O tucano Marconi Perillo pode ser candidato a presidente em 2018

Avalizado por empresários e economistas de primeira linha do país, até com presença internacional, e avaliado positivamente por políticos de outros Estados, o governador de Goiás amplia sua inserção na política nacional

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 1998, aos 35 anos, Marconi Perillo era deputado federal, dos mais atuantes, mas não havia disputado nenhuma eleição majoritária. A oposição pretendia lançar o deputado federal Roberto Balestra para disputar o governo de Goiás contra um ícone da política regional — Iris Rezende Machado, então com 65 anos. Mas as pesquisas qualitativas e quantitativas sugeriam que o parlamentar tinha condições de ser eleito no máximo a prefeito de Inhumas, sua Ítaca. O que fazer? O postulante do PMDB, no auge de sua popularidade, era líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto — mais de 70%. Era imbatível.

Trinta anos mais novo do que Iris Rezende, Marconi Perillo pediu para examinar as pesquisas qualitativas. Depois de verificá-las cuidadosamente, como é de seu feitio (o pesquisador Gean Carvalho, do Instituto Fortiori, costuma dizer que é o político que mais extrai informações precisas das pesquisas), concluiu que, de fato, o peemedebista-chefe era difícil de ser derrotado. Mas, como Deus mora nos detalhes, o jovem tucano percebeu uma filigrana, que a olhos desatentos passava despercebida: as pesquisas sugeriam que Iris Rezende estava em primeiro lugar não exatamente por seus méritos, e sim porque faltava uma alternativa vista como capaz de superá-lo. Mais: registravam que havia um certo “cansaço” em relação ao ex-governador. Para derrotá-lo, ao menos para tentar, era preciso apresentar um nome novo, com ideias de fato novas e uma crítica perspicaz ao candidato da situação.

De Brasília, chegava sinais do presidente Fernando Henrique Cardoso — que tinha apreço por Iris Rezende, seu ex-ministro — para que se firmasse uma aliança com o decano peemedebista (iristas chegaram a oferecer uma “secretaria no futuro governo”). Optando por uma interpretação diferente, ancorada na racionalidade — os detalhes precisos das qualis —, Marconi Perillo discordou e aproximou-se do ministro Sérgio Motta, primeiro-amigo do presidente. Serjão, como era conhecido, empolgou-se com aquele jovem intimorato e determinado.

Postas as candidaturas, Iris Rezende começou “eleito” e Marconi Perillo bem atrás. O tucano chegava a vestir uma camisa azul — era o “moço da camisa azul” — para se apresentar e se tornar mais conhecido. Aos poucos, começou a expor seu ideário, sugerindo que seria uma renovação geral, em termos políticos, culturais e administrativos. Enfim, uma mudança estrutural de mentalidade. Ao mesmo tempo, criou um marketing eficiente de ataque: a história da panelinha. O grupo de Iris Rezende estava no poder havia 16 anos, com as mesmas pessoas revezando nos cargos.

Ao perceber que Marconi Perillo era de fato uma alternativa, tanto política quanto administrativa, os eleitores começarem a observá-lo melhor e com mais interesse. Pouco a pouco, a frente de Iris Rezende — que era inercial, por falta de adversário consistente — começou a se dissolver. O garoto saiu de 3%, subiu para 12% e rapidamente superou os 30%. Só não ganhou no primeiro turno porque a máquina peemedebista era poderosa, inclusive na divulgação de pesquisas suspeitas.

No segundo turno, contra um Iris Rezende em pânico, Marconi Perillo se elegeu com relativa facilidade, considerando que a máquina peemedebista fez uma campanha pesada e, até, suja. Na eleição seguinte, disputando contra Maguito Vilela, do PMDB, o tucano voltou a vencer. Por que derrotou os dois principais líderes do partido em Goiás? Seus adversários apontam o uso da máquina, em 2002. Mas, em 1998, o que explica o atropelamento eleitoral de Iris Rezende? Primeiro, a falta de sintonia do peemedebista com os goianos — trata-se da história do político está no mesmo espaço, mas não no mesmo tempo dos eleitores (o peemedebista havia ficado para trás, não havia entendido a modernização de Goiás). Segundo, os peemedebistas (e os petistas) não entendem a evolução política e pessoal do tucano-chefe. A crítica politizada, de matiz eleitoreira, não compreende o homem e político real — o que, longe de enfraquecê-lo, o torna mais forte e resistente.

Sugerimos que o leitor observe alguns detalhes. O PMDB, no governo de Ma­guito Vilela, derrubou o Hospital Adauto Botelho e a área, se o Ministério Público não impedisse, teria sido repassada à Sociedade Goiana de Agricultura e Pecuária (SGPA). Para quê? Para ser transformada em estacionamento. Entenda o que significa modernização: Marconi Perillo construiu na área um hospital público moderníssimo — o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, mais conhecido pela população como CRER (abreviatura apropriada, pois, no caso, crer significa esperança). O CRER tem sido indicado pelo Ministério da Saúde — na gestão petista — como modelo para outros Estados.

Na área de inclusão social, Marconi Perillo fez programas avançados e, por isso, copiados por alguns governos, inclusive os do PT. A Bolsa Universitária se tornou um dos mais poderosos instrumento de atração de estudantes pobres para a universidade. Milhares se formaram e estão se formando graças ao incentivo. Com um detalhe: o programa tem porta de entrada e porta de saída. O governo tucano criou também a Renda Cidadã. Trata-se de um incentivo social, mas não politizado. O programa anterior, do PMDB, exigia que as pessoas fossem buscar as cestas básicas e, chegando lá, eram recebidas por políticos. Ao criar um cartão, que a pessoa leva diretamente às agências bancárias, o tucanato tornou o programa impessoal, quer dizer, tornou-o resultado de uma ação do Estado, não de um político “x” ou “y”. Na época, um político, figura de proa do DEM, sugeriu que o jovem tucano iria perder votos. Nunca perdeu uma eleição.

Quando Marconi Perillo se tornou governador, a maioria dos professores das escolas públicas não tinha curso superior. Um programa de governo incentivou os professores da rede estadual a voltarem aos bancos escolares e a se graduarem. A maior parte se formou e vários chegaram a fazer mestrado e doutorado. Aos que sabem observar com correção — sem a ideologização que turva a capacidade pensar de maneira independente e livre —, isto é modernização.

Havia uma reclamação generalizada: os governos do PMDB percebiam o funcionalismo como “carne podre” e, por isso, não se devia investir nele. Marconi Perillo, pelo contrário, buscou qualificá-los e melhorou os serviços públicos. O Vapt Vupt se tornou um modelo nacional em termos de serviços públicos eficientes e rápidos. O sistema de gerentes ampliou a ação da meritocracia no setor público.

O incentivo fiscal Produzir atraiu várias indústrias para Goiás. As chamadas cadeias produtivas estimularam a expansão econômica global do Estado. Tanto que o agronegócio é poderoso. Pode-se dizer, inclusive, que as oposições não entenderam a modernização de Goiás e, por isso, ficaram para trás. Os eleitores parecem conectá-la ao período de Marconi Perillo no poder.

Adeus ao populismo

Em 2006, mesmo com um candidato a governador duvidoso, Alcides Rodrigues, que parecia sonolento, o grupo de Marconi Perillo conseguiu derrotar o candidato do PMDB, Maguito Vilela — que era o melhor nome do partido. Alcides Rodrigues fez um governo sofrível e rompeu com seu criador.

Em 2010, contra Marconi Perillo, Alcides Rodrigues bancou o empresário Vanderlan Cardoso e o PMDB voltou a insistir com Iris Rezende. Marconi Perillo, então sem a estrutura do governo, derrotou os dois — indicando profunda sintonia com os goianos. Foi eleito pela terceira vez.

Em 2014, com a sinalização de que se avizinhava uma tempestade econômica de origem nacional — em decorrência dos equívocos do governo da presidente Dilma Rousseff —, Marconi Perillo volta a postular o governo. Aliados recomendavam que reduzisse o ajuste fiscal e a contenção de despesas, com a finalidade de ganhar aliados e agradar a todos. Pelo contrário, o tucano-chefe fez um ajuste rigoroso, com contenção em várias áreas. Era um modernizador contendo o populismo de alguns aliados. Repórteres do Jornal Opção chegaram a ouvir: “Se Marconi Perillo continuar processando cortes em várias áreas, inclusive com demissão de comissionados, o que desagrada a máquina política, poderemos perder as eleições”.

O tucano-chefe ouvia as ponderações e dizia que os interesses do Estado estavam acima dos interesses pessoais, eleitorais e circunstanciais. Político extremamente racional, que opera por intermédio do planejamento e, politicamente, por meio de pesquisas, quantis e qualis, Marconi Perillo não abdica, porém, de seu faro apuradíssimo. Ele percebeu que, se não fizesse os cortes em 2014, mesmo correndo o risco de perder as eleições, não teria condições de governar a partir de 2015. Em vários Estados, os governadores continuaram gastando, nomeando servidores e contemplando seus aliados políticos. O resultado é que, hoje, o governo de Goiás continua pagando os servidores (não atrasou nem o 13º salário) e fornecedores e não paralisou a maioria de suas obras. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, pelo menos 11 Estados estão em situação falimentar. Não fizeram o dever de casa em tempo hábil e, por isso, destroçaram suas economias e as contas públicas. Marconi Perillo, pelo contrário, foi previdente. Um dos economistas mais brilhantes do país, Pérsio Arida — que chegou a lecionar no Massachusetts Institute of Technology (MIT) —, avaliou o ajuste do tucano como um dos mais competentes do país.

Goiás não é uma ilha, mas o governo fez a lição de casa. O resultado é que o governo não contribui para piorar a crise econômica e ajuda a reduzir o impacto da crise nacional no Estado.

Inserção nacional

José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Eduardo Paes, Lula da Silva são alguns dos políticos cotados para a disputa de 2018. São nomes batidos e, até, desgastados. A única novidade é o prefeito do Rio de Janeiro | Foto: Jessika Lima/AIG-MRE, Gilberto Marques/A2img, Nuno Pereira/PSDB e Tânia Rêgo/Agência Brasil

José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Eduardo Paes, Lula da Silva são alguns dos políticos cotados para a disputa de 2018. São nomes batidos e, até, desgastados. A única novidade é o prefeito do Rio de Janeiro | Foto: Jessika Lima/AIG-MRE, Gilberto Marques/A2img, Nuno Pereira/PSDB e Tânia Rêgo/Agência Brasil

Nelson Rodrigues detectou no Brasil o “complexo de vira-lata”. O brasileiro, segundo o genial dramaturgo, parece não acreditar em si e por vezes avalia que o estrangeiro é melhor. Agora mesmo, jornais ingleses e americanos debocham dos políticos nacionais e os brasileiros repercutem nas redes sociais, divertindo-se, duvidando-se de si mesmos (porque os políticos não são diferentes das pessoas comuns). Os brasileiros sequer notam que Donald Trump, o candidato do Partido Republicano, é uma espécie de palhaço, só que, diferentemente do deputado Tiririca, é perigoso. O americano é bilionário, mas é um palhaço consumado e, para piorar, de matiz fascista (ainda que o termo fascista não seja tão preciso para nomear sua vagueza ideológica e fatuidade), e nada liberal.

Se nas chamadas “cortes”, São Paulo e Rio de Janeiro, há indivíduos, inclusive jornalistas, que esbaldam-se com as críticas do jornal americano “New York Times” e da revista inglesa “The Economist”, nos Estados periféricos, por vezes com escassa autonomia crítica, há quem avalie que seus políticos não estão preparados para a política nacional. Quando se fala que o governador de Goiás, Marconi Perillo — eleito quatro vezes e com um cartel qualitativo de realizações (a área de saúde, com as organizações sociais, está se tornando outra referência nacional) —, pode disputar a Presidência da República, há goianos, que nem são ideológicos e partidários, que duvidam. Uns dizem que Goiás tem menos de 4% do eleitorado nacional e, por isso, teria dificuldade de bancar um presidente (ora, o candidato a presidente não representa um Estado, e sim o país). Os nordestinos não pensam assim e, por isso, têm forte presença na política nacional.

É fato que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, Estados mais ricos e com maior eleitorado do país, têm presença política mais forte. Mas o país parece cansado das lideranças dos três Estados e quer e cobra alternativas. O tucano José Serra já foi derrotado por Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele pode ser candidato, em 2018, pelo PMDB. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, já foi derrotado uma vez para presidente e não empolga o país — é, como José Serra, “paulista demais”. É cotado para disputar pelo PSB, partido do qual é o principal aliado em São Paulo. O tucano Aécio Neves perdeu para Dilma Rousseff, em 2014, e terá de se explicar à Operação Lava Jato. A imagem de “petista do tucanato” pode ser letal para seu projeto político. O PMDB tem no prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, uma novidade. É um gestor competente, mas está numa má fase. Seu candidato à sucessão é apontado como espancador de mulher. Recentemente, um trecho de uma ciclovia no Rio de Janeiro caiu e duas pessoas morreram. Maus augúrios. O PT não tem alternativa: se não for preso, condenado pela Justiça e, daí, perder os direitos políticos por oito anos, em decorrência da Operação Lava Jato — o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, percebe o petista como chefe do petrolão —, Lula da Silva será seu candidato a presidente.

Fora Eduardo Paes, do PMDB — que pode se tornar mais competitivo do que José Serra, tido como político desagregador pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (a informação está no primeiro volume de seus diários) —, o que há de novo no espectro político nacional? Marconi Perillo é um dos poucos nomes. Não se trata de uma “goianada”, de uma patriotada de jornal do Cerrado.
Aos poucos, Marconi Perillo tem buscado uma maior inserção política nacional, apresentando suas ideias ao país. O fato é que tem sido bem aceito. Recentemente, depois de uma palestra em Harvard, uma das universidades mais importantes dos Estados Unidos e do mundo, o governador foi abordado pelo empresário Jorge Paulo Lemann.

Homem mais rico do Brasil, e sempre nas listas dos homens mais ricos do globo — elogiado inclusive por Warren Buffett, outro bilionário —, Jorge Paulo Lemann ficou impressionado com a exposição do governante. Ele visitará o Estado para conhecer o ajuste feito por Marconi Perillo, com o apoio da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, nas contas do Estado. O bilionário quer saber também sobre o plano do tucano-chefe para colocar organizações sociais para gerir as escolas públicas, com o objetivo de dotá-las da qualidade das escolas particulares. Tanto Jorge Paulo Lemann quanto Marconi Perillo acreditam que o modo adequado de incluir os pobres na sociedade e no mercado é dotá-los de formação escolar moderna e de qualidade. Trata-se do que se pode nominar de integração e libertação definitivas.

Marconi Perillo, governador de Goiás por quatro mandatos, tem sido elogiado por empresários de peso, como Jorge Gerdau e Jorge Paulo Lemann. Ele pode ser candidato a presidente da República em 2018 | Fotos: Antonio Cruz/ABr e Scott Olson/AFP

Marconi Perillo, governador de Goiás por quatro mandatos, tem sido elogiado por empresários de peso, como Jorge Gerdau e Jorge Paulo Lemann. Ele pode ser candidato a presidente da República em 2018 | Fotos: Antonio Cruz/ABr e Scott Olson/AFP

Ressalte-se que Jorge Paulo Lemann não tem qualquer interesse financeiro em Goiás. Pelo contrário, pode ajudar o Estado, se avaliar que as iniciativas têm mesmo consistência. O empresário é focado em resultados, como o próprio Marconi Perillo, que tem “alergia” a discursos pomposos e vazios.

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, o rei do aço, mantém contato frequente com Marconi Perillo. Ele tem elogiado as ações do governador e, até, sugerido que dispute a Presidência da República. Integrantes da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) cada vez mais ouvem o gestor do Cerrado e avaliam que o ajuste que fez na máquina pública — e continua fazendo — deveria servir de modelo para outros Estados. O tucano é visto como um político que sabe induzir o crescimento econômico associado a ações para ampliar o desenvolvimento (que é o aproveitamento dos dividendos do crescimento).

Vicente Falconi, uma das estrelas da consultoria administrativa do país, colunista da revista “Exame” e Ph.D pela Universidade do Colorado, frequentemente, em suas palestras, menciona Goiás como um Estado com estrutura mais enxuta e no qual o governador interfere de maneira positiva e criativa. Porque, na visão dele e de alguns economistas, Marconi Perillo pensa no Estado como um instrumento eficaz para melhorar a sociedade. O Estado não pode ser um peso para a sociedade. Por isso, com um governo menos caro, sobram mais recursos para investir em benefício da sociedade, quer dizer, de todos.

Pode parecer paradoxal, mas, no momento, o Brasil olha Marconi Perillo de maneira mais atenta do que Goiás. Ao ser eleito presidente da República, Barack Obama, negro num país extremamente racista — daí o rigor das leis —, mandou um mensagem: “Todos podem, não só os brancos, se tornar presidente”. O Brasil não é diferente: um goiano, assim como um cearense (Ciro Gomes nasceu em São Paulo, mas se fez político na terra de Rachel de Queiroz e José de Alencar), pode disputar a Presidência da República. Já em 2018. Que tal superar um possível complexo de vira-lata?

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Welbi Maia Brito

Geraldo Alckmin, sem dúvida, é um dos políticos mais experientes e de maior destaque do país. Dirige o principal Estado da nação pela quarta vez. Foi reeleito no primeiro turno com uma votação muito expressiva. Perdeu em apenas um município dos 645. Foi também vereador, prefeito, Deputado Estadual e Federal. Sua trajetória o credencia a disputar qualquer cargo. Se Alckmin for candidato, terá meu apoio e meu voto.

Ricardo Silva

Nem precisava falar. Basta visitar sua página no Facebook pra ver que mais que eleitor você é um garoto propaganda de Alckmim, diga-se de passagem, tbm acredito ser um bom político. Mas acho bom você prestar atenção neste possível candidato do Centro Oeste brasileiro.