“Estamos esquecendo da ética. É preciso ouvir as divergências. Não adianta brigar de frente e esse aprendizado só vem com a experiência. O prazer de trabalhar é inigualável. Eu quero isso”, afirma a desembargadora aposentada Elza Cândida da Silveira, ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT 18) e que concorre como vice-presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica em Goiás (ABMCJ-Goiás) na chapa União e Inclusão.

Ao Jornal Opção Elza falau sobre sobre envelhecimento, afinal há uma separação contrastante entre o velho e o jovem, em especial na sociedade ocidental caracterizada pela industrialização. Por estar enraizada a esse fenômeno, existe uma proximidade entre a participação no mercado de trabalho e sua vontade continuar contribuindo para as novas advogadas especialmente agora como vice candidata na ABMCJ -GO

A desembargadora comenta que pretende acabar com todas as formas de discriminação contra as mulheres. Ela destaca que a experiência na carreira jurídica ajuda no fortalecimento da instituição. “O etarismo é horrível e prejudica muitas pessoas. Nós seres humanos temos a oportunidade de vivermos mais, por conta do avanço da medicina. Com isso, podemos repassar o conhecimento adquirido com a vida. Acredito que tem espaço para todo mundo e não devemos desperdiçar a experiência das pessoas mais velhas. Nosso maior exemplo é o Japão, pois lá eles valorizam”, destaca.

Elza diz que pretende promover paridade de gênero no meio jurídico. “Eu quero trabalhar com a doutora Maura para incluir todas as mulheres na ABMCJ-GO. Quero colaborar para criar uma sede, ajudar a implantar um plano de saúde. Oferecer também uma posição melhor no Direito, um tratamento mais humanizado. Trabalhamos em equipe e é isso que precisamos entender”.

De acordo com Elza, a chapa veio para garantir os princípios da igualdade, união, respeito, transparência dos atos, justiça social, democratização, enfrentando o racismo e a todas as formas de violência e discriminação, entre outras coisas.

A desembargadora aposentada explica ainda que uma das bandeiras de sua chapa será implementar uma rede de ação coordenada com advogadas, promotoras, delegadas, juízas, psicólogas, assistentes sociais e equipe multidisciplinar para atendimentos nas áreas de enfrentamento à violência doméstica, mulheres com idade de sessenta mais e empreendedoras jurídicas.

Além disso, a candidata à vice-presidência da ABMCJ –GO fala que é necessário promover maior diálogo interno na entidade, com programas de grupos reflexivos, desenvolver oportunidades e possibilidades para todas. O grupo pretende apoiar campanhas educativas sobre gravidez na adolescência, paternidade responsável, atendimento humanizado a vítima de violência sexual, vítima de racismo, assédio moral no ambiente do trabalho e outros.

“Eu quero inclusão das mulheres mais jovens. Além disso, daquelas mais velhas para nos ajudarem com experiência de vida. Eu tenho muita saúde. Meu sonho é o de trabalhar muito. Isso me deixa mais viva e alegre. Vou precisar do apoio de todas. Essas mulheres precisam conhecer a instituição e fortalecê-la”.

Ela aponta que a estratégia adotada para atrair essas mulheres será por meio do diálogo. “Essas mulheres do direito precisam entender que nós somos companheiras de trabalho. Nós não somos inimigas. Em grupo vamos conseguir a nossa condição enquanto advogada, juíza, promotora, desembargadora, enfim, toda carreira jurídica. Precisamos nos unir”, enfatiza.