A Polícia Federal (PF) concluiu que Ibaneis Rocha (MDB) não teve qualquer responsabilidade com os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro. Diante desta manifestação, a defesa do governador do Distrito Federal afastado, já solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o retorno imediato dele ao cargo.

O relatório da corporação, a partir de análise dos celulares que foram recolhidos de Ibaneis, aponta que o governante não foi conivente ou cometeu prevaricação com as invasões de vândalos aos prédios dos Três Poderes, em Brasília.

O inquérito foi assinado pelo agente Daniel Dutra Araújo e cita que, “pela análise da mídia disponível, considerando todo exposto, de forma cronológica, a investigação não revelou atos do governador Ibaneis em mudar planejamento, desfazer ordens de autoridades das forças de segurança, omitir informações a autoridades superiores do governo federal ou mesmo de impedir a repressão do avanço dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão.”

A par destas informações, na noite desta quinta-feira, 9, a defesa de Rocha ajuizou no Supremo uma solicitação para que seja revisada a medida cautelar que o retirou do cargo. O governador foi reeleito em primeiro turno nas eleições do ano passado.

O pedido dos advogados de Ibaneis está nas mãos do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que é relator do caso na Corte. Foi dele a decisão de afastar o governador por 90 dias, após os ataques na capital. No entanto, não há previsão para Moraes se manifestar sobre o pedido. Entretanto, a defesa do governador do DF está otimista com o retorno dele ao Palácio do Buriti, depois deste posicionamento da perícia da PF.