Cidade de Goiás recebe mostra internacional de videoarte entre 16 e 19 de setembro
11 setembro 2026 às 16h03

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A Cidade de Goiás recebe, entre os dias 16 e 19 de setembro, a 2ª FAROLETE – Mostra de Artes do Vídeo. Com programação gratuita, o evento reúne trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros no Museu das Bandeiras (MUBAN) e busca ampliar o espaço do vídeo como linguagem artística.
Entre os destaques desta edição está a exibição de três obras da artista chilena Gloria Camiruaga (1941–2006), considerada um dos nomes importantes da videoarte latino-americana. Os trabalhos Popsicles (1982), El pan nuestro de cada día (1985–1987) e Casa Particular (1990) foram produzidos durante a ditadura de Augusto Pinochet no Chile.
A mostra tem direção artística e curadoria de Benedito Ferreira e Emilliano Freitas. Para Benedito, a presença das obras de Camiruaga ajuda a aproximar o público brasileiro de uma produção latino-americana que ainda tem pouca circulação no país.
“Trazer Gloria Camiruaga para a FAROLETE é também reconhecer uma história da arte latino-americana que ainda circula muito pouco no Brasil”, afirma o curador.
A programação internacional também inclui trabalhos de artistas ligados ao Brasil, Chile, Estados Unidos, Espanha, Itália e Reino Unido. A seleção brasileira reúne obras escolhidas por meio de chamada pública e trabalhos de artistas convidados.
Programação
A FAROLETE começa em 16 de setembro, com uma conferência on-line do pesquisador chileno Sebastián Valenzuela-Valdivia, mediada por Paulo Duarte-Feitoza.
Nos dias 17 e 18 de setembro, serão realizadas sessões de vídeo na área externa do Museu das Bandeiras. No dia 18, o evento também recebe uma sessão especial do Videoarteclube da Universidade de Brasília (UnB), com curadoria da pesquisadora e professora Bia Morgado.
Toda a programação presencial é gratuita.
Mostra nasceu em Goiás
Realizada pela primeira vez em 2025, a FAROLETE foi criada na Cidade de Goiás com a proposta de apresentar o vídeo como prática artística e promover o encontro entre diferentes gerações e cenas da produção audiovisual experimental.
Nesta segunda edição, a mostra amplia o diálogo internacional ao colocar obras históricas, como as de Gloria Camiruaga, em contato com produções contemporâneas.
Segundo Emilliano Freitas, a escolha da Cidade de Goiás como sede também faz parte da identidade do projeto.
“FAROLETE nasceu do desejo de fazer essas imagens circularem a partir daqui. Queremos pensar a cidade de Goiás como um ponto a partir do qual podemos estabelecer conversas com artistas de diferentes lugares”, afirma.
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