Em solidariedade ao povo da Palestina, um grupo realizou uma vigília ecumênica em Goiânia, na noite desse sábado, 4, para este domingo, 5, na Praça do Estado da Palestino, próximo a Tamandaré, em Goiânia. Entre os participantes, estava o suplente de deputado estadual Fabrício Rosa (PT). Outros atos de protestos contra a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza foram realizados pelo mundo.

Manifestações foram registradas em diversas cidades brasileiras, além de capitais como Washington (EUA), Londres (Reino Unido), Berlim (Alemanha), Paris (França), Ancara (Turquia), Buenos Aires (Argentina) e Taipei (Taiwan). Em Brasília, os manifestantes se reuniram na Asa Norte, junto aos frequentadores de uma feira agroecológica criada em 2019 por assentados ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Feira da Ponta Norte.

No local, os participantes empunhando bandeiras da Palestina, faixas e cartazes e cobrou medidas mais enérgicas do governo brasileiro contra a escalada da guerra. Eles classificam a ofensiva como um “genocídio” dos palestinos e pede suspensão da relação comercial brasileira com Israel.

Em São Paulo, a concentração, desse sábado, 4, foi em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. O cozinheiro Shajar Goldwaser, de 30 anos, é judeu, nascido em Israel e fez questão de participar do ato pela paz no Oriente Médio. “A causa palestina não é contra os judeus, e nem é necessariamente contra os cidadãos israelenses. A gente está aqui para defender e legitimar a luta do povo palestino por direitos básicos, por acesso à água, por acesso à comida, por acesso à eletricidade, por não ser bombardeado”, disse.

De acordo com a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), também foram anunciadas manifestações, entre sábado e este domingo, em Belo Horizonte, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Vitória e diversas outras cidades.

Em Goiânia, grupo se reunião no Setor Oeste | Foto: divulgação
Em Goiânia, grupo se reunião no Setor Oeste | Foto: divulgação

Manifestantes pró-palestinos tomaram às ruas de Londres, Berlim, Paris, Ancara e Istambul para pedir um cessar-fogo na Faixa de Gaza e punição a Israel por ter intensificado a ofensiva na região. Em Londres, grandes multidões bloquearam partes do centro da cidade, antes de marcharem para Trafalgar Square. Os manifestantes seguravam cartazes “Liberdade para a Palestina” e gritavam “cessar-fogo agora” e “aos milhares, aos milhões, somos todos palestinos”. Segundo a polícia, 11 pessoas foram presas, uma delas por exibir um cartaz que poderia incitar ao ódio, em desfavor da legislação antiterrorismo.

No centro de Paris, os manifestantes portavam cartazes com os dizeres “Pare o ciclo de violência” e “Não fazer nada, não dizer nada é ser cúmplice”. Foi uma das primeiras grandes reuniões de apoio aos palestinos legalmente permitidas na capital parisiense desde o ataque de 7 de outubro. As autoridades francesas haviam proibido concentrações pró-Palestinas em razão da desordem pública.

Conselho de Segurança

Por 31 dias, no mês passado, o Brasil presidiu o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) e buscou mediar o conflito no Oriente Médio. O país chegou a apresentar quatro propostas de acordo entre os países-membros do conselho para um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Entretanto, as propostas de resolução sobre o conflito foram rejeitadas.

Com informações da Agência Brasil

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