Democracia e realidade são diques contra políticos autoritários de direita e de esquerda

O filósofo José Arthur Giannotti diz que “a grande sorte dessas eleições foi trazer para a política as forças ocultas” — o que pode evitar o golpismo e a ditadura

Montagem/fotos: reprodução

Parte da imprensa faz campanha, entre dissimulada e aberta, contra Jair Bolsonaro, do PSL, ao sugerir que Fernando Haddad, do PT, é um mal menor.

Abre-se espaço infinito àqueles que apresentam o candidato do PSL a presidente como “fascista” (até o notável filósofo Ruy Fausto embarcou na Arca de Noé petista). Quando se apresenta qualquer político de matiz conservador e, até, autoritário — nem todo conservador é autoritário — como fascista, sem especificar porque é enquadrado como tal, deixa-se frequentemente de compreendê-lo. Bolsonaro é conservador e de direita, mas, até agora, não há como denominá-lo com precisão de fascista. Ao menos no momento. “Fascista” está se tornando um modo de xingar aqueles adversários dos quais se discorda, sobretudo se são de direita. É mais uma maneira de piorar sua imagem do que de entendê-los. O fascismo é muito mais problemático do que Bolsonaro e seus seguidores. Vale a pena ler o livro “Fascistas” (Record, 556 páginas, tradução de Clóvis Marques), do sociólogo inglês Michael Mann, professor da Universidade da Califórnia. Trata-se, afiança Ian Kershaw, biógrafo de Hitler e autor de livros percucientes sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), de “um dos estudos mais originais sobre o fascismo”. Mann sugere que nem tudo que parece fascismo é fascismo e frisa que, “inicialmente”, os fascistas “eram em sua maioria esquerdistas não materialistas que aderiram ao nacionalismo orgânico”. Para eles, “a nação deveria ser representada por um Estado corporativista e sindicalista”. Outros componentes do fascismo são forças paramilitares, o incentivo à violência contra os adversários, estatismo radical e nacionalismo. É possível sugerir que o bolsonarismo — se existe um bolsonarismo — e o petismo têm semelhanças com o que é descrito pelo PhD britânico? São parentes distantes? Na verdade, o petismo não é fascista e Bolsonaro talvez possa ser caracterizado como autoritário, mas não — ou ainda não — fascista.

Há os que tacham Haddad de stalinista. Trata-se de um equívoco. Apesar da retórica socialista, está mais próximo da socialdemocracia. Há uma esquerda comunista e há uma esquerda que não é comunista. Lula da Silva e Haddad pertencem à esquerda não-comunista, quiçá não materialista, mais próxima dos princípios da Igreja Católica. Tanto que, nos seus tempos mais radicais — quando não havia se tornado uma espécie de rêmora do PT —, os adeptos do Partido Comunista do Brasil (PC do B) tachavam os petistas de “reformistas”. Na década de 1980, era um “xingamento” quase tão brutal quanto “fascista”. Os petistas eram comparados aos integrantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) — também ditos “reformistas”. Os comunistas nunca foram apaixonados pela democracia — exceto quanto estão na oposição. A socialdemocracia, na época de Ióssif Stálin, era apontada como “social-fascismo”. Só depois que a Alemanha de Adolf Hitler invadiu a União Soviética, em 1941, é que Stálin autorizou os comunistas a se alinharam aos sociais-democratas e até aos liberais da Inglaterra e dos Estados Unidos. Era uma questão de sobrevivência. Uma razão tático-estratégica.

Vargas Llosa compara Haddad e Bolsonaro com aids e câncer

Mario Vargas Llosa, escritor, Prêmio Nobel de Literatura: “Escolher entre ambos [Bolsonaro e Haddad]  é, numa alusão grosseira, ter de escolher entre a aids e o câncer terminal”

Numa entrevista à revista “Veja”, publicada na edição de 3 de outubro deste ano, o escritor e ex-político Mario Vargas Llosa disse que “há uma grande diferença entre um governo liberal e um governo que empreende algumas medidas de abertura econômica. A liberdade é inseparável do liberalismo. E a liberdade não pode ser só liberdade econômica: deve avançar ao mesmo tempo nos campos econômico, político, social e cultural”. O Nobel de Literatura não diz, mas deve-se acrescentar que regimes que buscam a igualdade socioeconômica sacrificando a liberdade acabam por se tornar qualquer coisa, menos uma democracia. Os meios, ensinou Norberto Bobbio, podem corromper os fins. Matar 30 milhões de pessoas, como fez Stálin, não levou ao nirvana de esquerda, o comunismo (seria o modo de produção da igualdade total), e sim a uma ditadura das mais cruentas da história.

Inquirido sobre o Brasil, Mario Vargas Llosa bateu duro: “Esse senhor Bolsonaro parece tão perigoso quanto o PT ou Lula. Escolher entre ambos é, numa alusão grosseira, ter de escolher entre a aids e o câncer terminal”. A entrevista foi concedida antes do primeiro turno das eleições, mas o que afirma o escritor peruano permanece pertinente: “É preciso que os brasileiros acordem para votar em um centro democrático e progressista, que reconcilie a população e consiga pôr em prática um governo liberal. Estar diante desse prognóstico de extremos, de populismo, é uma insensatez, um retrocesso” (leia adiante o que um filósofo diz sobre o centro político). Em tempos radicalizados, como o do Brasil e o do Peru quando Mario Vargas Llosa foi candidato a presidente — perdeu para o extremista e, depois, corrupto Alberto Fujimori —, os eleitores não prestam atenção ao centro político, que é visto como “vacilão”. Tanto que os eleitores, de maneira democrática, levaram para o segundo turno candidatos de extremos: Bolsonaro, da direita, e Haddad, da esquerda. Parte da sociedade optou por um candidato de centro-esquerda, Ciro Gomes, do PDT, mas a maioria (quase 90%) o rejeitou. Apesar da retórica e dos rompantes, o político do Ceará é um realista e não é nenhum esquerdista juramentado.]

O cientista político José Álvaro Moisés, numa entrevista à revista “Veja”, publicada na edição de 19 de setembro deste ano, citando “Como as Democracias Morrem”, dos cientistas políticos Daniel Ziblatt e Steven Levitsky, professores de Harvard, afirma que a “tese principal” do livro “é que, nos dias de hoje, as democracias são minadas não pela força de golpes militares, mas por meio de políticos eleitos pelo voto e que enfraquecem as instituições democráticas aos poucos”.

Bolsonaro e Haddad ameaçam a democracia?

Castello Branco, Costa e Silva, Emilio Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo: houve crescimento econômico sob a ditadura, sobretudo no governo de Médici, mas nenhum regime autoritário é positivo para a geração de cidadãos maduros e institucionais

Haddad e Bolsonaro são ameaças à democracia? Há ranços autoritários tanto no PT de Haddad-Lula da Silva quanto no bolsonarismo (o PSL é uma ficção) de Bolsonaro. Mas tais ranços podem levar à ditadura? Espera-se que não. Afinal, as instituições são sólidas e, apesar dos percalços — da crise moral, provocada por uma roubalheira gigante, não inventada mas azeitada pelo PT (que, ao sair à compra de partidos-políticos-empresários para manter o poder, locupletou-se pelo caminho), e da crise econômica, que põe os eleitores no colo dos que prometem o Céu na Terra, e a curto prazo —, a democracia brasileira equivale à de outros países. Com sua aparência de caos, a democracia é criticada por vários grupos, inclusive por democratas, mas não inventaram nada melhor para substitui-la. A melhor sociedade, mesmo se caótica, é a democrática. A ditadura, mesmo quando ordeira, é o que há de pior. Pode até não corromper em termos financeiros, mas cria cidadãos que não se tornam maduros, indivíduos-institucionais, e sim clientes dependentes de paizões, como políticos fortes, tipo Bolsonaro e Lula da Silva, ou militares, como Emilio Garrastuzu Médici e João Figueiredo.

A sociedade, se é fortemente democrática — mesmo quando admite a possibilidade da ditadura, o que não é equivalente necessariamente a uma defesa da ditadura (o Jornal Opção tem insistido que os questionários dos institutos de pesquisa não são abrangentes e, até mesmo, as interpretações nem sempre são qualificadas) —, é uma barreira aos propósitos ditatoriais de certos políticos. A rigor, Bolsonaro e Haddad têm um projeto autoritário para o Brasil? Tudo indica que representam correntes com vieses autoritários, mas seus projetos são efetivamente autoritários? Talvez não, porque a realidade, com seus problemas expressivos, puxa os políticos para problemas reais do cotidiano. Ressalve-se que políticos autoritários não revelam integralmente suas ideias até chegarem ao poder. Por exemplo: por que o PT, inicialmente, propôs uma nova Constituição? Um dos motivos, não dito, tem a ver com uma possível nova regulação do Ministério Público, que estaria agindo de maneira excessiva, sobretudo contra petistas, na acepção de integrantes do PT. O Ministério Público pode errar, aqui e ali, mas os acertos — avaliando pela média, e não pelos extremos — são excepcionais. Então, é mais saudável para a democracia um Ministério Público livre, estribado na lei, do que um Ministério Público contido por uma regulação política. Aliados de Bolsonaro também sugeriram uma comissão de notáveis para elaborar uma nova Constituição. O que Haddad e Bolsonaro devem entender é que a Constituição deve contribuir para organizar a vida de todos os indivíduos, não deve servir aos propósitos imediatos de um governo “X” ou “Y”. Cada governo não deve pensar numa Constituição moldada por seus dirigentes. Os governos, todos eles, têm de obedecer à Carta Magna do país. A Constituição deve sobreviver aos governantes. Mudanças — como as reformas da Previdência, Política e Tributária — podem e devem ser feitas, mas mantendo a democracia, que é garantida pela Constituição.

Falou-se em fascismo, em retomada da ditadura — há uma certa histeria tanto na imprensa escrita (a “Folha de S. Paulo”, desde a morte de Otavio Frias Filho, perdeu seu caráter apartidário, tornando-se quase tão petista quanto a “CartaCapital”) —, mas escassearam análises mais abrangentes sobre as razões de os brasileiros terem optado por Bolsonaro e não por Haddad ou pelo centro político. Os filhos da terra de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Clarice Lispector estão rejeitando o centro e a esquerda e optando pela direita. Por quê? No afã de combater Bolsonaro, o que confere um ar de defesa de Haddad, a imprensa se recusa a avaliar por qual motivo os brasileiros estão definitivamente radicalizados. Bolsonaro pode ser a resposta dos eleitores, um instrumento para condenar o mundo político, mas não é necessariamente o líder deles. Se o próprio Bolsonaro captar isto de maneira mais precisa entenderá que é mais consequência do que causa e, por isso, se assumir o governo, certamente será mais moderado. Candidatos podem se radicalizar, mas governantes precisam ser moderados, o que não equivale a ser condescendente com a corrupção e outros desmandos. O economista Paulo Guedes quer privatizar tudo ou quase tudo. Os brasileiros querem isto? É preciso verificar. Um Estado menor, mais enxuto, custa menos para a sociedade. O Estado, porém, deve servir à sociedade e seu objetivo não é lucro financeiro.

Forças ocultas das políticas reapareceram à luz do dia

José Arthur Giannotti, filósofo, professor da USP e ex-professor de Columbia: “O fundamental é que renasça o centro. Porque não existe político sem centro”

Em meio à histeria de parte da mídia (o “Estadão” permanece o jornal mais equilibrado) — comentaristas de jornais e da Globo News estão quase descabelando-se —, sobressai, pela alta qualidade da interpretação, uma entrevista concedida pelo filósofo José Arthur Giannotti, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-professor de Columbia, à “Folha de S. Paulo”. Concedida ao repórter Mario Cesar Carvalho, tem o título de “‘Forças ocultas na política terão que se civilizar’, diz Giannotti”. É uma aula de política e, diria o filósofo John Gray, de racionalismo. É uma prova de que é possível ir além das aparências, do jogo cru das palavras e, até, das intenções.

“A grande sorte dessas eleições foi trazer para a política as forças ocultas. Com isso, elas vão se moderar. Você não governa com ameaças nem se mostra publicamente como bandido. Eles serão obrigados a se civilizar”, afirma Giannotti. Ele está se referindo tanto ao PT de Haddad — cujo objetivo maior não parece ser “reconstruir” o Brasil, e sim a reconstrução do lulopetismo e a retomada da “Era Lula da Silva” — quanto a Bolsonaro, que, como nunca esteve no poder, não se sabe exatamente o que é, o que pode se tornar.

A ascensão de Bolsonaro leva à mera conclusão de que o eleitor bandeou-se para o conservadorismo — sem se especificar o que há de fato de progressista na espécie de conservadorismo da esquerda pró-Haddad — e, portanto, seria praticamente um troglodita. Giannotti amplia a análise: “Nós estávamos numa negação política. O Congresso fechado nele mesmo, armado para se reproduzir. O governo isolado, incapaz de enfrentar as crises econômicas e sociais. Estávamos num fechamento total. E a Lava Jato denunciando, num processo jurídico-político, na medida em que atua juridicamente mas com intenções políticas. Sua intenção é jogar uma bomba atômica no processo político” (o que, na Itália, piorou a política).

Saturno devorando um filho — pintura de Goya

O resultado do primeiro turno não entristeceu Giannotti. Pelo contrário, afirma que ficou “contente”. “Esse movimento antidemocrático, que é profundo e ocorre no mundo inteiro, representa o capitalismo atual, que é o capitalismo de conhecimento. Isso exige uma universidade que faça pesquisa, e o lulismo transformou a universidade num processo de ascensão social: você sai de secretária 3 para secretária 1. Os tucanos também fizeram isso em SP” (…) A eleição foi um banho de soda cáustica revelando as nervuras da real luta política”.

O filósofo sublinha que é evidente que a onda conservadora tem a ver com violência: “Mas é também uma reação violenta. Não esqueça também que o PT achava todo mundo que não fosse petista um canalha, golpista. A violência na política não está apenas no lado fascista, mas está do lado do populismo. Ao trazer a violência para a disputa, você traz inclusive os milicos para a política. Em vez de ficarem conspirando entre eles, uma parte da conspiração vai para a política. Porque a conspiração vai continuar”.

Golpistas dentro da dança política

Até os melhores comentaristas da Globo News, como Merval Pereira e Gerson Camarotti, estão histéricos com o fato de que parte da população avalia que a ditadura é uma possibilidade, e parte até a aceita. Mas histeria, não sendo produzida pela razão, nada esclarece. A “Folha” quer saber de Giannotti se há “perigo de golpe”. O filósofo conclui que o “perigo diminuiu”. “Agora tem menos risco de golpe porque as pessoas que eram golpistas encapuzadas passaram a ser golpistas dentro da dança política. Viraram parte da instituição. O golpe pode vir no impeachment do Bolsonaro. Em seis meses ele não vai ter essa aprovação que tem porque não vai resolver a crise econômica. Está todo mundo assustado, mas o resultado é bom”, aposta o especialista em Marx e Wittgenstein.

O repórter da “Folha” insiste: “Não há razão para susto?” Giannotti rebate: “Pelo contrário. Temos de fincar as nossas razões democráticas e começar a combater as causas dessa violência toda. O país está se preparando para sair da crise com crescimento de 1,5%, como se estivéssemos no século 19 [vale uma correção: o historiador Jorge Caldeira afirma que o crescimento da economia brasileira no século 19 foi alto, notadamente na sua segunda metade]. Quais são essas causas? O petismo imaginou que existia um capitalismo brasileiro com características diferentes do mundial. Isso não dá um capitalismo de conhecimento”.

O voto nos extremos tem uma lógica, aponta Giannotti: “O eleitor foi para os extremos porque ele raivosamente se apegou às promessas do PT, que foram frustradas. Essa raiva faz parte da tradição política, mas ela piorou. Nunca vi tanta violência, nem em 1964. Porque agora há muito ódio. E a violência está dos dois lados. Muitas vezes os que são contra Bolsonaro têm uma violência bolsonarista”. Outra razão para o voto nos extremos: “O eleitor vive num mundo violento e acha que só a violência resolve. Para acabar com a violência, ele acha que é bandido na cadeia ou morto. Isso não funciona no mundo real. Você só resolve isso criando instituições democráticas. Você tem de criar empregos, tem de esclarecer como será a reforma da Previdência e acabar com vantagens”.

O repórter quer saber quais vantagens, e Giannotti as explicita, o que é raro em analistas de esquerda, pródigos em fazer média corporativista: “As vantagens do funcionalismo, como auxílio-moradia. Quando você tira as vantagens, dizem que estão tirando direitos. Desculpe, mas estão tirando vantagens. Sou beneficiário disso também. Todos nós tivemos aposentadoria integral na USP. Eu me lembro quando estava construindo esta casa, eu peguei o [filósofo francês Michel] Foucault e ia levá-lo para a faculdade [de Filosofia], mas tive que passar na obra. O Foucault perguntou: ‘Você tem bens pessoais, herança? Porque um professor na França jamais faria uma casa desse tipo’. Todo mundo tinha esses privilégios na USP. Há benefícios para militares, professores e juízes que nenhum país do mundo tem. Isso tem de acabar”.

Na interpretação de Giannotti, a polarização PT-PSDB “foi varrida porque ao PSDB faltaram liderança, faltou se renovar. Quando você chega ao [João] Doria, que é pura aparência, é o fim. Nós vivemos numa sociedade do espetáculo, mas com o Doria você só tem espetáculo, não tem conteúdo político. O PSDB ficou dividido entre o Alckmin e o Doria. Do outro lado, o PT levou o país a uma recessão brutal por causa de uma série de equívocos econômicos. Esta eleição recupera e amplia 2013 [movimento contra alta de tarifas de transporte que depois começou a questionar a agenda dos partidos e a eficiência do Estado]”.

Leitor, o Jornal Opção faz uma sugestão: entre numa rede social, como o Facebook, e navegue ao menos duas horas, observando com atenção os debates — que, a rigor, não são debates; são, isto sim, ataques de militâncias iradas e antidemocráticas, tanto do lado de Bolsonaro quanto do de Haddad — e, depois, ande pelas ruas de cidade, e converse com as pessoas que estão trabalhando ou se divertindo. Ficará com a impressão de que há dois mundos no Brasil. O apocalíptico, o das redes sociais, e o da realidade, que nada tem de armagedom. A vida real, a do cotidiano, é menos asséptica e mais misturada. E quiçá mais civilizada do que a vida virtual. O Brasil está em crise, é certo, mas está longe da hecatombe que nós, brasileiros, desenhamos e propagamos.

Giannotti diz que o PSDB não tem possibilidade de renascimento. “O fundamental é que renasça o centro. Porque não existe política sem centro. Para conter o discurso e a prática velha do PT. E, por outro lado, para conter essa onda que acredita na violência pela violência.”

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