A revista inglesa The Economist publicou nesta sábado, 29, um artigo analisando o segundo turno das eleições e afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o favorito, mas que o atual governante, Jair Bolsonaro (PL), ainda pode vencer o pleito. A publicação levou em conta inúmeras pesquisas eleitorais divulgadas durante a semana que mostraram um empate técnico entre os dois, levando em conta a margem de erro.

“Pela maior parte deste ano, a eleição presidencial brasileira parecia que seria vencida por Luiz Inácio Lula da Silva, um esquerdista que foi presidente entre 2003 e 2011”, disse o artigo, destacando a distância de 52% para 48%, a favor do petista. “Pesquisas colocavam Lula, como ele é conhecido popularmente, na frente de Jair Bolsonaro, o atual presidente de direita, por dígitos duplos de diferença. Ainda assim, o primeiro turno, de 2 de outubro, foi muito mais acirrado do que institutos de pesquisa e analistas previram”, completou.

O artigo destacou que apesar da possibilidade, “a matemática ainda está a favor de Lula” com base nos votos para outros candidatos e não-válidos.

Por fim, destacou o aumento na violência política da campanha das eleições deste ano. “Quem quer que vença no dia 30 de outubro vai governar um país dividido e fracionado”, afirmou a revista.