O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aposentou nesta terça-feira, 6, compulsoriamente o juiz Ernani Veloso de Oliveira Lino, que trabalhava no Fórum de Itaberaí, no noroeste do estado. O magistrado era acusado de assédio sexual contra servidoras, além de favorecer a esposa, que trabalhava no local e usar bens do Tribunal de Justiça para fins particulares.

O caso foi denunciado em outubro de 2018 quando duas mulheres relataram que foram vítimas de assédio por parte do juiz. Elas contaram que ele fazia “brincadeiras sem graça”, pedindo número de telefone e dando abraços e beijos no pescoço.

Segundo informações do G1, a defesa do juiz Ernani Veloso disse que ele nega as acusações de assédio e que foi vítima de uma “trama armada contra ele e sua família”. Ele lamentou, mas respeita a decisão do CNJ e adotará as providências judiciais cabíveis.

A conselheira Salise Sanchotene reforçou que as acusações estavam devidamente comprovadas pelo processo administrativo feito na época. Sobre o uso de bens do TJ em sua casa, o juiz inclusive devolveu os objetos.

Entre as irregularidades apontadas contra o juiz Ernani Veloso estão o recebimento indevido presentes de advogados e assinou a avaliação e atestados médicos da esposa, que é servidora do Fórum.