Márcio Corrêa: “Temos visto um debate do passado. Se esqueceram de discutir o futuro de Anápolis”

Candidato a prefeito do MDB diz que a cidade tem resistência à reeleição e que percebe o desgaste nas ruas de Roberto Naves (PP) e Antônio Gomide (PT)

Empresário e cirurgião-dentista, candidato a prefeito Márcio Corrêa (MDB) diz que “o que nos motiva é trazer propostas” para Anápolis | Foto: Divulgação/Campanha Márcio Corrêa

O empresário e cirurgião-dentista Márcio Corrêa (MDB) entrou na disputa da Prefeitura de Anápolis em uma eleição complicada para qualquer outro nome em 2020. O emedebista disputa os votos do eleitor anapolino com outros concorrentes que têm experiência como prefeito da cidade. Um busca a reeleição, o outro ocupou a cadeira por dois mandatos e o terceiro assumiu quando o prefeito saiu para disputar o cargo de governador.

Márcio aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos. Mas afirma que o eleitor da cidade não gosta de reeleger quem já passou pela prefeitura. “O que percebemos no processo eleitoral é o desgaste e a rejeição que têm os dois candidatos. Tanto a atual gestão tem um alto índice de rejeição quanto o partido do ex-prefeito da cidade.” Em entrevista ao Jornal Opção, o candidato do MDB diz que está na hora de parar de discutir o passado e focar na solução para os problemas de Anápolis.

Como é disputar uma eleição em que os dois primeiros colocados nas intenções de votos são conhecidos na cidade? Um é candidato a reeleição e o outro já foi prefeito duas vezes.
Anápolis tem certa resistência em reeleger quem está no poder. O que percebemos no processo eleitoral é o desgaste e a rejeição que têm os dois candidatos. Tanto a atual gestão tem um alto índice de rejeição quanto o partido do ex-prefeito da cidade, o deputado Antônio Gomide. Neste espaço que a cidade busca uma alternativa das que estão apresentadas. Temos visto os debates eleitorais nos quais se discute o passado, o que um fez e o outro deixou de fazer. Mas se esqueceram de discutir o futuro de Anápolis. O que nos motiva é trazer propostas para a cidade. Temos sido recebidos de forma muito positiva pela população.

A chapa do sr. escolheu para candidato a vice um militar da reserva da Aeronáutica, o Brigadeiro Bragança (Republicanos). O plano de governo do sr. é chamado de plano de voo, com o projeto Decola Anápolis. Tem ligação a profissão do seu vice com a proposta apresentada para a cidade?
Esta foi uma coincidência. Quando definimos o slogan de campanha, ainda não tínhamos como companheiro de chapa o Brigadeiro Bragança. O que fez com que propuséssemos o Decola Anápolis e o plano de governo fosse definido como plano de voo foi a estagnação em que a cidade se encontra. Anápolis foi a grande protagonista de desenvolvimento econômico na área industrial do Estado.

A cidade tem perdido espaço na área econômica, na geração de empregos e nos serviços prestados para a população. Entendemos que Anápolis não precisa apenas avançar. Anápolis precisa muito mais. Nosso slogan é o que queremos: fazer Anápolis decolar. Voltar a ser uma cidade de oportunidades, a ser a grande Manchester goiana, a ser protagonista no setor industrial, a ser uma cidade de oportunidade para os anapolinos. Que isto possa retornar em qualidade de vida, em autoestima elevada para a população.

A pandemia irá impor alguns desafios a próximo prefeito. O que o sr. pretende fazer para combater a Covid-19 e melhorar a estrutura da saúde de Anápolis?
Teremos um desafio na área de saúde e um desafio na área econômica. Muitos já falam no pós-pandemia. Mas ainda estaremos na pandemia em 2021, até porque ainda não temos uma vacina aprovada. Falta comando à saúde de Anápolis. Faltou uma testagem em massa da população. Faltou um trabalho de orientação e parceria com as empresas para testar os trabalhadores. Evitamos fazer críticas durante a pandemia por entender que era um momento crítico para a gestão e para a população.

Mas precisamos ser verdadeiros e honestos, relatar os fatos e sermos transparentes. Faltou muita transparência na gestão sobre os recursos usados na pandemia. Faltou diálogo. Ainda vivemos a dificuldade das escolas públicas e particulares. As escolas particulares estão sem orientação sobre qual destino tomar na pandemia. Precisamos muito de diálogo com as entidades de classe, com os sindicatos e com a população para que possamos diminuir as sequelas, ter uma retomada de forma progressiva, principalmente um sistema de saúde eficiente para diminuir a morbidade dos pacientes.

O sr. citou a preocupação com a economia durante e depois da pandemia. Uma das primeiras medidas previstas no seu plano de governo é gerar ações de desburocratização na prefeitura. Como o sr. pensa em promover a desburocratização?
Nosso grande desafio é a área econômica. Precisa ser feito um diagnóstico para saber os setores que foram mais atingidos. Com o auxílio emergencial, a situação ficou camuflada. Foram injetados praticamente R$ 30 milhões no comércio de Anápolis. Não conseguimos diagnosticar os setores mais atingidos. Anápolis precisa criar novamente um ambiente de oportunidades, geração de emprego e atração de grandes empresas. A máquina pública tem de ser protagonista na criação de um círculo virtuoso. Que Anápolis possa valorizar as empresas da cidade. Mas que possa também criar um ambiente que seja favorável ao empreendedorismo com desburocratização da máquina pública.

A indústria representa 70% da economia da cidade. Mas a instalação de uma indústria em Anápolis é uma verdadeira via sacra. Falta área, não consegue atestado de viabilidade técnico-operacional para água, não tem liberação de carga da Enel, o licenciamento ambiental é feito em Goiânia. O peso ambiental é em Anápolis, mas o licenciamento não por falta de técnicos concursados. Após todas estas etapas, são cinco processos em secretarias diferentes. O aparelhamento da máquina pública tem atrapalhado e criado desgaste para o empreendedor, o que impede que a cidade volte a ser a Anápolis atrativa para o capital.

A cidade tem sido hostil ao capital e ao empreendedorismo. Precisamos melhorar o ambiente de negócios em Anápolis. Temos perdido espaço para outros municípios porque a gestão pública municipal não tem criado o ambiente favorável de atração dos investimentos. Anápolis precisa voltar a ser uma cidade de geração de emprego, oportunidades e rendimento para o município, que tem de ser revertido para a população através de serviços prestados.

O sr. pretende incentivar e capacitar o emprego por meio do Programa Mãos à Obra. Como irá funcionar esta proposta?
Anápolis tem perdido muito espaço na qualificação e tem atraído profissionais de fora por falta de capacitação. Até mesmo por falta de oportunidade aos jovens, que estão sem uma logística adequada, sem condições para se qualificar. Temos de levar a qualificação para o jovem para darmos oportunidade, tiramos da ociosidade. Diagnosticar quais são os setores que precisam de mão de obra e qual tipo de trabalhador.

Não podemos preparar a mão de obra para depois a pessoa buscar o mercado de trabalho. Temos de entender qual é o tipo de mão de obra que o mercado precisa, trazer e triar os jovens para a as profissões que têm demanda. Precisamos fazer parcerias com as empresas para qualificar o jovem e inseri-lo no mercado de trabalho.

“Anápolis precisa criar novamente um ambiente de oportunidades”

“A máquina pública tem de ser protagonista na criação de um círculo virtuoso. Que Anápolis possa valorizar as empresas da cidade” | Foto: Divulgação/Campanha Márcio Corrêa

O sr. disse que pretende zerar o déficit habitacional da cidade. Como vai funcionar a participação da prefeitura na compra da casa própria?
É importante sermos coerentes com este projeto, principalmente pela situação fiscal em que o município se encontra. O município perdeu o rumo do equilíbrio fiscal. A dúvida do eleitor é como realizar um programa destes com a situação financeira insatisfatória da prefeitura. Além de zerar o déficit habitacional, o programa aponta para a retomada econômica do pós-pandemia. A maior dificuldade para a pessoa adquirir uma casa nos programas da Agehab [Agência Goiana de Habitação] e federais é a entrada. A população tem condição de pagar as prestações, mas não consegue bancar a entrada.

A prefeitura irá lançar um edital, chamar as instituições financeiras e, por meio de licitação, 50% da entrada será subsidiada pela gestão municipal. A prefeitura também irá subsidiar 50% das prestações. O pagamento do financiamento será em 30 anos. Em contrapartida, nossa meta é injetar mais de R$ 600 milhões com 5 mil casas. O que a prefeitura terá de retorno em impostos diretos e indiretos será capaz de compensar os financiamentos de 30 anos. A injeção de recursos na economia será nos próximos quatro anos. Coincide com o impacto do colapso econômico que teremos após a pandemia da Covid-19.

É um programa que atende a demanda, resolve o déficit habitacional e a expectativa da casa própria da população com o subsidio de parte da entrada de das prestações do comprador.

O sr. citou a limitação financeira, mas propõe a criação do Hospital Municipal de Anápolis. É um projeto viável na situação fiscal preocupante que o sr. alega estar a prefeitura?
A obra nem é o problema. O problema é o custeio do hospital. Sabemos das dificuldades. Mas Anápolis é um polo de saúde que atende todo o Centro-Norte goiano. Na rede municipal, temos uma demanda muito alta para procedimentos de média e alta complexidade. Anápolis precisa do hospital de média e alta complexidade em parceria com o Estado e com a União. Entendemos que a parceria é necessária para viabilizar o hospital. Mas precisamos cobrar. Foi promessa do governador na campanha criar as clínicas de especialidades para atendimento nas cidades, o que ainda não foi feito. Com estas parcerias, será possível criar o hospital de referência em Anápolis.

Como será possível criar o turno noturno nos CMEIs [Centros Municipais de Educação Infantil]?
As vagas dos CMEIs são financiadas pelo Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação], dinheiro que é repassado para o município. Se fizer uma quantidade de vagas maior do que o repasse, o recurso é complementado pelo Tesouro Nacional. Temos uma demanda muito alta, não só no noturno, mas no matutino e vespertino. Falamos muito em geração de oportunidade e emprego para que as mães e os pais possam trabalhar e deixar os filhos com segurança. Temos também várias indústrias e comércios em Anápolis que funcionam no contraturno. Várias mães e pais têm deixado de trabalhar porque não têm com quem deixar as crianças. A proposta da criação do CMEI noturno é para que possamos dar oportunidade para os pais trabalharem e deixar os filhos com segurança e qualidade de cuidados.

Que avaliação o sr. faz da renovação da concessão dos serviços de água e esgoto com a Saneago até 2050? O que fazer para atingir a universalização dos dois sistemas?
O contrato foi renovado de forma irresponsável pela atual gestão de Anápolis, que vendeu o futuro da cidade, assim como foi vendido no passado. Defendo a renovação do contrato com a Saneago, mas não da forma como foi feito. Fizeram de forma antecipada, sem a Saneago cumprir os compromissos anteriores com Anápolis. A Saneago fatura R$ 13 milhões na cidade de Anápolis e não retornou isto em investimentos. Temos um sistema sucateado. A cidade tem o segundo maior PIB do Estado, mas não é contemplada com 100% de esgoto. 30% da cidade não é contemplada com esgoto. Temos problemas de falta de água.

Saneago que atende com 40% da APA [Área de Proteção Ambiental] do João Leite, fatura R$ 60 milhões com a água de Anápolis e falta água na torneira do anapolino. Temos um sistema de esgoto antigo, defasado, que precisa ser ampliado. O prefeito, em troca de apoio político, renovou o contrato com a Saneago de forma antecipada sem a empresa cumprir os compromissos com a cidade. O contrato já foi renovado e tem segurança jurídica. O que proponho é criar a Agência Municipal de Regulação para que possamos cobrar as cláusulas contratuais de forma enérgica para que os investimentos sejam realizados e não falte mais água na torneira do cidadão anapolino.

Pagamos a água mais cara do Brasil, a R$ 5,20 o metro cúbico. Temos uma estrutura de manancial que suporta a demanda, mas falta água para o consumidor. Cidades como Itumbiara e Formosa são contempladas com 100% de esgoto. Foram feitos os investimentos, o que não ocorreu em Anápolis. Praticamente 100% da cidade é contemplada com o sistema de água tratada. No contrato prevê a universalização do esgoto. O que cabe ao gestor municipal é cobrar de forma enérgica para que as cláusulas contratuais sejam cobradas, independente das relações políticas com o governo. Precisamos ter responsabilidade administrativa e zelo pela população para que não falte mais água na torneira do anapolino.

Duas obras que ampliam a plataforma multimodal do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) ainda não foram concluídas: a Ferrovia Norte-Sul e o Aeroporto de Cargas. Uma é do governo federal e outra do Estado. Como o sr. pretende negociar com presidente e governador para destravar estas obras?
A relação dos prefeitos de Anápolis com o governador tem servido só para interesses políticos. Prefeito diz que está muito ligado e tem o apoio do governador só para o palanque. Para resolver os problemas de Anápolis isto não tem ocorrido. O Centro de Convenções até hoje não começou a funcionar. É uma obra que poderia gerar um movimento no setor hoteleiro, na geração de empregos e na área econômica.

O Anel Viário, que foi lançado três vezes, tem apenas sete quilômetros de pavimentação. A obra é da gestão anterior, que era parceira do atual prefeito. Mesmo com a aliança com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), não conseguiu terminar o Anel Viário. Precisamos ter a parceria com o governo do Estado em benefício da população. As parcerias apenas para benefício eleitoral têm feito a população pagar um preço muito alto que não se revertem em obras e recursos para Anápolis.

O governo federal tem responsabilidade sobre as obras da Ferrovia Norte-Sul e um viaduto importante na cidade de Anápolis, que teve a construção paralisada. São obras que assim que retomadas irão ajudar muito a movimentar a economia de Anápolis.

Se o auxílio emergencial não for estendido ou incluído em outro programa do governo federal a partir de janeiro, como o sr. pretende atender a população de Anápolis que precisa deste benefício?
É uma das nossas preocupações. Principalmente porque tem aumentado o número de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Entre as nossas propostas está a criação do Centro de Dignidade para trazer as pessoas e oferecer acompanhamento médico, hospitalar, alimentação, com requalificação e reinserção na sociedade e no mercado de trabalho. Precisamos melhorar o ambiente de negócios, fazer uma cidade de oportunidades. Temos de ampliar os restaurantes populares para oferecer café da manhã, almoço e jantar a preços irrisórios para que possamos atender as necessidades básicas da população.

Tem candidato que promete auxílio emergencial municipal. Mas temos conhecimento da situação fiscal da prefeitura e sabemos que o município não tem viabilidade econômica para uma proposta assim. Precisamos fazer um trabalho intenso na assistência social para que possamos dar dignidade para a população e aqueles que estão em situação de vulnerabilidade com a ampliação da rede de acolhimento e atendimento.

“O município perdeu o rumo do equilíbrio fiscal”

“É importante sermos coerentes com este projeto, principalmente pela situação fiscal em que o município se encontra” | Foto: Divulgação/Campanha Márcio Corrêa

Como irá funcionar o programa de segurança colaborativa Juntos Estamos Mais Seguros?
Anápolis praticamente não tem câmeras de monitoramento que funcionem. Temos o exemplo de Aparecida de Goiânia com uma rede de mais de 2 mil câmeras em funcionamento. A nossa cidade não tem monitoramento, deixa uma sensação de insegurança para a população. Ampliaremos o monitoramento e criaremos um centro de videomonitoramento com controle por aplicativo e participação da comunidade para podermos inibir a criminalidade em Anápolis.

O sr. destacou por várias vezes uma preocupação com a situação fiscal de Anápolis tem com uma das propostas realizar uma auditoria nas contas da prefeitura. Por que o sr. se mostra tão preocupado com a condição fiscal do município?
Anápolis gasta muito e gasta mal. É um gasto de má qualidade. No ano de 2019, a cidade gastou praticamente R$ 60 milhões a mais do que em 2016, que foi o último ano da gestão anterior. Os atendimentos diminuíram. Os atendimentos nos Cais foram interrompidos. O Cais Progresso e o Cais Mulher foram fechados. A atenção básica de saúde, que são as equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), foi interrompida. Mas o gasto foi muito maior.

Não só na saúde, mas na educação gastou-se 30% da receita corrente líquida do município. Aumentou os gatos, mas atendeu menos a população. Precisamos dar prioridade o que é necessário. Anápolis hoje está no Serasa do ponto de vista fiscal. Só tem letra C na Capag, que é a capacidade de pagamento, o que faz com que Anápolis contraia empréstimos a juros muito altos.

Precisamos revisar as contas, aumentar a liquidez do município para que possamos trazer a capacidade de pagamento para a letra B para ter anuência dos empréstimos do Tesouro Nacional, diminuir a dívida consolidada do município e, principalmente, gastar com aquilo que é prioridade. Gastos com qualidade. Precisamos revisar o que é prioridade e o que não é no município para reverter em benefícios para a população.

No plano de governo, o sr. define que 50% dos cargos de chefia na prefeitura passarão a ser ocupados por técnicos, que serão escolhidos por mérito. Como funcionará esta seleção por mérito?
Os efetivos de Anápolis estão totalmente desmotivados, sem estrutura digna de trabalho, sem tecnologia. Sequer contam com um ambiente favorável de trabalho. O município está encharcado de cargos comissionados. São 1,4 mil cargos comissionados, quase equipara-se a Goiânia, que é capital do Estado. A prefeitura não cumpre a data-base dos servidores efetivos, os planos de cargos e salários, as progressões e titularidades. Precisamos motivar o servidor efetivo.

Os cargos de gerência e diretoria na estrutura serão pelo menos 50% destinados aos cargos efetivos. A escolha será por meritocracia, com avaliação de produtividade para motivar a máquina pública a produzir e trazer resultado para a população.

Como o sr. pretende cumprir a proposta de enxugar a máquina pública municipal, com implantação de contratos por resultado? O sr. pode explicar o que vem a ser o gabinete de gestão integrada?
O gabinete de gestão integrada irá acompanhar tudo que ocorrer no município com informação em tempo real. O atual gestor diz que sequer tem informações da real situação do município, da estrutura física, do capital imobiliário. Se pedirmos o levantamento das áreas imobiliárias nos ativos imobiliários de Anápolis, a prefeitura não tem conhecimento. Precisamos fazer uma gestão integrada na qual o gestor tenha acesso direto aos dados.

Quando falo em ações por resultado, é preciso especificar nos contratos a cobrança dos resultados para que possamos trazer de fato uma gestão eficiente que determine metas e controle o trabalho de cada um. A gestão pública precisa ser eficiente. Anápolis está em uma situação de estagnação, precisa sair do lugar. Precisa fazer girar os processos no município. É necessário motivar, cobrar e metrificar o trabalho do servidor.

Um dos principais cabos eleitorais da sua campanhas é o presidente estadual do MDB, ex-deputado federal Daniel Vilela. Qual a importância e a participação do Daniel na sua campanha em Anápolis?
Daniel é um grande entusiasta deste projeto. É nosso líder político, tem ideias brilhantes. Nos auxiliou nos projetos para o nosso município. O presidente estadual do MDB está muito antenado na área de desenvolvimento econômico e tecnológico. Daniel tem atividade profissional nesta área. E também na política. Daniel nos dá todo apoio dentro da estrutura partidária para que possamos ter êxito eleitoral. Construímos uma relação muito positiva, na qual o presidente do partido tem contribuído bastante neste processo.

Como o sr. recebeu o resultado da segunda rodada da pesquisa Serpes/O Popular? O sr. aparece com 6% das intenções de votos no levantamento estimulado, a 22,9 pontos porcentuais do segundo colocado, o deputado Antônio Gomide. Dá tempo de tirar a diferença na última semana e chegar ao segundo turno?
Apareço com 6% na Serpes/O Popular e 9% na Real Time Big Data/RecordTV. Antes eu aparecia como último colocado. É a primeira eleição que eu disputo. Se você pegar as pesquisas feitas neste mesmo momento da campanha em 2016, o prefeito estava com o mesmo percentual que eu estou hoje. Recebo o resultado com entusiasmo. Proporcionalmente, fui o candidato que mais cresci nas pesquisas se comparado com os adversários.

Temos feito a nossa campanha de forma limpa, propositiva, no diálogo com a população. Temos condição de conversar com a população nos bairros. As pesquisas mostram meu nome com a menor rejeição. Trabalhamos com a confiança de que iremos para o segundo turno. Estamos em ascensão nas últimas duas semanas. As próximas pesquisas mostrarão este crescimento de forma muito clara. Anápolis tem a vontade de ver novidade no processo eleitoral. E nós somos a novidade desta eleição.

O secretário-geral do Republicanos, Evandro Garla, diz no final do seu plano de governo que “Anápolis agora terá comando” com o sr. eleito prefeito. O que significa esta frase?
Anápolis está de fato sem comando, sem liderança, sobre os servidores. Estamos com uma gestão em Anápolis totalmente centralizada. Não há uma participação ativa do secretariado. Tudo isto demonstra a falta de liderança do atual gestor. Precisamos ter liderança, dialogar com as classes representativas, com os servidores e, principalmente, dialogar com a população. Anápolis carece desta proximidade com o seu gestor, com o seu líder.

Uma resposta para “Márcio Corrêa: “Temos visto um debate do passado. Se esqueceram de discutir o futuro de Anápolis””

  1. Propostas coerentes ,o candidato mais preparado para assumir a gestão de Anápolis hj

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