A tradicional Ceia de Natal deve precisar mais do que bons cozinheiros para preparar o jantar neste ano. Isso porque, além dos temperos, o consumidor deve desembolsar um valor 10,79% maior do que o gasto no ano passado para ‘montar’ a mesa. 

Uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostrou que a Cesta de Natal ficou R$ 37,39 mais cara este ano, na comparação com 2021. O preço médio da cesta, por exemplo, está em R$ 383,80, sendo que no ano passado ela podia ser encontrada por R$ 346,41.

O palmito inteiro foi o maior responsável pelo reajuste, com um aumento de 18,62%, seguido pelo espaguete (17,56%) e peru (16,48%). Entre as bebidas, o champagne se destacou, tendo apresentado aumento de 14,33%. Já o panetone de frutas cristalizadas, muito procurado nesta época do ano, está 11,73% mais caro. 

Dos itens que não entram no cálculo da cesta, mas que têm grande saída no natal, está o bacalhau, que registrou alta de 9,04%. A farofa e a uva, por outro lado, responderam pelas maiores variações no período: 37,03% e 32.07%, respectivamente.

Dicas

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FIPE, Guilherme Moreira, explica que apesar do aumento, o preço da cesta de natal ficou abaixo da inflação dos alimentos, que no ano acumula 13,53%. Para ele, a deflação do preço do lombo de porco (de 3,17%) influiu no reajuste da cesta.

 “Os cortes bovinas e suínos são boas opções para substituir as aves e o bacalhau nas ceias de final de ano. O filé mignon deflacionou 7,39%, o pernil com osso está 6,73% mais barato e a picanha registrou queda de 2,74%”, concluiu.

Lista de produtos pesquisados pela FIPE. (Foto: Divulgação/FIPE)