Iris Rezende é o Rei Lear do PMDB, mas ninguém do partido luta para encerrar seu ciclo em definitivo

O PMDB de Goiás prega a renovação e a mudança. Porém, ao manter Iris Rezende, de 81 anos, como principal líder sugere que se trata de um partido estagnado. Por que não se tira o cacique da liderança? Porque os possíveis líderes não querem enfrentá-lo, sem entender que isto é inadiável

Maguito Vilela (prefeito de Aparecida de Goiânia), Daniel Vilela (deputado federal) e Júnior Friboi (empresário): os três políticos parecem não entender que, se não enfrentarem  Iris Rezende com vigor, o PMDB continuará perdendo eleições. Eles precisam matar, simbolicamente, o pai político, mas sobretudo precisam afastá-lo das decisões partidárias | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Maguito Vilela (prefeito de Aparecida de Goiânia), Daniel Vilela (deputado federal) e Júnior Friboi (empresário): os três políticos parecem não entender que, se não enfrentarem Iris Rezende com vigor, o PMDB continuará perdendo eleições. Eles precisam matar, simbolicamente, o pai político, mas sobretudo precisam afastá-lo das decisões partidárias | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Políticos e empresários dos Estados Unidos viam Oswaldo Aranha (1894-1960) como possível presidente da República do Brasil. Muitos auxiliares do presidente Getúlio Vargas, como Góis Monteiro e Eurico Gaspar Dutra, atuaram para o país apoiar a Alemanha nazista. Osvaldo Aranha, pelo contrário, era favorável aos Aliados, tanto que era visto como “americanófilo” e “amigo” dos judeus. Por que, admirado e respeitado internamente e tendo apoio externo, não conseguiu se tornar presidente? Só mesmo um livro magistral, como “Oswaldo Aranha — Uma Biografia”, do brasilianista Stanley Hilton, pode responder a contento, com espaço adequado para lidar com a história como “problema”, como questão às vezes insolúvel. Para efeito deste Editorial, a questão pode ser resumida em dois pontos. Primeiro, do ponto de vista estritamente político, da negociação com as forças em jogo, não era páreo para Vargas.

Segundo, sendo aliado de Vargas, não se sentiu a vontade para enfrentá-lo. Não quis disputar espaço com o líder, por julgá-lo aliado ou por temê-lo política e eleitoralmente. É possível que, sem o Estado Novo (1937-1945), que aboliu as eleições, teria chegado à Presidência, quem sabe com o apoio de Vargas? Sim. Mas não chegou. Só “chega” ao poder, ou mantém o mando político, aquele que se arrisca, que decide pelo enfrentamento. O problema de Oswaldo Aranha é que não conseguiu, não quis ou não teve a chance de enfrentar o líder-mor, não quis confrontá-lo. Aqui e ali, preterido em alguma coisa, reclamava e até ameaçava abandonar o cargo que ocupava no governo de Vargas. Só, nada mais.

Iris perdeu cinco Normandias

O PMDB de Goiás está com o complexo de, podemos dizer, Oswaldo Aranha — uma espécie de oswaldoaranhite? Os casos são diferentes, porque, na prática, Oswaldo Aranha sempre aceitou ser a segunda ou última voz — esmagado pela figura-presença patriarcal de Vargas. Nunca o questionou com a energia necessária. Há outra diferença: Vargas, líder vencedor, governou o país por quase 20 anos. É muito difícil, quase impossível, contestar líderes longevos que são vencedores.

Em Goiás, se há um líder longevo, não se pode frisar que é inteiramente vencedor. Se estivesse na Normandia, em 1944, teria levado seus soldados para a morte certa. Iris Rezende foi eleito governador de Goiás, em 1982, quando o PMDB conseguiria eleger até uma folha de soja não transgênica ou um ornitorrinco.

Em 1990, consolidado como líder patriarcal, foi eleito para o segundo mandato de governador. Nos dois governos, administrou a máquina pública com mãos de ferro, subjugando os aliados e expurgando líderes que ousavam confrontá-lo. Mauro Borges, Henrique Santillo, Irapuan Costa Junior, Lúcia Vânia e Nion Albernaz, para citar apenas cinco políticos, ousaram discordar de suas ações e de seu comportamento político, típico de líderes patrimonialistas, e tiveram de sair do PMDB. Em 1994, devido a divisão das oposições — Lúcia Vânia e Ronaldo Caiado se atacaram no primeiro turno e não se aliaram no segundo turno —, contribuiu para a vitória do peemedebista Maguito Vilela ao governo do Estado.

A partir de 1998, começou o calvário de Iris Rezende, que, pouco dado às ideias, a entender a modernização do Estado, que tornava os eleitores cada vez mais livres da tutela de políticos fortes, patriarcais, não percebeu a mudança dos “ventos” políticos, sociais e culturais. Líder nas pesquisas quantitativas, aquelas que indicam inicialmente apenas que os eleitores estão “apoiando” o mais conhecido e ainda não percebem alternativas viáveis, não se interessava em examinar os resultados das pesquisas qualitativas. Havia espaço para Maguito Vilela ser reeleito, pois era bem avaliado pela sociedade, mas Iris Rezende atropelou o aliado — que não quis reagir —, disputou as eleições e perdeu para o jovem Marconi Perillo, do PSDB, que tinha 35 anos. Marconi Perillo elaborou seu marketing político-eleitoral a partir de pesquisas qualitativas — que mostravam que o eleitor queria mudança, renovação. Há 16 anos, os eleitores já percebiam Iris Rezende como “superado”, como o sr. de um tempo que eles não queriam que voltasse ao poder.

Na eleição de 2002, o PMDB fez a coisa certa: bancou Maguito Vilela para governador. Era, então, o que o partido tinha de melhor. Porém, para o governo, o tempo do peemedebista havia passado. Os eleitores queriam a continuidade da gestão do governador Marconi Perillo, não um retorno aos métodos antiquados do PMDB. Iris Rezende perdeu a eleição para senador para a experiente Lúcia Vânia e para o novato Demóstenes Torres. Era sua segunda derrota e o PMDB deveria ter ficado alerta. Seus líderes deveriam ter prestado atenção na frase de Golbery de que uma derrota “atrai” e “produz” outra derrota.

Em 2006, contra um político frágil, o então governador Alcides Rodrigues, o PMDB bancou, pela segunda vez, Maguito Vilela. Parecia uma boa ideia, mas não era. O partido poderia ter começado a se renovar naquele ano. Apoiado por Marconi Perillo, Alcides foi eleito. A vitória tem a ver com o fato de que os eleitores queriam continuar com um projeto que avaliavam como modernizador. O projeto de Marconi Perillo não era diferente do patrocinado pela sociedade. Pelo menos era a percepção dos eleitores.

Uma derrota eleitoral deve ser útil para que se faça balanços eleitorais consistentes e realistas. Entretanto, provando que está sempre tangenciando as verdadeiras causas de suas derrotas — uma profunda desconexão com os goianos reais, não aqueles produzidos por uma imaginação acanhada e primária, e a falta de projetos para alavancar a continuidade da modernização do Estado (pouco conceituais, os peemedebistas não estão entendendo o que ocorre no país e no Estado) —, o PMDB voltou com Iris Rezende na disputa de 2010, e exatamente contra Marconi Perillo, então fora do poder.

Como havia sido eleito prefeito de Goiânia, maior cidade de Goiás, em 2008, Iris Rezende e aliados acreditaram que os eleitores haviam mudado sua interpretação a respeito do velho cacique. Como não é dado a examinar questões específicas, a partir de pesquisas quantitativas e, sobretudo, qualitativas, o peemedebista não soube entender que foi eleito, menos por seus méritos, e mais pelos deméritos do petista Pedro Wilson, que, embora seja um político decente, não era um prefeito-gestor eficiente e bem avaliado. Os eleitores não escolheram o “melhor”, e sim o “menos pior” — Iris Rezende.

O resultado é que, sem entender Goiás, sua sociedade e seus eleitores, o peemedebista perdeu sua terceira eleição, a segunda para governador, em 2010. De novo, contribuiu para Marconi Perillo ter mais um mandato — o terceiro.

Em 2014, depois de quatro derrotas consecutivas, a lição número um, o bê-á-bá, sugeria: o PMDB deve e vai se renovar. Pelo contrário, o partido bancou, pela terceira vez, Iris Rezende para governador. Bancou é força de expressão; na verdade, o decano peemedebista atropelou todos os demais postulantes, como Júnior Friboi, e lançou-se candidato a governador, seguido por um bando, diria Etienne de la Boétie, de “servos voluntários”. Desconectado do mundo real, inteiramente desvinculado de seus contemporâneos, Iris Rezende falava, durante toda a campanha, para pessoas que só existem em sua imaginação nostálgica. É provável que, no fundo, o peemedebista de 81 anos esteja vivendo mais entre as décadas de 1950 e 1960 do século 20 do que no século 21. O que ocorreu? Iris Rezende, mais do que o PMDB, que na prática “não” existe — só existe se uma letra, a I, for incorporada ao final, PMDB do I, ou PMDB do Iris —, perdeu sua terceira eleição para governador e quarta majoritária. Marconi Perillo mais uma vez se elegeu, e graças ao seu cabo eleitoral predileto — Iris Rezende. Este é a “vitamina” que torna o tucano-chefe permanentemente novo.

Iris Rezende: o Rei Lear do Cerrado usa dentadura, mas, como seus adversários internos ainda mordem com dentes de leite, sua mordedura permanece forte. O velho cacique e os jovens “líderes” estão enterrando o PMDB e estão “viciados” em perder eleições (masoquismo eleitoral?) | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Iris Rezende: o Rei Lear do Cerrado usa dentadura, mas, como seus adversários internos ainda mordem com dentes de leite, sua mordedura permanece forte. O velho cacique e os jovens “líderes” estão enterrando o PMDB e estão “viciados” em perder eleições (masoquismo eleitoral?) | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Iris prefeito? Derrota do PMDB

Pois bem: estamos em 2015, e o PMDB chora sua quinta derrota eleitoral seguida para o governo de Goiás, o que equivale a 20 anos fora do poder — uma geração. Noutras palavras, os eleitores vão deixar o partido longe do governo por duas décadas. Por que os eleitores não querem o PMDB no governo? É provável que os eleitores não estejam avaliando o PMDB, e sim Iris Rezende. A rejeição, absoluta, é ao líder que não aceita a renovação e não abre espaço para os aliados e novos aliados. Pelo contrário, sempre barra a mudança. Os eleitores percebem isto e dão-lhe o troco nas urnas.
Era de se esperar, porém, que, depois da quinta derrota para o governo, os líderes dariam uma sacudida no PMDB. “Líderes”? Sim, as aspas e a interrogação são válidas. O PMDB só tem um líder, Iris Rezende, daí o mando permanente.

O que peemedebistas têm vontade mesmo é de não serem líderes e assim responsabilizarem o único líder, Iris Rezende, pelo fracasso coletivo. O fato é que, se não se renovar, a fórceps, o PMDB tende a perder a próxima eleição para governador, em 2018. O partido está tão fragilizado que pela primeira vez em sua história talvez tenha de buscar um político de outro partido, Ronaldo Caiado, do DEM, para disputar o governo. Caiado é competitivo, mas, se o PMDB bancá-lo para o governo, estará assinando sua sentença de morte como partido. Partidos grandes, como PSDB, PMDB e PT, têm de pôr seus times em campo, para ganhar ou para perder, senão perderão suas torcidas.

Mas, antes de 2018, tem 2016 e parte do PMDB pretende bancar Iris Rezende para prefeito de Goiânia. Se o fizer, provará, mais uma vez, que não entendeu o recado das urnas. Peemedebistas argumentam que Iris Rezende é forte eleitoralmente em Goiânia. De fato, é. Mas, diria David Mamet, as coisas mudam. Em 2004 e 2008, quando disputou a prefeitura, o peemedebista não precisou carregar o “pesado” Pedro Wilson. Pois, se candidato em 2016, terá de assumir a “paternidade” do prefeito Paulo Garcia — que é visto pela sociedade goianiense como pior do que o ex-prefeito Daniel Antônio. Pior, por certo, não é. Entretanto, como é tênue a lembrança da gestão caótica de Daniel Antônio, fica-se com a impressão de que a do petista-chefe é a pior da história da capital. Boa, não é. E mais: pode até melhorá-la, e certamente vai acertar alguns pontos, mas dificilmente vai restabelecer integralmente sua imagem. Os eleitores sabem que Iris Rezende é o “pai” político de Paulo Garcia e é muito provável que o marketing da oposição vai lembrar isto com frequência durante a campanha.

A bola de cristal de um jornalista é a razão, por isso “avaliar” o futuro é uma tarefa temerária e inglória. Mas não existiria jornalismo sem especulação, sem as sondagens daquilo que pode acontecer. Iris Rezende pode até ser eleito prefeito de Goiânia, mas o PMDB ganha com isto? Não ganha nada, porque a imagem de que não se renova, de que não abre espaço aos jovens, estará mais do que nunca cristalizada. Ganhar com Iris Rezende é uma vitória para Iris Rezende — que terminará sua carreira política com uma vitória —, mas não será uma vitória do PMDB e do moderno.
O mais provável é que, por ser mais conhecido, Iris Rezende saia em primeiro lugar nas pesquisas e se desidrate durante a campanha. É possível que o próximo prefeito de Goiânia seja, além de mais jovem, um gestor e, sobretudo, um político que não tenha conexões com o PMDB e com o PT. A união-simbiose entre Iris Rezende e Paulo Garcia pode destroçar tanto o PMDB quanto o PT nas próximas eleições.

A omissão de Maguito e Friboi

Postas as questões acima, voltemos à questão do líder, apontada no primeiro parágrafo, quando Oswaldo Aranha foi mencionado. Iris Rezende é o líder quase inconteste do PMDB. O motivo?
Depois de conduzir o partido para cinco Normandias, com cinco derrotas consecutivas, Iris Rezende pode ser considerado um verdadeiro líder? Não pode. O verdadeiro líder não leva seu partido para o cemitério político. Quando percebe que se tornou “o” problema, retira-se, aposenta-se. Iris Rezende, pelo contrário, não se afasta e não abre espaço para que o partido possa “formatar” um líder ou novos líderes.

O PMDB só será visto pela sociedade — pelos eleitores — como um partido que aposta na mudança e na renovação no dia em que Iris Rezende deixar seu comando. Porque a vida tem seu caráter simbólico. De nada adianta dizer-se renovador e ficar no comando de um partido durante tanto tempo, mesmo com cinco derrotas consecutivas. Os eleitores pensam mais ou menos assim: “Iris Rezende fala em ‘mudança’ e em ‘renovação’, em retirar Marconi Perillo do poder, mas ele próprio não sai do poder no PMDB. Portanto, não dá para acreditar no seu projeto”.

O problema central de um líder não são apenas as derrotas eleitorais — que são graves, tanto que, nas empresas, CEOs que geram prejuízos são demitidos sem contemplação —, mas o processo de envelhecimento das ideias, a falta de conexão com a sociedade em que vive. Para que Iris Rezende quer o poder? Para tentar derrotar Marconi Perillo ou para sentir prazer em ser visto como poderoso. O veterano político não tem mais um projeto de governo e, por isso, avalia que gerir Goiânia é tão-somente limpá-la e fazer asfalto.

Os eleitores querem políticos que sejam contemporâneos deles, mas não apenas fisicamente. Veja-se uma disparidade, que é simples mas simbólica: Cid Gomes, ao deixar o governo do Ceará, havia decidido passar um tempo no exterior, estudando, possivelmente em Harvard. Acabou assumindo o Ministério da Educação do governo da presidente Dilma Rousseff. Iris Rezende, ao ser derrotado, “asilou-se” no Xingu, sua Paságarda. Os eleitores preferem um político que vai para Paris (Marconi Perillo) do que um que vai para o Pará (Alcides Rodrigues) ou para o Xingu (Iris Rezende). Nada contra o Pará e o Xingu, mas isolamentos alienantes não contribuem nem com os próprios indivíduos, Alcides e Iris Rezende, nem com a sociedade.

Resta, para encerrar parte da discussão, uma pergunta: por que, se perde tanto e se já não entende Goiás, Iris Rezende permanece como principal líder do PMDB? A resposta é simples, mas raramente formulada: parece que, na prática, ninguém quer mesmo assumir o comando do partido. Ninguém quer enfrentar Iris Rezende até o fim, retirando-o do comando, sem dó nem piedade (a política é assim: não tem coração).

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, é um político moderno, sereno e diplomático. Porém, civilizado demais, dá umas estocadas em Iris Rezende, mais insinuando do que confrontando, e silencia-se. Às vezes, numa contemporização primária, afirma que é preciso compor com todos. Não é. O político só cresce, só ocupa espaço, só se forma como líder, quando percebe que é preciso, na busca do consenso produtivo, passar pelo conflito. Se Maguito Vilela quer fortalecer o PMDB, se quer renová-lo, é preciso retirar Iris Rezende do jogo, do páreo. Não há renovação com a presença de Iris Rezende travando-a.

Se quiser, Maguito Vilela pode se tornar o principal líder do PMDB e, com sua forma moderada de conduzir a política, abriria as compostas para a renovação. Mas o problema reside aí, insistamos: o peemedebista é um líder recalcitrante, não enfrenta, não confronta, não se posiciona. Cautela demais é o mesmo que falta de ousadia e, em termos políticos, não ganha nada quem não arrisca. O governador Marconi Perillo ganha porque arrisca, porque enfrenta, porque não tem receio algum de enfrentar figuras carimbadas, como Iris Rezende e outros.

O empresário Júnior Friboi concede entrevistas, cutuca Iris Rezende e logo depois viaja, não sendo encontrado sequer por seus supostos liderados. Por ter recursos financeiros fartos, por articular e conseguir certa coesão, Friboi pode se tornar o líder de que o PMDB precisa. Mas primeiro precisa entender o que é ser líder político. O líder ausente, que não é encontrado, jamais será um líder de porte. Os liderados não vão desafiar Iris Rezende antes que seus líderes — ou um líder — o façam.

Uma coisa é certa: vai se tornar líder aquele que enfrentar Iris Rezende com a cara e a coragem. Vai passar a ser um político respeitado pelos peemedebistas e pela sociedade. Um dos motivos de Marconi Perillo ser admirado pelos goianos é por ter derrotado Iris Rezende, por tê-lo aposentado da política estadual.

Daniel Vilela é muito jovem e quase sempre é contido pelo pai, Maguito Vilela. Ao se posicionar em relação a Iris Rezende e Marconi Perillo, sugere que quer mesmo se tornar um político estadual com fins a disputas majoritárias. Mas para que os eleitores acreditem nele tem de passar, antes de enfrentar um candidato a governador bancado pelo tucano-chefe — José Eliton, Giuseppe Vecci, Thiago Peixoto ou Alexandre Baldy —, pelo muro de Berlim do PMDB, Iris Rezende. Se derrubar o muro irista, com a consequente queda do irismo, Daniel Vilela será o nome para a disputa de 2018. E se tornará líder. Ele quer, tem tutano, mas já foi definido como líder vaga-lume. A definição é imprecisa, até porque se trata de um político muito jovem. Mas o líder verdadeiro não bate, recua e some. Está sempre presente. Iris Rezende está superado, mas é possível encontrá-lo no seu escritório. É líder, uma referência.

Iris Rezende é um Rei Lear com dentadura. Não morde forte, mas ainda morde e seus liderados ainda temem, devido à falta de outros líderes, seus dentes postiços. É provável que o PMDB só volte ao poder em Goiás, em termos de governo do Estado, quando matar, simbolicamente, seu pai político. Mais do que Max Weber, o sociólogo alemão, é Sigmund Freud, o pai da psicanálise, quem talvez possa ajudar a entender os políticos do PMDB de Goiás. Freud e, quem sabe, Sófocles.

Ah, Marconi Perillo deu sua ajudazinha para os peemedebistas retirarem Iris Rezende do páreo. Agora, sem falta, é com eles. Se Maguito Vilela, Daniel Vilela e Júnior Friboi acordarem… de vez. Ou eles querem ser os Oswaldos Aranhas do Cerrado?

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Jallys Mendes

Excelente texto. Com toda certeza o PMDB goiano deve se renovar, caso queria voltar ao poder. Não só ele, mas o PT também deve buscar maior autonomia no Estado de Goiás e menos subserviência ao PMDB .

Caio Maior

A qualidade do texto deste editorial (inegável) é incompatível com a insistência do(s) autor(es) apresentando o senhor ‘Júnior Friboi’ como “liderança” política. Qual o currículo político deste empresário? Quais atividades políticas realizou? Exerceu alguma função pública? Disputou alguma eleição? Qual entidade de classe ou representativa de qualquer segmento este senhor dirigiu – ou, pelo menos, disputou cargo em eleição democrática? Toda a sua “atividade política” limita-se à “indicação” à presidência do PSB em Goiás pelo falecido Eduardo Campos? Qual a formação política desta “liderança”? Como foi ele alçado à condição de “líder”? Quais – e onde – revelou “méritos” que… Leia mais

arthur de lucca

E o pior de tudo, caro Euler de França, em síntese ao editorial, é que o vetusto Dr. Iris Rezende Machado não poderá nem copiar o PMDBista Luiz Carlos do Carmo, irmão de fé e de sangue do Eurípedes do Carmo, filhos do Pastor Oídes do Carmo. No quê? ( tem chapeuzinho?)
Cavar uma boquinha de Conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios ou no do Estado de Goiás.
Que merencório final político, não?
Arthur de Lucca
Em Goiânia,Go. 23/fevereiro/2015

Alexandre Martins Ribeiro

“É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, Art. 5o, inciso IV da Constituição Federal. Por que se esconder por trás de uma reportagem conspiratória contra as principais forças políticas oposicionista atuais do Estado de Goiás? Infelizmente o povo brasileiro não tem maturidade educacional, cultural e politica para participar de um processo eleitoral. Elegem-se representantes de Grupos Politiqueiros Empresariais. Há muitas verdades por trás dos bastidores políticos que não são revelados, principalmente quando se tem uma mídia dependente de bondosas publicidades estatais. É muita covardia comparar a vitória da democracia em 1982, representada pelo PMDB e pelo líder… Leia mais

Antonio Alves

Renovação e mudança não tem que ser necessariamente troca de liderança política. A mudança que estamos precisando na política é a mudança de caráter e a renovação significa a implementação de políticas pública capazes de satisfazer a média das necessidades do nosso povo. Isso pode partir tanto do governo quanto da oposição que será bem vindo.

arthur de lucca

E o pior de tudo, em síntese ao editorial, caro Euler de França, é que o vetusto Dr. Iris Rezende Machado não poderá nem copiar o PMDBista Luiz Carlos do Carmo, irmão de fé e de sangue do Eurípedes do Carmo, filhos do Pastor Oídes do Carmo. No quê? (tem chapeuzinho?)
Cavar uma boquinha de Conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios ou no do Estado de Goiás.
Que merencório final político, não?
Arthur de Lucca
Em Goiânia,Go. 23/fevereiro/2015