O chefe da assessoria especial de assuntos estratégicos do Ministério da Agricultura, Guilherme Bastos, afirmou que o Brasil exporta tudo aquilo que não é consumido internamente. Neste ano, o país vendeu para o estrangeiro, um terço de tudo vai para o mercado chinês, o equivalente a US$ 148 bilhões.

Em entrevista ao programa estatal ‘A Voz do Brasil, nessa sexta-feira, 23, Bastos salientou que “se há um problema de gente ainda com insegurança alimentar, é um problema de uma composição de uma malha de programas sociais que devem acessar essas pessoas, mas em termos de produção nós produzimos o suficiente para abastecer o mercado interno e também exportar”.

Segundo ele, se o Brasil exporta tanto é por ter preço competitivo, que atrai o mercado internacional para a aquisição dos produtos. Além disso, o assessor elencou que há qualidade no produto brasileiro. “Com isso nós continuamos acessando e abrindo cada vez mais mercados”, disse.

O parceiro comercial principal do país é a China. Apenas lá, foram abertos mais de 200 mercados em mais de 50 países. Em relação à sustentabilidade na agricultura brasileira, Bastos informou que o ministério possui ferramentas para promover a “rastreabilidade dentro das cadeias produtivas”. “Estamos trabalhando também com indicadores socioambientais, para disponibilizar isso para a sociedade, para que as certificações possam ser facilitadas e habilitadas”, pontuou.

Plano safra

Bastos destacou que foi colocado à disposição da agropecuária brasileira o plano safra de R$ 340 bilhões, sendo 70% destinado para a agricultura familiar. “Isso é muito mal interpretado, [com as pessoas] achando que é recurso público. Desse volume, o que você tem de recurso público efetivamente colocado são R$ 12,4 bilhões, que é exatamente o volume de recurso que vai para pagar a diferença da taxa de juros do mercado com a taxa de juros acordada no Plano Safra”, esclareceu.