parte da cerimônia aberta ao público.

Neste sábado, 3, a despedida ocorre no Salão Nobre, das 18h às 22h. No domingo (4), a cerimônia continua no palco da Sala de Espetáculos, das 8h às 12h.

O sepultamento está previsto para as 13h de domingo, no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

A morte do maestro encerra uma trajetória de mais de 40 anos dedicada à regência e à música de concerto, marcada pela passagem por importantes orquestras brasileiras e pela atuação no cenário internacional.