Em 2017, o município de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, aparecia nas manchetes nacionais com um título preocupante. A cidade, que tem hoje cerca de 209 mil habitantes (uma das maiores do estado de Goiás), figurava entre as 30 cidades mais perigosas do Brasil, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, junto com Trindade e Novo Gama. Esse é o justamente o município que Diego Sorgatto (UB) dirige hoje. No entanto, quase 10 anos depois, o cenário tanto na cidade, quando no resto do Estado, é outro.

Dados públicos mostram a dimensão da mudança. Goiás deixou de ter municípios entre as 100 cidades mais violentas do país, enquanto os indicadores criminais caíram drasticamente, conforme indicadores do Atlas da Violência e da Secretaria de Segurança Pública. Reeleito prefeito de Luziânia em 2024 com 75,32% dos votos, Sorgatto atribui a transformação na área da segurança pública à gestão de Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB). Nesta entrevista, o gestor crava apoio a Daniel para o governo do Estado e a Caiado para presidente. Para ele, o apoio massivo dos prefeitos ao emedebista é reflexo da gestão: “Não tem como trazer um resultado político se não houver gestão”. Sorgatto também diz que a segurança pública foi decisiva para a transformação do Entorno, que, segundo ele, chegou a ser chamado de “Faixa de Gaza”. Para o Senado, apoia Gracinha Caiado como “um voto de gratidão” pelo trabalho social. E prevê uma vitória folgada de Daniel na região: “Não tenho dúvida de que o Daniel vai ter aqui um índice de mais de 70% dos votos”.

Ton Paulo – O Jornal Opção apurou que todos os prefeitos do Entorno do DF apoiam a reeleição de Daniel Vilela ao governo de Goiás. Ao que o senhor atribui esse apoio massivo?

Hoje, tenho convicção de que o Daniel vai ganhar a eleição no primeiro turno. Só se alguma coisa muito diferente acontecer para me convencer do contrário. Onde eu ando, onde eu falo, onde a gente vai, sinto esse apoio a ele.

E eu não converso com as pessoas só do Entorno, mas do Estado inteiro. Estou muito convicto de que a eleição do Daniel vai acontecer no primeiro turno. Com relação à questão do Entorno, o motivo é a gestão.

Não tem como trazer um resultado político se não houver gestão. Posso citar, em todas as áreas, as entregas que o governo teve aqui na nossa região. Na saúde, tivemos o primeiro leito de UTI na história da rede pública de Luziânia, com a estadualização do hospital, além da inauguração do Hospital de Águas Lindas.

Na infraestrutura, houve a parceria que a Goinfra fez com as prefeituras para realizar obras de recapeamento, além da construção de novas rodovias.

Na educação, foi o maior volume de investimentos que já vi na história de um governo estadual. Hoje, os alunos têm acesso ao que há de mais moderno, como Chromebooks e recursos depositados diretamente na conta para reduzir a evasão escolar. Na época, era o chamado “Cemzão do Caiadão”, mas o valor da bolsa já aumentou.

Também houve entrega de uniformes, escolas novas, quadras poliesportivas e escolas reformadas. Na área social, nem se fala. A dona Gracinha construiu, na minha opinião, a maior rede de proteção social do país.

São vários programas ajudando a população. Há as iniciativas voltadas à juventude, além do Cartão Dignidade, para auxiliar as pessoas da melhor idade. Também há apoio às mães que enfrentam dificuldades com os filhos, por meio do aluguel social e dos programas voltados às mães de Goiás. Enfim, foram ações que ajudaram as famílias que mais precisam e que passaram a receber atenção.

Até na área de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica existe um cartão para que elas tenham uma renda e consigam sair do ciclo de violência. Enfim, são todas as áreas. O governo estadual teve uma entrega muito grande e uma interação forte com as prefeituras.

Acho que isso é o que vale a pena valorizar, porque não tivemos algo semelhante em nenhum outro momento. Por isso, não tenho dúvida de que o Daniel vai ter aqui um índice de mais de 70% dos votos em todas essas cidades do Entorno.

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Em ordem alfabética, os prefeitos Carlinhos do Mangão, de Novo Gama; Diego Sorgatto, de Luziânia; Dr. Luís Otávio, de Cristalina; Jéssica do Premium, de Santo Antônio do Descoberto; Lulinha, de Cidade Ocidental; Marcus Vinícius, de Valparaíso de Goiás; Simone Ribeiro, de Formosa; e Zezinho do Planalto, de Planaltina de Goiás | Foto: Reprodução

Ton Paulo – Observa-se também que, como você mencionou, houve uma interação muito direta com os prefeitos, com diálogo e investimentos em diversas áreas. Uma das que recebeu muitos recursos foi justamente a segurança pública. Neste ano, o Daniel inaugurou o presídio de Novo Gama, por exemplo, reforçando a segurança do Entorno. Sabemos que a segurança é justamente um dos grandes gargalos da região. Qual é a avaliação que você faz hoje desse segmento no Entorno?

A segurança é o mote do Caiado e, agora, do Daniel. A vitrine dele tem, posso dizer, um Goiás antes e um Goiás depois do Caiado e do Daniel Vilela na questão da segurança pública.

Mas uma coisa que gosto de dizer é a seguinte: se você analisar Goiás, temos várias regiões. Há Rio Verde, Catalão, Goianésia, Jataí. Nenhuma dessas cidades experimentou uma transformação na segurança pública como a que nós experimentamos. Essas outras cidades que citei não tinham problemas tão graves de segurança pública. Melhorou? Sim. Mas aqui a realidade era outra.

O Entorno chegou a ser chamado de Faixa de Gaza. Havia um painel na entrada da BR-040, em Valparaíso, dizendo que você era bem-vindo à cidade mais violenta do país.

Nós já chegamos a ter índices de criminalidade que se destacavam na América do Sul.

Então, para nós, a sensação de transformação foi muito maior do que para esses outros municípios. Recentemente, inauguramos aqui um batalhão do Graer, uma unidade deslocada da capital. Até hoje, em Goiás, somos o único município fora da capital a contar com uma unidade do Graer, responsável pelo patrulhamento com helicóptero, que substitui cerca de 20 viaturas terrestres.

O helicóptero está diariamente aqui, realizando patrulhamento repressivo e ostensivo. Também tivemos a chegada da Rotam, que foi um divisor de águas. Hoje, o cidadão que vive no Entorno tem tranquilidade para ir e vir para sua casa com paz e segurança. Isso nem é mais citado porque já é uma situação consolidada para a população.

Placa mencionada por Diego Sorgatto durante entrevista | Foto: Reprodução

Ton Paulo – Luziânia era, como você mencionou, uma das cidades mais violentas do país em 2017. Junto com Luziânia, também estavam Novo Gama, Senador Canedo e Trindade, que figuravam entre as 30 cidades mais violentas. Quais foram, na sua visão, os principais movimentos do governo que levaram aos índices positivos que temos hoje?

Esse combate que mencionamos significa, para mim, reconhecimento, prestígio e vontade de ajudar a nossa região. Até hoje, a Rotam que temos aqui é o único batalhão destacado da capital. O Graer, que chegou agora, também não tem outra unidade em Goiás fora da capital.

Esse movimento de combate ao crime organizado e ao crime faccionado é muito importante. Se você ligar a televisão diariamente e acompanhar a grande imprensa, o que vemos? Faccionados escondidos em favelas do Rio de Janeiro comandando organizações criminosas.

Ontem, vi em um jornal, durante o almoço, a notícia de um faccionado preso em uma favela do Rio de Janeiro que comandava o crime organizado do PCC em seis cidades do Maranhão. Da mesma forma, morreu um faccionado naquela ação realizada no Rio de Janeiro e em Goiás.

A partir do momento em que o governador entende que é necessário combater esse tipo de crime e impedir que presos tenham condições de comandar organizações criminosas de dentro das cadeias, com um controle mais rígido dos presídios, obviamente conseguiremos atuar de fato e penetrar no crime para atingir sua raiz.

Se não há comando, se é possível quebrar essa estrutura de comando, isso certamente terá consequências para a organização criminosa. Em Goiás, porém, a sensação de segurança se transformou. Posso dizer que, entre os cidadãos que moram na região do Entorno do Distrito Federal, foram eles que mais experimentaram essa transformação.

Base do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), em Luziânia | Foto: Divulgação

Ton Paulo – Temos alguns candidatos, como Marconi Perillo, cuja gestão foi marcada por índices elevados de violência. Em 2016, por exemplo, na gestão Marconi, conforme o Anuário de Segurança, Goiás registrou, em números absolutos, 2.491 crimes violentos letais intencionais. Em 2024, na gestão Caiado, esse número foi de 960, número 61,4% menor. Agora, na pré-campanha, ele passou a falar sobre segurança pública e a prometer mudanças e melhorias na área. Como você avalia essas declarações sobre segurança pública, considerando que foi durante a gestão dele que registramos alguns dos índices mais negativos?

Acho que a fala dele é política, no sentido de tentar criar um antídoto para o que é hoje a principal política pública capaz de convencer o cidadão de Goiás de que a gestão do governo do Estado é bem avaliada. Se você andar e conversar, isso ocorre de forma muito semelhante em qualquer cidade do Estado. Onde você vai, encontra cidadãos satisfeitos com o governo do Estado, especialmente em relação à segurança pública e a outros fatores. Mas a segurança pública é o principal deles.

Penso que o ex-governador Marconi, de forma ousada, usa esse argumento para tentar pegar uma carona ou combater justamente o argumento mais forte do governo, que está consolidado na percepção das pessoas.

É uma fala política para tentar enfraquecer algo que já está consolidado na cabeça da população. Na minha opinião, porém, é uma tentativa em vão, porque essa percepção já está consolidada.

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Prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, ao lado do ex-governador e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado | Foto: Reprodução

Ton Paulo – Essa percepção consolidada que você citou pode ter influenciado para a alta aprovação de Daniel? Ele lidera nas pesquisas de intenção de voto.

Claro. Acho que a questão do Daniel é resultado de uma soma de fatores. O primeiro ponto é a avaliação da gestão do governo estadual. Converso com outros prefeitos de diferentes regiões e nunca vi uma pesquisa de avaliação de gestão em que o governo estadual tivesse menos de 85% ou 86% de aprovação.

Esse é um ponto. Outro é que não existe, no governo, no Estado e entre as pessoas, um sentimento de mudança. Qual é o nome da continuidade de uma gestão que está sendo realizada? É o Daniel.

Há ainda outro ponto que talvez seja um dos mais importantes. O Daniel, desde que assumiu o governo, tem se mostrado um grande governador, diplomático, democrático, que valoriza o diálogo, recebe as pessoas, conversa politicamente com os partidos e faz gestão. Ele tem demonstrado muita habilidade, e isso foi a cereja do bolo para que tudo dê certo. É por isso que formei meu convencimento de que vou ganhar no primeiro turno.

Diego Sorgatto em evento do Governo de Goiás ao lado de Daniel Vilela | Foto: Divulgação

Ton Paulo – Na questão da infraestrutura, como avalia os investimentos feitos, como em construção e revitalização de rodovias?

Posso dizer que mencionei anteriormente, na parte de infraestrutura, que eles nos ajudaram bastante em algo que, na verdade, nem é atribuição do Governo do Estado: as parcerias com as prefeituras para realizar a manutenção das vias urbanas. Eu mesmo recebi aqui vários investimentos da Goinfra, do Governo do Estado, por meio do programa GMM, o Goiás em Movimento, para recapear importantes rodovias municipais.

Além disso, houve a construção de entroncamentos ligando uma região à outra e uma cidade à outra. Aqui mesmo na região, tivemos a GO-330 e tantas outras obras realizadas com recursos do Fundeinfra, que é muito importante para garantir o desenvolvimento do Estado.

Temos um Estado em que o agronegócio é muito forte e as regiões produtivas têm grande relevância. As estradas são instrumentos fundamentais para o escoamento dessa produção. Portanto, investir nessa área contribui diretamente para garantir o desenvolvimento do Estado.

Caiado teve essa sensibilidade, junto com Daniel Vilela. Avançamos muito nessa área, e eles estão de parabéns.

Ton Paulo – Na questão municipal, esse ano a Prefeitura de Luziânia anunciou um pacote de 30 milhões em obras e investimentos, tanto para educação quanto para pavimentação asfáltica. Como é que está o andamento desses investimentos que foram anunciados?

Está tudo em obras. Temos mais de R$ 32 milhões em investimentos, incluindo a construção de praça e de espaços de lazer. Estamos construindo a primeira escola de tempo integral do Distrito do Jardim Ingá.

Só essa obra representa um investimento de R$ 11 milhões. Também temos uma creche no Jardim São Paulo, um bairro que sempre apresentou essa demanda, além de obras de pavimentação em vários bairros.

Enfim, é um conglomerado de obras, com recursos do Tesouro Estadual, do Tesouro Municipal e de parcerias que temos com nossos deputados. Destaco o deputado federal Célio Silveira, o deputado Cambão e, obviamente, o governo do Estado, que tem nos ajudado em tudo isso.

Todas as obras estão em andamento, e temos um grande calendário de inaugurações para o aniversário da cidade, em 13 de dezembro.

Temos três unidades escolares, incluindo essa escola de tempo integral. Estamos prevendo inaugurar todas elas até o final do ano, assim como as obras de pavimentação e de construção de praças que também estamos realizando. São quatro.

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Prefeito Diego Sorgatto, deputado federal Célio Silveira e deputado estadual, Wilde Cambão | Foto: Reprodução

Ton Paulo – Novamente sobre a campanha eleitoral, a região do Entorno foi escolhida pra dar o start da campanha do, tanto do Daniel quanto do Caiado, né? Ao que é que você atribui essa escolha?

A força da nossa região. Penso que não haverá mais uma eleição para governador sem que uma pessoa da nossa região esteja na chapa majoritária, seja como candidata a governador, vice-governador ou senador. Nossa região tem crescido muito em população, número de eleitores e desenvolvimento.

Na área do desenvolvimento, devemos muito à atuação do governo do Estado de Goiás. Luziânia pode ser considerada a mãe do Entorno, porque é a cidade mais antiga da região. É um município quase tricentenário, que deu origem aos municípios vizinhos, que foram sendo desmembrados de Luziânia.

Ficamos muito felizes em ver isso, e a decisão da nossa coligação de começar a campanha por aqui contribui para reconhecer essa importância. Caiado já afirmou inúmeras vezes, publicamente, que sua reeleição em 2022, no primeiro turno, se deve à nossa região, e os números comprovam isso. Ele foi reeleito com 51% dos votos, enquanto aqui não houve nenhuma cidade em que sua votação tenha sido inferior a 67% ou 68%. 

Quando consideramos o número de eleitores da região, de fato, foi uma votação que contribuiu para a vitória. Estou muito convicto de que isso também acontecerá com o governador Daniel.

Prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, ao lado do ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, durante evento político no Entorno do Distrito Federal | Foto: Cleben Lopes / Jornal Opção

Ton Paulo – Na área da saúde, Diego, sabemos que um dos objetivos cumpridos pelo governo Caiado foi a regionalização da saúde. Tivemos, por exemplo, a inauguração de várias policlínicas. Isso acabou impactando a sua região, em Luziânia?

Com certeza. A regionalização da saúde nos ajudou muito. Nós fomos beneficiados diretamente por esse processo. Quando procurei Caiado para estadualizarmos o Hospital Estadual de Luziânia, fui o primeiro a abraçar a ideia, a assumir o compromisso e a bancar a iniciativa.

Hoje, quem mantém a estrutura do Hospital Estadual de Luziânia é o governo do Estado. Temos atualmente um hospital com dez leitos de UTI, algo que nunca tivemos na história.Começamos como hospital de campanha e chegamos a ter 50 leitos de UTI durante a pandemia, o que foi fundamental para salvar milhares de vidas. Hoje, com o Hospital de Luziânia, a Policlínica de Formosa, o Hospital de Águas Lindas e o Hospital de Formosa, nossa região está contemplada como nunca esteve. Estou falando de quatro unidades que não existiam na gestão anterior.

Não tínhamos hospital estadual em Luziânia, nem unidade estadual em nenhum outro ponto da região. Também não tínhamos um único leito de UTI na rede pública em uma região com cerca de um milhão de habitantes.

Era necessário buscar atendimento em Brasília ou Goiânia. Hoje, graças ao governo do Estado e a todas essas unidades, essa realidade está mudando.

Ton Paulo – Na corrida ao Senado, você declarou apoio a Gracinha Caiado e a Gustavo Mendanha. Por quê?

O apoio a Gracinha representa, acima de tudo, um apoio de gratidão por tudo o que ela fez e pelo trabalho que realizou não apenas em Luziânia, mas em toda a região. Não tenho esse número de cabeça, mas acredito que pelo menos 20 mil famílias recebam algum dos cartões da rede de proteção social que ela construiu ao longo de seu trabalho como primeira-dama e coordenadora do Goiás Social na região, com benefícios como o Cartão Dignidade, o Mãe de Goiás, o Aluguel Social e tantos outros.

É um voto de gratidão, e tenho certeza de que a população de Luziânia saberá receber e reconhecer essa gratidão pela dona Gracinha. Além disso, confiar a ela a missão de nos representar no Senado significa, na minha opinião, escolher uma pessoa preparada para discutir, no Senado Federal, questões sociais e socioeconômicas, com o objetivo de combater a pobreza, a miséria e retirar as famílias da situação de vulnerabilidade.

Não temos, no país, uma pessoa mais preparada para discutir essas questões no Senado do que a dona Gracinha. Então, é um voto de gratidão e também uma aposta em uma pessoa que, tenho certeza, vai nos representar muito bem.

E o Gustavo Mendanha representa um voto de esperança, em uma pessoa cuja trajetória admiro muito. Ele não tem um histórico tão expressivo de atuação na região do Entorno do Distrito Federal, mas é uma referência para Aparecida e para a Região Metropolitana e uma pessoa que, acredito, ainda tem muito a contribuir com Goiás também no Senado.

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Diego Sorgatto ao lado de Gracinha Caiado | Foto: Reprodução

Ton Paulo – Quais são os maiores gargalos de Luziânia e região que serão apresentados para o próximo governador?

Aqui temos um grande desejo, que já tenho discutido com o governador: avançar na área industrial. Queremos desenvolver, em Luziânia, uma parceria com o governo do Estado para criar um parque industrial, industrializar a cidade e ampliar as oportunidades de geração de emprego e renda para a população.

Na área de infraestrutura, que sempre representa um desafio por envolver obras de alto custo, temos limitações para realizar determinados investimentos apenas com recursos da prefeitura. Estou, inclusive, contratando uma assessoria para buscar uma operação de crédito que nos permita avançar em obras de pavimentação asfáltica, drenagem e macrodrenagem. Estamos falando de obras que custam R$ 10 milhões, R$ 15 milhões ou R$ 20 milhões, valores que a receita corrente do município não permite investir na velocidade que gostaríamos.

Portanto, são duas pautas principais: avançar na infraestrutura e na industrialização do município. São essas as questões que tenho discutido com o governador Daniel.

Ton Paulo – E você sentiu um sinal positivo vindo dele a respeito dessas questões?

Com certeza. Em relação ao avanço da industrialização, ele me falou, inclusive, sobre uma parceria que podemos desenvolver com a Codego para buscar uma área, realizar a desapropriação e viabilizar a implantação de um parque industrial. Temos discutido isso de forma bastante avançada.

Acredito que a eleição dele será, obviamente, um instrumento para conseguirmos avançar nesse projeto.

Ton Paulo – Quando falamos em parque industrial, seria algo nos moldes do Daia, em Anápolis? Como seria?

Exatamente. Seria uma estrutura semelhante, guardadas, obviamente, as proporções entre os municípios. Aliás, acredito que, na questão logística, Luziânia é ainda melhor posicionada que Anápolis, porque estamos às margens da BR-040, que atravessa o país.

Estamos a 40 minutos da capital federal e do aeroporto de Brasília. Na minha avaliação, temos condições logísticas muito favoráveis para que empreendimentos do Sul, do Norte ou do Nordeste possam instalar aqui um centro de distribuição, uma filial, uma nova empresa ou uma nova indústria.

Temos condições muito favoráveis para oferecer atrativos às grandes indústrias do país e, obviamente, atuar em parceria com a prefeitura e com o governo do Estado na geração de emprego, renda e receita para a nossa região.

Daia em Anápolis | Foto: Codego/Reprodução

Ton Paulo – Quanto a Ronaldo Caiado, como você vê o projeto dele para o Palácio do Planalto?

Estou muito entusiasmado. Acho que, neste momento, quem está mais preocupado com política somos nós, que somos políticos, e a imprensa, que acompanha e participa do debate político. As pessoas estão cuidando da própria vida e ainda não estão preocupadas com a eleição e provavelmente vão decidir na última quinzena.

Mas acredito que, quando Caiado entrar no debate da grande imprensa e da grande mídia para apresentar o projeto de país que tem, mostrar o que fez em Goiás e o que pode fazer pelo Brasil, ele terá condições de conquistar o eleitor.

Nunca estive em um lugar com Caiado em que ele tenha apresentado o que fez e a população não tenha saído convencida.

É nisso que acredito. Se o brasileiro conhecer Caiado como nós, goianos, conhecemos, acredito que ele poderá ganhar a eleição e se tornar um grande presidente, capaz de transformar o Brasil para melhor.

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“Nunca estive em um lugar com Caiado em que ele tenha apresentado o que fez e a população não tenha saído convencida”, diz Diego Sorgatto | Foto: Jornal Opção

Ton Paulo – Você foi reeleito prefeito de Luziânia, com uma fatia expressiva dos votos. Na próxima eleição, você já não poderá concorrer novamente à prefeitura. Quais são seus planos políticos?

É uma pergunta que muitas pessoas têm feito. Estamos avançando agora para o final da primeira metade, por assim dizer, do mandato. Há pouco tempo, quando uma pessoa me fez essa mesma pergunta, respondi que não faço planos.

Obviamente, não vou disputar a eleição deste ano e, pela legislação eleitoral, também não poderei disputar a eleição daqui a dois anos. Meu maior objetivo é entregar uma grande gestão.

Nos próximos dois anos que ainda restam, quero continuar trabalhando muito para honrar a confiança do povo de Luziânia, entregar uma grande gestão e atuar politicamente para tentar eleger um sucessor. Ainda não temos um nome definido, mas, com certeza, o grupo que me acompanha e me ajuda a fazer essa gestão terá um nome.

Esse é o grande objetivo. Para depois, não tenho nenhum desejo ou plano traçado. O futuro a Deus pertence, e ainda está muito longe.