Israel informou que as Forças Armadas do país invadiram uma parte do maior hospital da Faixa de Gaza, o Al-Shifa, na madrugada desta quarta-feira, 15, (ainda noite de terça no Brasil). Os militares dizem estar combatendo terroristas do Hamas e fizeram um ultimato para que o grupo palestino entregue suas armas no local.

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A ação faz parte das medidas adotadas por Israel desde o início da guerra para destruir o Hamas, que promoveu no dia 7 de outubro, o maior ataque terrorista contra o país judeu, matando carca de 1,2 mil pessoas e tomando 240 reféns. 

A retaliação contra o grupo extremista tem sido brutal, sendo até mesmo condenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), e colocada em dúvida por setores do governo estadunidense, maior aliado de Tel Aviv. Os palestinos pararam de contar os mortos nesta terça, devido a falhas de comunicação, quando falavam em 11,2 mil vítimas.

“A operação é baseada em inteligência e necessidade operacional. A ação não quer machucar paciente, pessoal médico ou os cidadãos que estão no hospital”, afirmou Daniel Hagari, porta-voz militar das Forças de Defesa de Israel, na rede X/Twitter.

Pouco antes, às 2 horas (21 horas no Brasil), as forças afirmaram na mesma rede social que estavam “fazendo uma operação precisa e focada numa área específica do hospital Al-Shifa”. Nos últimos dias, Hagari e outros oficiais sustentavam que a unidade tinha terroristas do Hamas em suas dependências, além de abrigar um centro de comando militar do grupo palestino, que comanda Gaza desde 2007.

Esse centro fica, segundo a IDF, em túneis debaixo do prédio, com ligação direta ao hospital. Na terça, a Casa Branca disse ter confirmado o relato israelense. O Hamas e o hospital, que é gerido pelo grupo, negam.