O jornalista e pré-candidato a deputado federal por Goiás pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) Matheus Ribeiro afirmou que não reduzirá a sua campanha apenas a pautas LGBTQIA+. “O meu projeto político não é uma questão identitária. Isso me define, mas não me limita”, disse Ribeiro. O político declarou que deseja trabalhar para melhorar a vida das pessoas, destacando o combate à fome e as desigualdades sociais.

“A questão mais emergencial que nós temos no Brasil é sem dúvida o combate à fome. Temos 33 milhões de pessoas vivendo em insegurança alimentar, mais de 10% da população do país”, conta o candidato ao Jornal Opção. “É algo que deveria nos indignar todos os dias e nessa medida, a gente tem visto apenas programas sociais com finalidades eleitoreiras”, completa.

O jornalista explica que programas de transferência de renda são importantes no curto prazo, porém faltam medidas para o médio e o longo prazo. “Precisamos falar de qualificação profissional, fomento ao empreendedorismo, incentivo ao crédito e garantia para que as pessoas possam conduzir suas próprias vidas com autonomia e independência”, expôs o apresentador.

Matheus destaca ainda que a população não vê propostas que proporcionem uma transformação na vida das pessoas nos níveis estaduais e federais. “Eu quero ser uma voz no Congresso Nacional que defenda e apresente projetos relacionados a isso, que possa ser uma voz daqui de Goiás para o Brasil”, declarou.

Bancada LGBTQIA+

Apesar de afirmar que não pretende focar apenas nas pautas mais identitárias, Matheus Ribeiro não esquece da causa e defende a atuação de parlamentares que lutem com foco no bandeira: “Cumprem o papel de representação”. Ele também ressaltou que fez parte do lançamento de uma bancada do orgulho com outros políticos, inclusive opositores.

“Assinamos uma carta compromisso da Aliança Nacional LGBTQI+ assegurando que, caso eleitos, seremos pessoas no parlamento, Assembleia e Câmara Federal, para defender pautas que sejam o combate ao preconceito”, conta Ribeiro. “Isso deve ser um compromisso social. Combater o preconceito não é favorecer apenas essa comunidade, é favorecer um mundo mais tranquilo, um mundo melhor”, completa.