“Buscamos a recuperação da confiança da população apresentando resultados e propostas”

Vice-governador diz se sentir à vontade para continuar na função, caso o Governador Ronaldo Caiado (DEM) busque a reeleição. Ele também prepara o Cidadania, partido que preside, para chegar competitivo nas eleições de 2022

Lincoln Tejota divide seu tempo na função de vice-governador e presidente do Cidadania. No Palácio das Esmeraldas, ele assumiu a função de coordenar o programa Goiás de Resultados, que visa integrar as pastas da gestão na atuação de ações prioritárias do governo. Em entrevista ao Jornal Opção, Lincoln diz se “sentir à vontade” para seguir na função de vice na composição de uma chapa para reeleição do governador Ronaldo Caiado. Em paralelo a isso, ele aponta que têm trabalhado para fortalecer o Cidadania para as eleições de 2022, buscando fazer até quatro deputados estaduais. 

Lincoln Tejota é goiano, tem 37 anos. Ele é filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sebastião Tejota, e da ex-deputada estadual, Betinha Tejota Atuou como coordenador da campanha da mãe, em 2006, e foi eleito para a Casa pela primeira vez em 2010, pelo PT do B, atual Avante, sendo reeleito deputado estadual em 2014. Na última legislatura, esteve como 3º secretário da Alego onde presidiu a Comissão de Saúde e Promoção Social e titular da Comissão de Minas e Energia, da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento.

Cabe a Lincoln a coordenação do programa Goiás de Resultados, que visa a construção de um cronograma de ações a fim de promover as entregas prioritárias para a gestão de Ronaldo Caiado. O vice-governador é responsável pelo alinhamento dos trabalhos entre secretarias e o acompanhamento das atividades, que segundo ele, tem deixado marcas positivas e duradouras para o Estado. 

Nossos leitores sempre perguntam: o que faz um vice-governador? Vou abrir esta entrevista te repassando essa pergunta: o que faz um vice?
Essa resposta muda de acordo com o chefe do Executivo. Se for olhar dentro a questão constitucional, se trata de um cargo de representação e logicamente de ocupação no caso da ausência do governador, seja por uma questão de viagem ou saúde.

Mas o que acontece é que o governador Ronaldo Caiado não gosta de deixar nenhum tipo de estrutura subutilizada. Então dentro da estrutura de governo tenho coordenado junto com ele. Nossos trabalhos e tarefas são muito bem divididos. O governador cuida das situações que são pertinentes a ele, e me passou uma tarefa muito importante que são as ações prioritárias de nosso governo, aquelas que têm mais aderência com a sociedade e que é exatamente aquilo que foi proposto quando ele foi eleito. Apontamos a necessidade de uma segurança mais efetiva, queria uma saúde regionalizada, um melhor resultado na educação… Tudo isso eu tenho trabalhado juntamente com cada secretaria e por determinação do governador. No meu meu caso as atribuições são grandes, pesadas, mas a gente tem conseguido apresentar resultados positivos. 

Entramos agora na segunda metade da gestão. O senhor na posição de vice-governador elenca quais ações que conseguiu executar?
Tive oportunidade de entrar em várias áreas. Uma delas é a qualidade do ensino. O que nós fizemos: despolitizar um instrumento muito forte de qualidade de ensino, que é justamente o investimento na infraestrutura da educação. No passado era uma luta constante pelas reformas de colégios estaduais. Não se conseguia cobrar a presença do aluno em sala de aula sendo que não tinha nem condições para receber o estudante. Eram salas de aula que tinha um pedaço do teto caindo. Essa era uma realidade em um número elevado de colégios. O que nós fizemos, em um ação nossa junto a Secretaria Estadual de Educação – tudo isso que estou falando são coisas que são ações coordenadas pelo governador e por mim através do programa Goiás de Resultados – tivemos oportunidade de fazer uma disponibilização de valores para os colégios e assim descentralizar a execução disso tudo. Distribuímos recursos da educação direto para os colégios, para que o diretor pudesse fazer sua própria reforma. Foram mais de mil colégios que receberam a reforma, sob supervisão das coordenações regionais da Secretaria de Educação. Tivemos uma melhoria considerável. O reflexo disso é a nota do Ideb que subiu e este ano deve seguir no topo. Isso na área de educação. 

Na área da saúde tínhamos como um objetivo do governo a regionalização da saúde. A nossa saúde estava praticamente em três cidades do Estado, que era Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. Então nós colocamos como um dos focos do “Goiás de Resultados” justamente o processo efetivo de regionalização da saúde. E começamos primeiramente honrando os repasses. O governo estadual, só no ano passado, repassamos para saúde R$ 177 milhões. Incluindo o plano de fortalecimento e emendas chegamos a R$ 270 milhões de investimentos nos anos de 2019 e 2020. Com isso começamos a ter ações mais efetivas na área da saúde, como a Policlínica de Posse, Policlínica de Goianésia, começamos agora a abrir em Formosa, Quirinópolis, São Luís de Montes Belos e Cidade de Goiás. Estamos em fase de conclusão do hospital de urgência de Uruaçu. Estamos trabalhando para retomar as obras do hospital de Águas Lindas, onde havia um problema contratual grande. Firmamos parceria com hospitais em Catalão e em Jataí. 

A gente tinha 274 leitos de UTI, concentrados praticamente em três cidades. Estamos chegando em 800 agora. Vamos mais que triplicar a quantidade de leitos. O programa Goiás de Resultados acompanha isso de perto. Uma coisa que percebemos é que há muita boa vontade por parte da pasta e dos secretários, mas muitas vezes o governo não funcionava como um governo único. Cada pasta para um lado. Isso foi uma percepção do governador logo no começo (do mandato) e criou mecanismos para vencer essas barreiras. Por isso temos conseguido entregar muitas coisas que vão ficar permanentemente.

Ouvimos de prefeitos que para tocar obras e executar ações nos municípios é preciso ter confiança no governo do Estado, principalmente em relação a transferências de recursos. Você considera que o governo de Ronaldo Caiado transmita essa credibilidade?
Essa característica é muito marcante no governador Ronaldo Caiado. Ele tem uma forma de governar diferente. Temos consciência de forma clara que o público é público. Buscando a recuperação da confiança da população apresentando resultados e propostas. Não é só ficar sentado na cadeira e esperar o tempo passar. Existem problemas sérios no Estado que precisam ser resolvidos. O mundo está mudando, buscando a alta produção e temos condições de figurar entre os mais produtivos. 

Veja o exemplo do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, ele é a quinta maior economia no mundo. Um estado tem essa economia. Por que Goiás não pode ser uma Califórnia e ser uma das economias mais fortes internacionalmente? Isso é gestão. Estamos fazendo uma gestão centrada em compromisso, em honrar a palavra, buscar parcerias para executar o que não damos conta de fazer sozinho. Vamos atrás de deputados estaduais e federais, de senadores e governo federal, além do setor privado. Nós temos que fazer o que precisa ser feito. Regionalizar a saúde, por exemplo, não é questão de governo, é política de Estado.

Temos coisas que estamos executando por determinação do governador que são estruturantes para o Estado e que vão perdurar para outros mandatos. Ao regionalizar a saúde a população não aceitará mais ter que percorrer 800 quilômetros para ter um atendimento. A gente está dando passos fundamentais. 

Um trabalho que é importante ressaltar porque faz a diferença, é um trabalho integrado e coordenado pelo Goiás de Resultados, juntamente com Secretaria de Segurança e a Secretaria da Retomada. Estamos avançando na ressocialização dos detentos. De que forma? Utilizando o trabalho dessas pessoas para produzir uniformes, carteiras escolares…e por determinação do governador vamos avançar ainda mais. Temos hoje uma população carcerária de Goiás em torno de 22 mil presos, e pouco mais de 4 mil trabalham. A gente está buscando um potencial grande para o setor de ressocialização para poder trabalhar essas pessoas e colocá-las na sociedade. Pegamos modelos que estão funcionando em outros estados e estamos montando o nosso próprio modelo, que é eficiente. Tudo isso vai ao encontro do que tem se falado: somos um governo que passa confiança. 

Há grandes empresas com DNA goiano abrindo seu capital na bolsa ou mesmo ampliando investimentos, além daquelas que possuem algum interesse em se instalar no Estado. O governo estadual está alinhado às demandas e avanços do setor privado?
O que nós percebemos é que o Estado precisa criar ambientes propícios para que as empresas sintam confiança. Como a gente percebeu que havia ilhas de desenvolvimento em nosso Estado. Havia regiões extremamente desenvolvidas e outras que não eram favorecidas e sem nenhum tipo de planejamento. Como gerar emprego em um local que não tem energia elétrica ou banheiro? Como levar a indústria para esse lugar?

São coisas básicas que percebemos que estavam faltando. Começamos a trabalhar de forma clara. Começamos a rever políticas públicas. Algumas pessoas disseram que mexer no incentivo fiscal iria desindustrializar o Estado. Isso não ocorreu. Tivemos em 2019 e 2020 assinatura de protocolos de intenção de mais de 200 empresas que querem se instalar aqui. Isso com uma perspectiva de 99 mil empregos.

Em 2019 começou um trabalho junto à Juceg (Junta Comercial do Estado de Goiás) um processo para poder desburocratizar. Começamos um processo para facilitar a abertura de empresas. Em 2019 foram 23.500 empresas abertas. Em 2020 tivemos 26.100 novas empresas. Tudo isso é por conta de criar um ambiente favorável para que a população e investidores possam entender que Goiás é um Estado estrategicamente localizado. Os passos estruturantes importantes estão sendo dados. 

O roubo de carga reduziu drasticamente e o preço do frete e do seguro da carga diminuiu. Isso tudo é política de governo que favorece o setor privado, gerando confiança, e obviamente os investidores veem que o Estado tem uma boa gestão. Estamos negociando as dívidas e buscando o controle fiscal. Tínhamos empréstimos que foram pegos, por exemplo um com o Banco do Brasil, que é corrigido em dólar. Olha como isso tá hoje. Já pagamos mais de duas vezes e não vamos terminar de pagar tão cedo. Mas estamos necogociando.

É claro que estamos num momento de pandemia e com uma crise econômica, mas os passos estão sendo tomados para garantir a segurança e que Goiás tenha um ambiente propício para se ter um negócio e o empresário gerar emprego, renda e ter lucro.

Seu plano A é permanecer como vice do governador Ronaldo Caiado para a disputa eleitoral de 2022. Mas o sr. tem um plano B?
Hoje eu me sinto muito confortável porque estou dentro do projeto que acredito. Eu acredito na mudança que o governador Ronaldo Caiado tem imprimido em nosso Estado. Essa mudança não é fácil e ela leva tempo. Vem acontecendo na forma que o governador e a imagem dele, pelo trabalho que ele tem feito e o cuidado que ele tem com a coisa pública tem levado esse resultado. Mas isso também é resultado das políticas públicas, que é onde eu tenho acompanhado,  da mesma forma que está a Dona Gracinha. A primeira-dama está trabalhando muito e acompanhando tudo de perto, principalmente as ações relacionadas ao enfrentamento a Covid. 

Particularmente eu acredito muito no Estado que estamos construindo e foi isso que me levou a estar com Ronaldo Caiado quando ele me convidou para ser vice. Quando ele me convidou eu disse isso a ele: “eu acredito que o senhor quer mudar e transformar o Estado.”

Eu me sinto muito confortável hoje para continuar esse trabalho. Até porque eu tenho consciência que a mudança que a gente quer imprimir é algo que leva tempo. Nós tivemos um mandato que foi extremamente prejudicado por esse processo de pandemia, todos os esforços estão focados na vida e na manutenção de empregos. Estamos tentando vencer a Covid o quanto antes e conscientizar a pessoa a cuidar da saúde, antes de tudo, para o mais breve as pessoas retomarem a vida delas na normalidade possível. Todo o nosso foco tem sido na vida e manutenção da economia. Ainda assim, temos trabalhado tudo isso que já falei – área de ressocialização, levar desenvolvimento pro interior, na área de infraestrutura, a habitação e que entregamos mais de 4 mil casas. 

Eu acredito muito que a gestão calibrada que estamos fazendo, o governador Ronaldo Caiado e eu, além de toda equipe que ele montou de forma muito qualificada, a população está percebendo a mudança na gestão. Então eu me encontro muito à vontade para poder continuar. 

Eu não estou aqui pelo poder. Estou aqui pela possibilidade de construir um futuro diferente. Eu venho de uma família humilde e hoje eu tenho oportunidade de ajudar as pessoas a morar em um Estado diferente e dar uma resposta aos problemas históricos que enfrentam durante toda vida.

Eu acredito muito no poder de realização desse governo, por isso eu particularmente tenho trabalhado para que a gente possa continuar realizando isso. Meu plano é continuar realizando o que estou realizando: política pública para vida das pessoas. 

Fala-se que os grupos que apoiam o governador Ronaldo Caiado pretendem montar três grandes chapas para deputado federal. O Cidadania participa dessa articulação? 
Eu não conto com a possibilidade de mudanças nas regras eleitorais em Brasília. Pode ser que aconteça ou não. Estamos em um momento muito conturbado. Então cada partido tem que cuidar de si. O cidadania é um dos partidos mais leves que tem na base o governador Ronaldo Caiado. Não temos figurões. Nós não temos pessoas pesadas.

Estamos conseguindo conversar com muitas pessoas que encontram no Cidadania a chance de real se sentar na cadeira e construir as políticas públicas que ela acredita e defende como bandeira. Vamos conseguir uma adesão boa de deputados estaduais e boas para deputados federais. Nós estamos trabalhando para fechar uma chapa para deputado federal, como sempre foi e como tem que ser. É uma questão de sobrevivência dos partidos. Eu já fiz isso no passado, quando estava à frente do Pros. Fizemos uma chapa boa, leve e competitiva elegendo três deputados estaduais e o objetivo nosso é fazer quatro deputados estaduais e um, ou dependendo, até dois deputados federais. É um partido leve apoiado em bons nomes, então é um momento muito propício para o Cidadania crescer.  As portas estão abertas e a procura tem sido grande por parte de pessoas que têm chances grandes de ganhar eleição.

Os 17 deputados estaduais estão preocupados com uma questão: o fim das coligações partidárias dificultam a vida de vários deles. Um deputado pode ter 100 mil votos e acabar sendo derrotado, se não tiver quociente eleitoral. Alguns partidos tendem a desaparecer em nível nacional. Pensando nisso, o partido Cidadania já está se preparando, desde já, para lançar uma chapa para deputado federal que seja consistente eleitoralmente? O sr. acha que o partido pode eleger um ou mais deputados federais? O sr. pode citar cinco nomes do Cidadania que poderão ser candidatos a deputado federal?
Eu não quero falar em nomes agora. Não é o momento. A gente sabe que todos partidos estão trabalhando nisso. Essa não é uma agenda só minha, e sim uma agenda política partidária que é montar a chapa, conversar com os nomes, fazer contas, preparar a campanha… A gente sabe que buscam reforços e pessoas que agregam. Então prefiro neste momento não citar nomes, mas deixar claro que esse processo é ininterrupto. Quem é líder de partido, como eu, precisa estar constantemente pensando nas eleições. Pensar tanto nesta de agora, e dependendo do resultado, já vamos pensar na de 2024. Uma eleição chama outra. 

Pela experiência que tive no Pros, acredito que foi de sucesso. Conseguimos que no primeiro momento o partido conseguisse 54 mil votos, e com a minha liderança foi para 199 mil votos para deputado estadual, faltando poucos votos para eleger uma quarta cadeira. Conseguimos colocar uma candidata na primeira suplência de deputado federal. A gente teve uma experiência boa. Agora a  expectativa do partido (Cidadania) é fazer um deputado federal. Estamos trabalhando para isso e conversando com bons nomes de pessoas que estão dispostas a colocar seu nome e principalmente que encontram no partido um lugar com chance para disputar uma cadeira. Também pensamos em fazer de 4 a 5 deputados estaduais. 

O sr. avalia que é possível uma composição político-eleitoral entre o governador Ronaldo Caiado e o MDB do ex-deputado federal Daniel Vilela para a disputa de 2022?
Na política, o dia que parar de ter surpresa a gente não tá na política mais. Mas essa seria uma grande surpresa porque todos os indicadores e todas as conversas com os expoentes dos partidos demonstram que hoje eles caminham em sentidos diferentes.

Daniel Vilela tem declarado abertamente por repetidas vezes que não tem interesse em caminhar com o governo e que quer caminhar com projeto próprio. O senador Luiz do Carmo recentemente manifestou apoio a esse projeto, e ele é um grande expoente do MDB, um senador da República e um nome fortíssimo do partido.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles deve ser o candidato a senador em Goiás?
Eu acho que é algo que depende mais dele. Ele é uma pessoa com quem tenho proximidade. Ele é meu padrinho e o conheço há muito tempo. Isso depende mais dele e de que forma ele vai posicionar o eleitor para cada vez mais perceberem ele. É uma pessoa que está fora de Goiás há um tempo. Eu acredito que ele tem uma capacidade intelectual e profissional grande, com um currículo que o qualifica para ocupar qualquer tipo de cargo.  Hoje o que precisa é ele vir para Goiás e mostrar isso pra população. Eu penso que o cenário político está aberto e pede renovação, não só partidário, mas também renovação  qualitativa como é o nome dele.

O sr. acredita em fusão de partidos para escapar ao fim da coligação partidária? (O PC do B fala em compor com o PSB)
Pode. Mas eu estive na semana passada conversando com o presidente (do Cidadania) Roberto Freire, e os movimentos estão acontecendo. Os partidos querem sobreviver, mas essa não é uma forma de sobreviver. Na verdade é uma forma de fundar um novo partido. Então isso precisa ser discutido de forma muito calma e tranquila em Brasília. Mas não deixa de ser uma saída. Mas vai depender de como a sociedade vai se comportar, hoje em dia não adianta mais só combinar o jogo político entre os dirigentes partidários. Tem que combinar com o povo. A política está cada vez mais presente e as pessoas cada vez mais conscientes.

O sr. avalia que há interesse em (e possibilidade de) aprovar o Distritão? Com o Distritão, “são eleitos os candidatos mais votados”. O sr. é favorável ao Distritão?
Não há consenso em torno do distritão ainda. É difícil falar se sou favorável ou não. Algumas pessoas falam de ele funcionar de uma forma, outras falam de forma mista. Então são conjecturas e não sei se há tempo hábil para aprovar isso no congresso. Particularmente eu tenho trabalhado no partido que se isso acontecer, será mais uma oportunidade dos partidos exercitarem seu conhecimento em matemática para a densidade eleitoral. Os partidos vão sentar fazer as contas, ver quais os votos que tem somar os votos pra ver se dá uma chapa ou outra. é algo natural da política, mas eu não estou trabalhando com isso porque não está posto na mesa.  O que dia que for colocado o Cidadania vai sentar e avaliar qual melhor caminho a tomar.

O sr. é um vice discreto e que não cria problema para o governador Ronaldo Caiado? O sr. se considera, como vice, muito diferente do vice-presidente da República, Hamilton Mourão?
Há convergência de desejos e vontade. Eu e o governador Ronaldo Caiado compartilhamos o mesmo desejo de ver as coisas mudarem. Há muito respeito mútuo, além da admiração que eu tenho por ele e principalmente por entender que meu papel aqui é fortalecer os interesses da população. É algo muito claro e então sobra pouco espaço para picuinha. As pessoas tentam, por vezes soltam nota em jornais, mas na prática é que estamos resolvendo os problemas e dando resposta na prática. Olha os números da segurança, a quantidade de leitos que nós abrimos.

Temos feito um trabalho em sintonia e proximidade. O sentimento que nos une é o desejo de transformar as coisas e ter um estado forte, com capacidade de  investimentos, um estado que pague em dia, que honre os compromissos e que principalmente tenha consciência que o cidadão é um cliente. Estamos aqui para trabalhar para o cidadão. O governador tem isso muito claro e eu também. Eu sou um servidor público e o governador também. O principal fator é esse encontro de desejo.

Há governadores cuja marca são obras físicas. O presidente Juscelino Kubitschek é lembrado por ter construído Brasília. Na sua opinião, qual é a marca deixada pelo governador Ronaldo Caiado nos seus dois anos e dois meses de governo e, também, qual será a marca que deixará após quatro anos de governo? Ele avançou mais em relação a outros governos em que áreas?
Eu vejo que nós assumimos o Estado como o terceiro pior na condição fiscal. São dados da Secretaria do Tesouro Nacional, não são dados políticos. Construímos um Estado em que foi necessário ter um pulso firme. Estamos deixando marcas que não é uma área só. Estamos deixando marcas na segurança, na área de saúde, na área social… A principal característica é o uso correto do recurso público. É garantir que o dinheiro público seja bem aplicado e usado com seriedade. 

Encarar o bem público de forma correta e forma consciente, nos leva a boas práticas na saúde e segurança, educação… os resultados acabam sendo consequência.

Penso que nos quatro a marca nossa será a gestão calibrada, dando passos do tamanho das pernas, com programas e resultados em todas as áreas do governo. Dando oportunidade para geração de empregos, investir em infraestrutura. São inúmeras as obras que estamos retomando agora. O avanço na área de saúde. Não será uma digital em uma só área, mas creio que é tudo isso. 

É pela forma que o governador Ronaldo Caiado tem de entender que o bem público não pode ser confundido com o privado e que ele só existe para melhorar a vida das pessoas.

Pesquisas atuais têm revelado que os eleitores não estão mais tão interessados em grandes obras, e sim em serviços públicos de qualidade em várias áreas, como saúde, educação e segurança pública. Em pesquisas qualitativas, eleitores chegam a dizer que grandes obras têm a ver com corrupção…
Falam que as rodovias de São Paulo são boas, que o asfalto é muito bom… Sendo que o recurso de São Paulo é o mesmo que o nosso. O que muda é a forma de aplicação e como se fiscaliza. Estabelecemos mecanismos de transparência. A gente tem que entender que as obras são importantes desde que sejam feitas com qualidade, com data de início e data final, com transparência e mostrando que tanto de recurso está sendo aplicado. Isso muda o conceito da população sobre as gestões.  Hoje basta andar nas rodovias que estamos fazendo que verá que está aplicando o recurso de forma correta, fiscalizando e com os tribunais de Contas fiscalizando.

A partir do momento que se faz um trabalho transparente e mostra pra população onde está o recurso, aí se mostra pra população que há confiança. Mas claro que esse é um processo que precisa ser mudado não só na administração pública. Tem que ser mudado na cabeça das pessoas. 

O partido Republicanos, com Rogério Cruz na Prefeitura de Goiânia, se tornou um grande play político?
Eu acredito que independente de sentar na mesa de negociações ou não, o partido se encontra numa posição de destaque. É uma das poucas capitais, talvez a única, que o partido tem hoje na prefeitura. Então ele não deixa de se tornar hoje uma joia. O prefeito está constantemente em Brasília, nos ministérios de forma geral, principalmente aqueles que são comandados pelo seu partido. Isso vai avançar da forma como o prefeito apresentar o seu trabalho. Ainda está muito turvo para se avaliar o que vem depois. Tem que levar em conta a pandemia e o apoio da população. Antes poderíamos falar apenas dos fatores políticos, mas hoje temos outra situação que cria barreiras. Então depende de uma postura dos gestores. O Governador tem deixado as portas abertas e dado o suporte administrativo para a Capital. Agora se essa parceria vai acontecer politicamente ou não ainda depende dos Republicanos.

Para que fique esclarecido de vez: o sr. quer ou não ir para o Tribunal de Contas dos Municípios?
Nunca trabalhei essa pretensão. Sou uma pessoa nova e particularmente me sinto honrado em saber que meu nome foi ventilado para ocupar uma corte tão importante como essa, mas hoje meu trabalho é ao lado do governador para entregar resultados e um estado diferente. Não trabalho pensando nisso. Não nesse momento.

O que sr. diria aos eleitores se lhe perguntarem: por que o governador Ronaldo Caiado merece mais um mandato, entre 2023 e 2026?
Eu acredito que os resultados dizem mais do que minha resposta. Claro que tudo isso é muito mascarado nesse momento pela crise econômica que estamos passando e pela crise em saúde que é a mais grave. Estamos vendo pessoas perderem a família inteira. Tudo isso dificulta discutir esse processo e apresentar os resultados porque a população não está com cabeça. Mas nós estamos fazendo, as coisas estão acontecendo e eu vejo isso um rumo natural. A prova disso é que se vê continuamente em relação ao nível de aprovação do governo por parte da população. não é um governo de fantasiar as coisas e anunciar as coisas que não entrega. Acredito que isso cai na graça da população porque é isso que é apresentar resultados. Então se a pessoa chegar em mim e falar que vê com bons olhos vai nos mostrar que estamos caminhando na direção certa. 

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