Daniel Vilela: “Vanderlan Cardoso acredita que o Albert Einstein emitiria um boletim e mentiria sobre o dia da entubação do paciente?”

Em entrevista ao Jornal Opção, presidente estadual do MDB e filho do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela diz que adversário “ultrapassou os limites da solidariedade e do humanismo”

Presidente estadual do MDB, ex-deputado federal Daniel Vilela diz que declarações do senador Vanderlan Cardoso (PSD) sobre saúde de Maguito Vilela (MDB) são demonstração de desespero | Foto: Divulgação/Campanha Maguito Vilela

“Cheguei em São Paulo no final do dia de segunda-feira, 16, meu pai estava melhor. Ontem (terça-feira) Maguito apresentou nova melhora. Agora (por volta de 12h20 de quarta-feira, 18) está ainda melhor.” Logo depois de chegar a Goiânia, no final da manhã de quarta-feira, o presidente estadual do MDB Daniel Vilela, que é filho do ex-governador e candidato a prefeito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), conversou com o Jornal Opção.

Um dia após a entrevista concedida pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD), adversário de Maguito no segundo turno na capital, à Rádio Sagres 730, Daniel disse que as declarações dadas pelo prefeitável pessedista sobre os boletins médicos e o estado de saúde de Maguito são “um completo absurdo”. “Qualquer pessoa pode consultar o Hospital Albert Einstein e ter acesso às informações. O hospital não irá omitir dados sobre o quadro do paciente”, explicou o presidente estadual do MDB.

O ex-governador Maguito Vilela (MDB) foi sedado e entubado novamente no domingo, 15, e teve uma piora na terça-feira, 17. O sr. ficou os últimos dias em São Paulo? Quando saiu de lá, como estava o seu pai?
Na verdade Maguito não teve piora ontem (terça-feira). O pior momento até aqui foi no domingo à noite. A equipe médica conseguiu estabilizar bem o quadro de saúde. Desde então, Maguito tem apresentado melhora. Cheguei em São Paulo no final do dia de segunda-feira, 16, meu pai estava melhor. Ontem (terça-feira) Maguito apresentou nova melhora. Agora (por volta de 12h20 de quarta-feira, 18) está ainda melhor.

A estratégia de usar os equipamentos tem dado muito certo. Maguito não teve piora no quadro de saúde na terça. As pessoas podem ter interpretado que houve uma piora no quadro clínico porque fez a diálise e colocou o ECMO (membrana de oxigenação extracorpórea). Mas a diálise foi realizada de forma preventiva. Os rins não pararam em momento algum, funcionaram normalmente.

O problema é que como na noite de segunda-feira houve uma necessidade de usar muitos medicamentos, havia um risco de comprometer muito os rins. Por isso, na noite de terça-feira a equipe médica avaliou que seria melhor fazer a diálise com uma máquina chamada prima, um sistema moderno de hemodiálise que sobrecarrega bem menos o paciente, para tirar o inchaço de líquido e medicamentos.

Os médicos definem como “desmame”, que é quando começa, aos poucos, a tirar a medicação mais forte do paciente. E a diálise com a prisma permite que a retirada seja feita de forma mais rápida do organismo.

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) e adversário de Maguito à Prefeitura de Goiânia fez críticas duras, questionamentos e acusações sobre o real quadro de saúde do seu pai na entrevista que concedeu na manhã de terça-feira aos jornalistas Rubens Salomão e Cileide Alves na Rádio Sagres 730. Depois surgiram dúvidas sobre o momento em que Maguito foi entubado novamente no Hospital Albert Einstein, se teria sido durante a votação ou na noite do dia 15. Eu gostaria que o sr. explicasse em que momento se deu a entubação do Maguito.
O procedimento de entubação foi feito durante a tarde de domingo. Não é simplesmente chegar e entubar o paciente. Os médicos começam a fazer algumas avaliações até tomar a decisão de sedar e fazer a entubação. Depois de um tempo que a família é comunicada pela equipe médica do hospital. Tem de ser feita antes a broncoscopia, que foi realizada no domingo.

O que pode ter ocorrido no domingo – algo que ainda não sabemos – é um possível processo infeccioso. Para descobrir se o paciente está com um fungo, bactéria ou vírus, é preciso sedar a pessoa, entubar e faz a broncoscopia. É quando a equipe médica vai até o pulmão do paciente, limpa o órgão, retira a secreção para testar em uma lâmina. Aquela secreção recolhida no teste é monitorada dia a dia.

Se tiver um fungo, vai começar a desenvolver naquele ambiente semelhante ao corpo humano. Se surgir um fungo, seria algo que já estava em tratamento. Depois se aparecesse um vírus, também já estaria sendo tratado. A broncoscopia é feita ao mesmo tempo em que a equipe médica entra com todo tipo de medicamento, tanto para infecção quando para inflamação. Depois que poderão saber o que tinha naquela secreção.

Este foi o procedimento feito na tarde de domingo. Será que o senador Vanderlan Cardoso acredita que o Hospital Albert Einstein emitiria um boletim no domingo e mentiria sobre o dia da entubação do paciente? O que o senador disse na entrevista é um completo absurdo! Um desespero completo!

Daniel Vilela: “O procedimento de entubação foi feito durante a tarde de domingo” | Foto: Divulgação/Hospital Albert Einstein

O senador Vanderlan levantou algumas hipóteses durante a entrevista sobre a real situação de saúde do Maguito. O questionamento feito pelo candidato foi sobre como os coordenadores da campanha do emedebista têm lidado com as informações médicas. Em algum momento o sr., alguém da campanha do MDB em Goiânia ou da equipe do hospital escondeu informações sobre o quadro clínico do Maguito?
Em nenhum momento algum usamos qualquer informação para beneficiar a campanha. O que fizemos desde o primeiro momento foi agir com transparência. Todos os dias nós juntamos o boletim do Hospital Albert Einstein com, em muitas vezes, um boletim um pouco mais detalhado elaborado pela assessoria da campanha e encaminhamos à imprensa.

O próprio jornal O Popular informou hoje (quarta-feira), na sequência de novos ataques feitos por Vanderlan, que recebe os boletins desde o primeiro dia em que Maguito foi entubado em São Paulo assinado por três médicos do Hospital Albert Einstein, inclusive um diretor. O que nos deixa com a consciência muito tranquila é o fato de que sempre divulgamos as informações repassadas pelo hospital para dar a maior transparência possível. Até porque o Einstein não se submete a disputa eleitoral, não quer saber se determinado paciente está em campanha ou não.

O Hospital Albert Einstein não irá arriscar a sua credibilidade para atender uma suposta necessidade do Maguito. Maguito é mais um paciente que a equipe do Albert Einstein atende com muita dedicação e com muita competência. Passamos a pedir um vídeo para o médico pneumologista Marcelo Rabahi porque é o profissional que tem condição de explicar o que estava escrito de uma forma mais didática para continuarmos a ser transparentes.

Qualquer pessoa pode consultar o Hospital Albert Einstein e ter acesso às informações. O hospital não irá omitir dados sobre o quadro do paciente. Na terça-feira da semana passada, 10, Maguito tinha recebido alta da UTI. A alta estava formalizada, só que não tinha quarto na semi-UTI naquele dia. Por isto, seria preciso esperar até quarta-feira, 11. Foi quando surgiu outro processo de infecção, que foi debelado rapidamente no mesmo dia.

Foi um dia que fiquei muito feliz porque o Maguito tinha recebido alta da UTI. Mas os médicos só comunicam a alta depois da transferência para o quarto. Acabou que Maguito não chegou a sair da UTI. Todo mundo que acompanha a evolução dos pacientes da Covid-19 percebe que é um tratamento de altos e baixos. É uma doença que regride, mas retorna. No caso do Maguito, o pulmão foi bastante machucado pela doença.

Maguito ainda está com a doença ou já se recuperou e agora combate infecções que podem ter surgido ao longo do tratamento contra a Covid-19?
Não posso afirmar porque não sou médico e não sei qual é o entendimento da equipe médica sobre a Covid-19 no caso do Maguito neste momento. A princípio, a tese dos médicos é de que Maguito desenvolveu um processo infeccioso. Ainda não se sabe se por fungo, bactéria ou vírus. Por isto Maguito teve a piora no domingo. Não foi a doença, mas alguma infecção que ainda não se sabe a causa.

O procedimento de diálise e do ECMO foi adotado para fazer com que o pulmão fique confortável, sem fazer esforço e possa se regenerar.

Quando o sr. fala em “sem fazer esforço” seria a possibilidade de utilizar a membrana de oxigenação extracorpórea para descansar o pulmão?
Exatamente. O que Maguito precisa agora é que o pulmão passe por um processo de recuperação. São utilizados alguns medicamentos no tratamento para induzir a melhora, é feita a ventilação protetora para voltar a expandir e dar mais elasticidade para o pulmão, que fica mais duro com a Covid-19.

Conversei na manhã de hoje (quarta-feira) com os médicos, inclusive o intensivista, que é um dos melhores do Brasil. O foco agora é deixar Maguito confortável e que o pulmão naturalmente se recupere. As máquinas deixam o corpo dele com este conforto. Estabilizam todos os demais órgãos e funções para deixar o pulmão recuperar. O tratamento agora é de uma consequência da Covid-19, que seria esta infecção no pulmão.

“Será que uma pessoa vai ser entubada e extubada, de uma forma desnecessária, apenas para tirar uma foto? Não faz sentido algum dar este tipo de declaração”

“Até mesmo na campanha de Vanderlan, muitos manifestaram internamente que era um grande equívoco que o senador tinha cometido” | Foto: Divulgação/Campanha Maguito Vilela

Tanto na entrevista do Vanderlan na manhã de ontem para a Rádio Sagres quanto na entrevista do coordenador da campanha do PSD, ex-deputado Simeyzon Silveira, à Rádio Interativa hoje, um dos pontos citados foi o de que a chapa de Maguito estaria a trabalhar para esconder o candidato a vice-prefeito, o vereador Rogério Cruz (Republicanos). Chegaram a definir Rogério Cruz como um “vice virtual”, que não participaria da campanha e não teria interesse em debater a cidade com o adversário…
E o candidato a vice-prefeito de Vanderlan Cardoso [ex-senador Wilder Morais (PSC)] já foi a algum debate no lugar de Vanderlan?

O candidato a vice do Maguito tem participado ativamente da campanha?
Claro que sim. Rogério Cruz é quem lidera todas as atividades de campanha. Quando meu pai foi cumprir isolamento domiciliar porque descobriu que estava com a doença, o candidato a vice-prefeito foi quem assumiu todas as atividades de campanha. Só que depois Rogério Cruz também foi infectado pelo novo coronavírus e ficou 14 dias afastado. Foi quando tivemos de nos dividir em várias frentes para tocar a campanha.

No dia de hoje, é o candidato a vice quem está nas ruas com o palanque móvel nos bairros. Quem está a percorrer a cidade nesta quarta-feira é o Rogério Cruz. Até porque é ele o único candidato da chapa que está Goiânia.

Foi adotada uma estratégia na campanha de Vanderlan querer confrontar com o candidato a vice do Maguito como se a disputa fosse com o Rogério Cruz. É uma tentativa de tirar o foco do Maguito porque sabem que o candidato a prefeito do MDB tem qualidades que, enaltecidas por nós, fizeram com que tivéssemos uma grande vitória no primeiro turno e que nos fará ganhar no segundo turno. As pessoas confiam no Maguito, sabem da sua competência, do seu preparo, torcem para que o candidato se recupere para que seja o prefeito de Goiânia.

Não vamos entrar neste jogo do adversário. Rogério Cruz é uma pessoa muito querida por nós, uma pessoa muito decente, muito correta. É o nosso candidato a vice quem lidera a campanha. Se ficou duas semanas ausente foi porque estava com Covid-19 e precisou ficar 14 dias isolado.

Como está a relação da campanha do Maguito com a deputada estadual Delegada Adriana Accorsi, candidata a prefeita no primeiro turno, e com o PT? Há a possibilidade de aliança no segundo turno?
Não houve qualquer conversa. O PT já fez algumas manifestações. Ontem acabei por não acompanhar estar informações porque estava em São Paulo, mas me informaram que o partido da deputada Adriana Accorsi teria defendido uma postura de neutralidade.

O sr. voltou de São Paulo hoje?
Cheguei na manhã de hoje a Goiânia.

Na entrevista de ontem, Vanderlan subiu o tom das críticas à campanha de Maguito. Mas, ao mesmo tempo, Simeyzon defendeu hoje que a campanha do PSD seguirá propositiva. No material oficial, a campanha do Maguito tem tratado a nova estratégia do senador como “desespero dos adversários”. Como o sr. analisa toda a situação?
O que nos leva a entender que os adversários estão em desespero são declarações bizarras e absurdas de alguém que demonstrar uma completa incapacidade de decência e de moral. O quadro de saúde do meu pai pode melhorar ou piorar, mas isto não está sob o controle do Maguito. Qual seria a razão de omitirmos a gravidade de um quadro de saúde? Qual seria o benefício que teríamos com isto? Qual seria o benefício em dizer que Maguito estaria em situação muito grave se não estivesse grave?

Faltou inteligência na estratégia do adversário. Não consigo enxergar benefício em qualquer das ações levantadas pelo adversário. Nem em omitir ou em expor. Se expuséssemos que a situação estava muito grave sem ser a verdade, poderia ser feito um questionamento da condição do Maguito de se recuperar. Se a campanha omitisse um quadro real, o que alguém ganharia com isto? É algo incompreensível dizer algo assim.

Demonstra desespero completo. Uma situação nunca antes vista na política do Estado, alguém ser tão incompreensivo em um momento de dificuldade como uma internação por questão de saúde. Conhecia bem o senador Vanderlan, mas não conhecia esta faceta que, para mim, é de mau-caratismo.

O problema do adversário foi ter começado a atacar no dia da eleição e ter sido respondido. Vanderlan quer atacar as pessoas e não quer ser respondido. Quando é atacado, demonstra revolta. O debate político é feito desta forma. O debate político é construído no confronto. Em momento algum questionamos a moral do adversário ou o atacamos pessoalmente. No primeiro turno, expusemos a incoerência política de Vanderlan, algo que é extremamente natural em uma eleição.

Ninguém questionou qualquer ato do senador. Vanderlan fala sobre processos contra Maguito em prefeitura, mas o senador tem uma série de processos como ex-prefeito de Senador Canedo. Mas sabemos que isto faz parte da vida pública. Tem uma série de coisas que o prefeito não tem responsabilidade e acaba por responder na Justiça porque é ele o gestor.

É um completo desespero. Não esperavam que teríamos aquela diferença no primeiro turno (11,35 pontos) e começaram a falar bobagem. Enquanto um decide atacar, o outro diz que a campanha será propositiva. Nem eles sabem ou têm uma estratégia para o segundo turno. A verdade é que estão perdidos na tentativa de encontrar alguma forma de recuperação.

“É o nosso candidato a vice quem lidera a campanha”

“Se ficou duas semanas ausente foi porque estava com Covid-19 e precisou ficar 14 dias isolado” | Foto: Divulgação/Campanha Maguito Vilela

Vanderlan tem repetido que fez uma campanha propositiva no primeiro turno, mas que foi atacado o tempo todo pelas pílulas da candidatura de Maguito com o áudio em defesa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), com o qual a Polícia Federal encontrou R$ 33 mil na cueca, e com o trecho da entrevista concedida ao O Popular na campanha de 2018, quando prometeu ficar os oito anos no Senado. Por que o MDB adotou estas críticas nas pílulas de rádio e TV no primeiro turno contra Vanderlan?
Na campanha é preciso fazer duas coisas. Primeiro apresentar as ideias e propostas. Nós fizemos isto. Aliás, as melhores propostas apresentadas foram as nossas. E depois é preciso expor quais são as razões que lhe colocam como melhor candidato do que seu adversário. Um questionamento que todo mundo faz em relação a Vanderlan é a sua coerência política.

Isto não é um ataque. O áudio em defesa do senador Chico Rodrigues não é fake, não foi produzido. Quem gravou aquele áudio foi o senador Vanderlan Cardoso. Quem disse naquela entrevista de 2018 que não usaria o Senado como uma escada para ser candidato a prefeito de Goiânia foi Vanderlan. Nós só reproduzimos o que o adversário disse. E isto é natural em um debate político. Não houve questionamento moral à índole de Vanderlan.

Na entrevista de hoje no O Popular, Vanderlan diz o seguinte: “Estava bem, mas teve que ir para São Paulo e precisou ser entubado. Foi extubado, tiraram foto dele, daqui a pouco foi entubado de novo”. Olhe que coisa mais inacreditável! Será que uma pessoa vai ser entubada e extubada, de uma forma desnecessária, apenas para tirar uma foto? Não faz sentido algum dar este tipo de declaração. Ainda mais no hospital mais conceituado do Brasil.

Entre as manifestações de repúdio na tribuna da Assembleia Legislativa ontem às declarações do senador Vanderlan Cardoso na entrevista à Rádio Sagres estavam as palavras do deputado estadual Lucas Calil (PSD). O parlamentar do partido do senador foi um dos que criticou as afirmações de Vanderlan no Legislativo estadual. Era esperado que o assunto tivesse tal repercussão?
Até mesmo na campanha de Vanderlan, muitos manifestaram internamente que era um grande equívoco que o senador tinha cometido. A política tem a sua dureza. Mas na dureza da política há limites. Este é um limite que foi completamente ultrapassado ontem. Os limites da solidariedade e do humanismo foram ultrapassados. O senador agiu de uma forma incompreensível e irreparável. Ficou muito claro.

Houve uma manifestação muito significativa da sociedade, até mesmo de pessoas aliadas ao adversário, que disse que não concordava com aquela postura e declarações. Recebi mensagens de aliados de Vanderlan que se solidarizaram comigo e disseram que não concordam com o que foi dito pelo candidato. Foi algo completamente descabido, desproporcional e inédito na política do Estado.

A tática do Vanderlan na entrevista de ontem pode ter dois efeitos possíveis no eleitor: o repúdio ao suposto desespero do candidato do PSD ou levantar uma dúvida sobre a real situação de saúde de Maguito em São Paulo. A campanha do MDB pretende responder às declarações de Vanderlan nos oitos dias de propaganda de rádio e TV a partir de sexta-feira?
A nossa transparência no primeiro turno foi adequada e suficiente porque nos deu o primeiro lugar e uma grande votação. Temos de manter o mesmo rumo da campanha por uma questão de seriedade e responsabilidade. Continuaremos a atualizar as informações dia a dia com a maior transparência possível. Já que há questionamento em relação aos boletins da equipe médica, retransmitiremos o boletim que for divulgado pelo hospital.

Não precisamos mudar. Temos sido transparentes desde o início. Se não fôssemos transparentes, com certeza as pessoas não teria a confiança de votar no Maguito como tiveram. Quando Maguito foi internado e depois transferido para a UTI aqui em Goiânia, senti que as pessoas poderiam se preocupar muito com a condição de saúde para ser candidato e de administrar a cidade caso seja eleito. Mas vemos que as pessoas diariamente ouvem relatos ou convivem com familiares e amigos que descobrem que estão com ou tiveram a doença.

Muitas pessoas passam ou estiveram na mesma situação que Maguito. Melhora, piora, melhora, piora. A grande maioria – graças a Deus e ao trabalho dos médicos – tem sobrevivido. As pessoas têm compreendido mais a dinâmica do tratamento da Covid-19 de altos e baixos, de um tempo maior hospitalizado. Há uma compreensão maior da situação somada à nossa transparência total desde o primeiro momento.

Hoje Vanderlan voltou a questionar o Hospital Albert Einstein ao afirmar que só agora os boletins começaram a ser divulgados, mas a imprensa recebe os boletins do hospital desde o primeiro dia de entubação em São Paulo.

Vanderlan disse na entrevista de ontem que duvida da idoneidade das informações repassadas pelo médico Marcelo Rabahi por ter ligação familiar com Maguito. O lado familiar interfere na transparência do profissional que trata seu pai?
Antes de ser genro, dr. Marcelo tem um juramento ético como médico a seguir. Não se submeteria a um processo político. Até porque o dr. Marcelo é um profissional de carreira muito conceituada. Marcelo não é só médico do Maguito, é o diretor clínico da unidade do Hospital Albert Einstein em Goiânia. E não seria se não fosse alguém extremamente capacitado e extremamente preparado.

Os boletins não são assinados pelo dr. Marcelo única e exclusivamente. São assinados pela chefe da equipe médica que cuida do Maguito, a dra. Carmen Barbas, que é uma das maiores sumidades do Brasil. Dra. Carmen esteve entubada quando teve Covid-19. É responsável pela entubação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quando foi submetido à cirurgia de emergência. Os boletins são assinados por um diretor do hospital [dr. Miguel Cendoroglo].

É algo que demonstra um desespero completo do Vanderlan ao fazer tal afirmação.

O candidato a prefeito no primeiro turno pelo PSDB e líder da oposição na Assembleia, deputado Talles Barreto, disse ontem na tribuna que apoiará Maguito no segundo turno mesmo que o seu partido não decida desta forma. Na entrevista de hoje, Simeyzon chegou a insinuar que a atitude demonstra uma ligação da campanha de Maguito com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Esta aliança será feita? A declaração de Simeyzon gera alguma preocupação à campanha de Maguito?
Nenhuma. Se o deputado Talles Barreto quis, por livre e espontânea vontade, declarar o voto para Maguito, nós vamos dizer que não queremos o voto? Não há absolutamente qualquer vínculo com o PSDB. Todos sabem. Outra questão que fez com que tivéssemos o bom desempenho que tivemos no primeiro turno foi o fato de que as pessoas sabem, conhecem e acreditam na relação de Maguito com o prefeito Iris Rezende (MDB) e da história que sempre tivemos no MDB de oposição a Marconi.

Esta é uma questão que já testamos em pesquisa. As pessoas não acreditam nisto. Sabem que não é verdade porque sempre estivemos na oposição nos governos do PSDB. Vanderlan não. Tem uma série de vídeos e fotos com Marconi. O senador foi o candidato a prefeito do Marconi em Goiânia na eleição passada. Nós nunca estivemos no palanque com Marconi. Não vão encontrar uma foto em que eu, Maguito ou Iris estivéssemos em um palanque para pedir voto ao lado de Marconi. É outro erro da campanha adversária, que continua a insistir nisto.

O sr. quer acrescentar algo que não perguntei?
Estou com a consciência muito serena e tranquila. Meu desafio é ter força para tomar as decisões e tudo que precisar ser feito no tratamento da saúde do meu pai e, ao mesmo tempo, ajudar na coordenação da campanha e poder colaborar com o que for preciso. Graças a Deus, nós temos tido força suficiente. Vamos seguir da mesma maneira, com transparência, com honestidade, com retidão. Não vou me preocupar com este tipo de ataque e de leviandade da parte do adversário.

“Meu desafio é ter força para tomar as decisões e tudo que precisar ser feito no tratamento da saúde do meu pai e, ao mesmo tempo, ajudar na coordenação da campanha e poder colaborar com o que for preciso” | Foto: Reprodução/Facebook

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