Faltam menos de 48 horas para que o capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro (PL), entregue o cargo de presidente. Sob o receio de uma eventual prisão após perder o foro privilegiado com o fim do seu mandato fez Bolsonaro buscar aconselhamento com profissionais da área jurídica. Nos últimos dias, ele buscou orientação de advogados próximos e, de cara, soube que não seria punido pela decisão de não repassar a faixa ao presidente eleito e diplomado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nas conversas, no entanto, o presidente teria sido aconselhado a deixar o Brasil antes do dia 1º de janeiro, data em que o novo presidente toma posse, e Bolsonaro perde o foro privilegiado. Pessoas próximas ao gestor chegou a relembrar a prisão do ex-presidente Michel Temer, segundo apuração do blog da jornalista Natuza Nery do G1.

Fontes do governo confirmaram que a hipótese de uma eventual prisão assombra o mandatário desde a derrota.

As avaliações são de que, sem foro, qualquer juiz de 1ª instância poderia decretar a prisão de Bolsonaro e, mesmo que ficasse poucas horas em uma delegacia, o constrangimento estaria dado, diz a publicação.

Apesar do assombro que ronda o presidente, o recesso do Judiciário enfraquece possibilidade momentânea. O risco, de fato, poderá surgir a partir de fevereiro, quando a Justiça retorna aos trabalhos plenamente.

Uma eventual viagem do presidente para os Estados Unidos vem sendo publicada nos últimos dias, no entanto, nenhuma comunicação oficial foi feita até o momento. Nos casos de viagem do chefe do Executivo brasileiro, o Congresso precisa ser avisado, coisa que não aconteceu até a noite de quinta-feira, 29.

Vale lembrar que o Diário Oficial da União chegou a publicar, nesta semana, que um profissional se deslocaria para os EUA para compor a “segurança familiar” de Bolsonaro.