A democracia venceu o golpe-gafe de Bolsonaro

O presidente gritou lobo! (golpe), lobo! (golpe), lobo! (golpe). Mas agora os incautos e os nefelibatas certamente acordarão da ilusão mesmerizante do salvador da pátria

Constituição da República Federativa do Brasil: felizmente, não foi desrespeitada no dia 7 de setembro | Foto: Reprodução

Não há dúvida de que o presidente Jair Bolsonaro queria criar um clima para amedrontar a sociedade e instalar um regime discricionário. Parece ter acreditado que, levando uma multidão às ruas, acabaria por convencer generais, brigadeiros e almirantes de que o golpismo não era pessoal, e sim uma exigência do povo nas ruas.

As Forças Armadas, porém, não se empolgaram com o chamamento do capitão. Possivelmente, apesar de manter um olho nas ruas, seus dirigentes e integrantes da cúpula estavam prestando mais atenção no que saía na imprensa e nas opiniões dos segmentos organizados do mercado. O fato de banqueiros, industriais e empresários do agronegócio terem se posicionado ao lado das instituições — quer dizer, da democracia — contribuiu, em larga escala, para os militares seguirem pelo mesmo caminho. A tendência da cúpula militar é respeitar o que pensa a média da sociedade.

A seguir o Jornal Opção fará comentários a respeito dos fatos recentes.

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Democracia golpeou Bolsonaro

Jair Bolsonaro: conclamando para um golpe que não deu certo | Foto: Reprodução

Pode-se dizer que, no dia em que se comemorou 199 anos da Independência do Brasil, Bolsonaro se comportou como se não apoiasse aqueles que lutaram para separar o país de Portugal. A luta pela liberdade de 1822 não o inspirou quase 200 anos depois.

Por falta de conhecimento histórico, e por ser voluntarista e impulsivo, Bolsonaro parece ter acreditado que o Brasil, por meio de suas instituições, não reagiria à tentativa de golpe do verdadeiro exército de Brancaleone que saiu às ruas.

Jornalistas escreveram que o Supremo Tribunal Federal venceu Bolsonaro. Sim, o STF não foi derrotado pelas palavras — desesperadas — de um presidente que parece admitir que não tem mais chance de ser reeleito, em 2022. Mas quem venceu mesmo, na derrota do presidente-caudilho, foi a democracia.

A reação dura das instituições, como o Senado e a Câmara dos Deputados — a moderação decorre mais de racionalismo e responsabilidade —, o STF e a Imprensa, contribuiu, em larga escala, para isolar Bolsonaro.

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Pá de cal na Presidência

Palácio do Planalto: já teve ocupantes mais qualificados | Foto: Reprodução

O recuo de Bolsonaro, sob orientação do ex-presidente Michel Temer, é enganoso? E ele irá fazer tudo de novo? Talvez não — e a palavra mais forte da frase é “talvez”, e não a segunda, “não”. A questão é que, apesar de intempestivo e errático, o presidente é dotado de alguma inteligência. Outra tentativa de golpe, depois do fracasso da primeira, pode ser a pá de cal na sua Presidência.

O país sentiu que a linguagem violenta de Bolsonaro — uma espécie de bárbaro isolado pela civilização — não leva, necessariamente, a atos. Já no dia 7 de setembro e no dia seguinte às suas bravatas de líder de torcida de time de futebol de várzea, a sociedade organizada, em defesa da democracia, o acuou.

Nunca um presidente “apanhou” tanto da sociedade civil e da sociedade política. A democracia “cercou” os radicais de Bolsonaro.

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Um pigmeu da política

Do embate contra a democracia, Bolsonaro saiu menor, tornando-se um pigmeu da política. Parte do apoio que tinha derreteu-se por dois motivos. Primeiro, porque não houve golpe — que havia sido “prometido”, aparentemente. Segundo, depois de “surrado” pela democracia, recuou e deixou os golpistas na chapada. Costuma-se dizer: “O rato pariu a montanha”. Pois é: há casos em que se pode falar que, ao tentar parir a montanha, o rato acabou por ganhar um atestado de óbito. Aos incautos de sempre, esclarece-se que não se está chamando o presidente de rato, pois ele, como ser humano, merece respeito. Trata-se de uma metáfora.

Bolsonaro promete reconquistar o apoio dos bolsonaristas. Fala-se na imprensa em bolsonaristas-raiz. Nada mais falso. O bolsonarismo, de tão jovem, não tem raízes. É provável que exista uma espécie de lumpesinato tanto entre o povão e empresários do segundo escalão — muitos deles “quebrados” (pelos próprios erros, mas também pelos equívocos dos governos) — que merece estudos detidos. Tal lumpesinato é mais anárquico do que de direita, em termos estritamente ideológicos. Porém, de alguma maneira, é controlado por determinados grupos — tanto que, apesar de insuflados por certos profetas do caos, não ousaram invadir nem as sedes do STF nem do Senado e da Câmara dos Deputados. Os trovões se tornaram traques.

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Golpista que recua é positivo

Michel Temer, ex-presidente, e Jair Bolsonaro, presidente da República | Foto: Reprodução

O ex-presidente Michel Temer sabe que Bolsonaro recuou, mas, ainda assim, é incontrolável. O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, apesar de subestimados pela imprensa — que às vezes cede a uma linguagem quase bolsonarista (um filósofo da USP, em tom de desespero, produto da imaturidade política e da irresponsabilidade — no caso de se instaurar uma ditadura, correria para Paris —, chegou a sugerir que era preciso sair às ruas para reagir ao golpismo. Mas dolce far niente não é, lógico, para todos) —, tentam, de fato, orientar o presidente, sugerindo moderação. Militares também o pressionam, mas, até agora, ele não deu ouvido a ninguém.

Entretanto, depois do golpe de opereta, fracassado, Bolsonaro percebeu que a sociedade o rejeita — o que já deveria ter entendido porque, certamente, faz pesquisas (o presidente desconfia dos institutos independentes) — e contestou e, de alguma maneira, o enquadrou. O golpismo de Bolsonaro o deixou nu — na rua.

Mas um golpista que recua ainda é melhor, para o país, do que um golpista que não recua. Pode se criticar Michel Temer por uma série de motivos — inclusive pela poesia de baixa qualidade que escreve —, mas tem perfil de estadista. Aconselhou bem Bolsonaro ao postular que recuar é decisivo para sua sobrevivência política e para o país escapar do caos. Hoje, pode-se dizer, o país conta os dias para Bolsonaro deixar o poder — um ano, três meses e 18 dias. Ou seja, neste período, se não aceitar as regras do jogo democrático, poderá prejudicar ainda mais o país. O que se quer, a partir de agora, é que o governo tenha menos a cara de Bolsonaro — o ex-ministro do STF Celso de Mello diz que ele é “medíocre” e é impossível discordar — e mais as feições dos quatro mosqueteiros Paulo Guedes, Tarcísio de Freitas, Tereza Cristina e Marcelo Queiroga.

Ante o discurso de chefe de horda de Bolsonaro, a Bolsa caiu. Não só. Investidores internacionais podem destinar aplicar seus recursos financeiros nos setores produtivos do país.

5
A redescoberta da China

Xi Jiping e Joe Biden: se adotar uma política exterior pragmática, o Brasil pode ganhar com o conflito entre a China e os Estados Unidos | Foto: Reprodução

Bolsonaro parece não compreender o mundo em que vive — em eterna dessintonia com a realidade, nefelibata que é — e, por isso, andava as turras com a China de Xi Jinping e os Estados Unidos de Joe Biden. Mas como, em sã consciência, pode um presidente “brigar” com os representantes das duas economias mais ricas do mundo? E, para piorar, por motivos fúteis. A argumentação ideológica do líder brasileiro é primária e ninguém a leva a sério — exceto alguns biltres que o seguem, caninamente, por falta de informação de primeira linha (tais incautos se “informam” com base em vídeos e áudios feitos por “criadores” dotados de dois neurônios).

Na semana passada, num armistício quase tardio, Bolsonaro reabriu o diálogo com a China — que diz ser “comunista”, e tem razão, mas não pode ignorar que se trata da segunda maior economia “capitalista” do mundo e, sobretudo, o maior parceiro comercial da terra da prosadora Clarice Lispector e da poeta Yêda Schmaltz. O presidente mencionou os insumos para vacinas. E está certo. Mas, se consultar Paulo Guedes, o Posto Ipiranga rebaixado a Posto Tabajara — o que, a rigor, não é bom para o governo (que, sem Guedes, ficará, ante a inércia de Bolsonaro, nas mãos de batedores de carteira que, sem controle, se tornarão batedores de caixa-forte. O orçamento secreto é um quase “assalto” aos cofres públicos, para a alegria de políticos-tratoristas) —, o chefe do Executivo será informado que, do ponto de vista comercial, a China é a principal irmã — incontornável — do Brasil.

6
O bom exemplo das Forças Armadas

Exército: bom exemplo | Foto: Nelson Almeida/AFP

As Forças Armadas — no dia em que as ruas, parecendo a favor, quase “enterraram” Bolsonaro, devido à dialética da democracia — ficaram nos quarteis. Ou seja, optaram não pelo golpismo do presidente, e sim pela democracia, pelo legalismo. Mostraram que são exemplares e conhecem bem a história recente do país. Pós-ditadura, as vivandeiras, como José Sarney, Marco Maciel, Aureliano Chaves e Antônio Magalhães, mudaram de lado e deixaram o legado negativo do regime discricionário para os militares. De algum modo, Bolsonaro é uma vivandeira com poder. Mas os militares não lhe deram ouvido. Seu silêncio representa um barulho ensurdecedor: não estão no mesmo barco do chefe do Executivo.

7
PM não agiu como golpista

D. Sebastião, o rei de Portugal que desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, legou aos lusos o mito do sebastianismo. Por anos, se esperou a volta do nobre, que pereceu na guerra e cujo corpo não foi encontrado. Pois o Brasil agora tem seu d. Sebastião — trata-se das polícias militares dos Estados.

Bolsonaro tem o apoio das Forças Armadas para governar, não, porém, para dar golpe de Estado. Ante a “falta” de generais, almirantes e brigadeiros, o presidente agarrou-se aos policiais militares dos Estados — inclusive propondo benesses na área habitacional. Entretanto, contrariando as expectativas do chefe do Executivo — e derrubando até análises de parte da imprensa —, as polícias militares “faltaram” ao encontro. Em parte, porque foram contidas por governadores democratas, mas também porque, de alguma maneira, perceberam a “roubada” em que estavam entrando. Se as Forças Armadas não querem golpe, por que as PMs haveriam de querer? Figuras isoladas, apesar de certa proeminência, não representam a instituição.

Então, no lugar de comparecer para apoiar Bolsonaro — é possível que militares sem farda compareceram ao ato golpista —, policiais militares estiveram presentes, em Brasília, para proteger os cidadãos, inclusive de si mesmos.

Portanto, yes: nós temos uma espécie de sebastianismo.

8
Nem todo bolsonarista é aloprado

Riu-se, por vezes, quando o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que as manifestações de 7 de setembro foram “ordeiras”. Mas, se ele às vezes se equivoca, porque parece bolsonarista, no caso tem razão. Por certo, havia baderneiros em Brasília e São Paulo, mas a maioria se “comportou” bem nas manifestações. Por mais que isto contrarie a esquerda e setores da imprensa, nem todo bolsonarista é “aloprado”. Há, entre os bolsonaristas, gente de bem, que, insatisfeita com determinados desmandos — há indícios de que Lula da Silva esteja sendo “protegido” por setores da Justiça porque é a alternativa, quiçá a única, para derrotar Bolsonaro —, passou a acreditar no “salvador” da pátria. Não se vive sem ilusões.

9
Zé Trovão é o passado no presente

Zé Trovão: pastelão mexicano que virou Traque | Foto: Reprodução

Os caminhoneiros são “vítimas” retardatárias do capitalismo. São essenciais para a sociedade, porque levam produtos de uma cidade para a outra, de um Estado para o outro. Mas a globalização do desenvolvimento de todos os Estados certamente está reduzindo a demanda por seus serviços. Para piorar, o ministro Tarcísio de Freitas — e é provável que Bolsonaro esteja informado disso — anuncia que se terá quase 60 bilhões de reais para investir na ampliação da malha ferroviária do país (mais 3 mil quilômetros).

Ampliada a estrutura ferroviária, cujo transporte é mais barato, seguro e rápido, mais caminhoneiros ficarão sem trabalho. Aeroportos de carga também estão sendo construídos — por exemplo, em Goiás —, o que, mais uma vez, vai retirar espaço dos caminhoneiros. Zé Trovão, por usar as redes sociais com eficiência, parece um homem do presente. Na essência, é, cada vez mais, um homem do passado, como o próprio Bolsonaro, que, até agora, não entendeu que governa um país poderoso, que exige atenção redobrada. Agora, aconselhado por Paulo Guedes e outros ministros, além de empresários, o presidente decidiu pedir aos caminhoneiros que cessem os bloqueios das rodovias. O argumento do presidente é que a economia está sendo prejudicada. E a única coisa que pode lhe devolver algum potencial eleitoral, em 2022, é a recuperação da economia.

O preço da gasolina, do gás e do feijão (que simboliza a vida, ao contrário do fuzil, paixão de Bolsonaro, que representa a Velha Senhora, a da foice) está alto. Motoristas de Uber estão deixando os automóveis em casa porque não conseguem se manter. Alguns disseram ao Jornal Opção que estão trabalhando sete dias por semana — e cerca de 16 horas por dia — para pagar a prestação (ou aluguel) do carro, manter os veículos nas ruas e sustentar suas famílias. Chegam a denunciar que, em viagens mais longas, as empresas donas de aplicativos estão “garfando” uma parte maior do que o combinado.

10
Caminhando com a história

Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, ministros: o Supremo Tribunal Federal provou que a lei pode vencer a força do golpismo bolsonarismo | Foto: Reprodução

Bolsonaro governa como se fosse sua oposição, atribuindo os problemas de seu governo a outros, e não aos seus equívocos (como não incentivar, mais cedo, a aquisição de vacinas e ser contra o uso de máscara). É possível que o “tranco” do 7 de setembro o devolva à realidade. Afinal, ao contrário do que pensa o imaturo Eduardo Bolsonaro, para fechar o Supremo não basta um cabo e um soldado.

Altivos, o presidente do STF, Luiz Fux, e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, provaram para Bolsonaro que, no lugar de fuzis, palavras, ancoradas na lei — na defesa do Estado Democrático de Direito —, podem ser mais cortantes e eficientes. Os dois ministros, nas suas falas, caminharam com a História — ao contrário do presidente, que, na contramão, saiu menor da peleja.

11
Medo de Lula da Silva

Lula da Silva: o petista deixa Bolsonaro em pânico | Foto: Ricardo Stuckert

A impressão que se tem é que Bolsonaro não dorme mais, com “medo” de uma vitória eleitoral de Lula da Silva em 2022. A derrota do presidente poderá ter algumas consequências, como processos judiciais, que poderão levá-lo a ter os direitos políticos cassados por oito anos e, se brincar, pode até ir para o xilindró.

Havia uma expectativa de que o crescimento econômico do Brasil seria em 2021 de 3,2% e, em 2022, de 5% até 5,5%. Mas o efeito Bolsonaro, que reforça a ideia de descalabro, que reduz a entrada de investimentos, pode derrubar a expansão da economia. Ele tem consciência disto? Parece que mínima, pois é um soldado invernal — e sem preparo intelectual das grandes figuras de outrora — da Guerra Fria. Vive num passado que não volta mais — aquele no qual comunistas e capitalistas, cada qual com sua bomba atômica, se esmeravam em ameaças. A guerra ideológica, é claro, não cessa. Mas um presidente da República, ao ter de governar para todos, tem de pensar mais no país — atento ao jogo econômico global (o Brasil pode tirar proveito enorme da guerra comercial e tecnológica entre a China e os Estados Unidos) — do que em debates ideológicos estéreis e primários.

12
Nem todos os evangélicos são aloprados

A imprensa tende a tratar os evangélicos como se fossem todos iguais. Não são. Há evangélicos “fundamentalistas” e extremamente conservadores em termos políticos e, por isso, acompanharam Bolsonaro no seu desatino golpista (há também a questão dos interesses, como dívidas com o Erário, amplamente disfarçados pela adesão, digamos, ideológico-religiosa). Mas também há evangélicos que, embora conservadores, não são golpistas. Tais religiosos, moderados e democratas, precisam ser ouvidos com mais atenção e objetividade pela mídia.

Vale insistir: o problema de determinados evangélicos não é necessariamente o conservadorismo, pois têm o direito — é democrático — de pensarem como quiser. O problema real é quando se tornam golpistas e, afrontando a democracia, conduzem seus seguidores para becos sem saída.

Religião é, desde sempre, um fato incontornável (inclusive cultural) da vida das pessoas. Portanto, é preciso examiná-la sem preconceitos, quer dizer, sem fanatismo. O que parece “absurdo” pela lupa da ciência, que se tornou praticamente uma religião, tem lógica — existencial-espiritual — para os indivíduos.

13
Político de centro é, por enquanto, fantasma

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado: articulado, mas falta pegada | Foto: Reprodução

Pesquisas mostram que um político de centro, desde que consistente e com discurso afiado, tem chance de superar Lula da Silva e Bolsonaro. Mas precisa se apresentar, de maneira enfática, aos eleitores. Numa luta contra pesos-pesados, como o ex-presidente e o presidente, pesos-leves, do estilo picolé de chuchu, não terão vez. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), é excessivamente composto. Parece um político da Dinamarca. Precisa ser mais hard e, portanto, menos soft.

João Doria passa a imagem de “almofadinha” e não consegue se apresentar pelo que é — um gestor eficiente (São Paulo está crescendo mais do que o Brasil). Bate duro, mas fica-se com a impressão de que a pancada não dói. Ciro Gomes, como Cirinho Paz e Amor, não está funcionando. Parece candidato fadado para marcar posição — não para ganhar eleição. Sergio Moro é uma alternativa? Talvez. Falta-lhe vontade e não tem experiência política (se eleito, vai ter problemas, digamos, com o Congresso). José Luiz Datena (PSL) não está deslanchando. Talvez seja vista como outra espécie de Bolsonaro.

14
Todos ganham, menos os golpistas

Finalmente, se a democracia venceu, todos ganharam — menos os golpistas. O Brasil, com sua democracia balzaquiana — completou 36 anos em 2021 —, provou, prestes a completar 200 anos como país soberano, que não é mais adolescente ou, digamos, o Tio Suquita. Trata-se de uma nação adulta, em definitivo.

15
Ufa! o Brasil continua democrático

Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa! Ufa!

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