Anápolis
Com o intuito de discutir ações de desenvolvimento econômico, a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), em parceria com as prefeituras de Anápolis e Goiânia, além do governo de Brasília, realizou na semana passada, na capital federal, o “Seminário Eixo Brasília–Anápolis–Goiânia: o modelo de desenvolvimento com inclusão social e o Eixo como novo vetor de desenvolvimento”. O objetivo do seminário foi debater diretrizes conjuntas para o desenvolvimento das três cidades que formam um eixo econômico cujo Produto Interno Bruto (PIB) gira em torno de R$ 270 milhões. Foram organizadas mesas de debate para abordardiversos assuntos. O principal deles: como realizar os investimentos necessários em logística para capitalizar a já considerada localização privilegiada desse Eixo.
“Operar no Centro-Oeste pode trazer alguns desafios quando se trata de fornecedores e logística, mas além das oportunidades para uma indústria como a de automóveis, a mão de obra — uma das mais conhecidas deficiências da competitividade brasileira — não se apresenta como um problema estrutural.” Assim começa matéria publicada pela Revista Exame, tendo como fonte o vice-presidente industrial da Hyundai Caoa, Mauro Correia. Tirando um equívoco claro na questão logística — visto que a própria Exame, reverberada pela “Veja”, colocou Anápolis (consequentemente, Goiás) como o polo logístico do Brasil — a fala traz um bom aspecto: a formação de mão de obra. A falta de pessoas qualificadas para trabalhar é um problema constantemente apontado por grandes empresários que estabelecem seus empreendimentos em Goiás. Correia relata na matéria que foi surpreendido positivamente pela qualidade dos trabalhadores, que, entretanto, não foram conseguidos pela empresa de modo rápido. A Caoa, em parceria com institutos educacionais, como o Senai, investiu na qualificação da mão de obra. “Se existe restrição com mão de obra, dá para agir montando projeto com o Senai, que é excelente. O resultado é sempre positivo”, disse o executivo. A montadora da Hyundai Caoa foi inaugurada em Anápolis em 2007.
Acontece nesta semana a Conferência Macrorregional da Saúde do Trabalhador. O evento é uma realização da prefeitura em parceria com Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e os Conselhos Estadual e Municipal de Saúde. A discussão abordada pela conferência parte do princípio das políticas públicas que podem ser elaboradas para que municípios, macrorregiões, Estados e União contribuam de modo mais efetivo na implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador, considerando os processos produtivos no território e a situação de saúde dos trabalhadores, formais e informais, rurais ou urbanos. Palestrantes de destaque nacional foram convidados para falar sobre questões que envolvem o tema, como a influência do desenvolvimento econômico e a precarização do trabalho.
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Viaduto do Daia, quando estiver pronto, trará grandes benefícios / Foto: Fernando Leite - Jornal Opção[/caption]
O viaduto que possibilitará acesso ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) significará um grande benefício para quem transita pela BR-153 e, principalmente, para a população da cidade. Contudo, os transtornos durante o andamento dessa obra, que demorou anos para sair do papel, tem tirado o sono dos anapolinos. A obra já dura mais de um ano, mas tem previsão de entrega para agosto. E, desde o início, longos congestionamentos e acidentes têm sido a marca principal do viaduto.
E dada a insatisfação da população e dos trabalhadores do Daia, o vereador Jakson Charles (PSB) foi a Brasília conversar com o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Ernesto Fraxe, e com o superintendente regional do Dnit em Goiás e Distrito Federal, Flávio Murilo Prates. Acompanharam o vereador: o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Goiás, Carlos Albino Rezende; o presidente regional dos metalúrgicos de Anápolis, Reginaldo José Faria; e o diretor para assuntos do Daia na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), Francisco Pontes.
Na pauta principal estava o viaduto do Daia. De acordo com Jakson Charles, o diretor Jorge Ernesto disse que não estava sabendo dos transtornos e a partir de agora, medidas serão tomadas. “Primeiro, o diretor foi contundente com a equipe responsável pelas obras, que também estavam presentes na reunião. Segundo, determinou datas para solucionar os problemas apontados: deu 15 dias para liberar a entrada para o Daia, uma vez que quem vem de Goiânia ou Brasília precisa entrar no Daia por desvios, o que causa transtornos. Consequentemente, os desvios da própria rodovia precisam ser modificados. E isso já está ocorrendo. Visitei a obra na sexta-feira, 30, e já havia tratores trabalhando nos desvios e a sinalização já estava sendo reposicionada e acrescentada até certa distância da obra. Isso facilitará a visão de quem trafega pela rodovia a noite”, diz o vereador.
Além disso, o diretor do Dnit também pediu 30 dias para apresentar projeto que viabilizará a construção de alças de acesso ao viaduto, um pedido dos trabalhadores. Segundo o Dnit, esse projeto já começou a ser feito e deve ser entregue antes do prazo pedido. “Desde a semana passada, também tem um auditor do Dnit fiscalizando a obra. O diretor disse que quer estar informado do andamento da obra”, conta Jakson Charles.
Outras cobranças
Jakson Charles diz que o viaduto do Daia não foi o único assunto da reunião. Ele afirma que também cobrou mudanças no viaduto Miguel Moreira Braga, na intersecção da BR-153 com a BR-060, saída para Brasília, que sofre com congestionamentos; na trincheira que passa próximo ao Clube Lírios do Campo, nas proximidades da BR-153, que está com fissuras e rachaduras; e no viaduto que liga a BR-153 à BR-414. Todas essas obras, segundo o vereador precisam sofrer procedimentos eO prefeito João Gomes (PT), acompanhado de todos os seus secretários, foi à Câmara Municipal no fim da semana passada para prestar contas do último quadrimestre. O foco em torno da prestação de contas era grande, dadas as especulações que rondaram a prefeitura durante a semana e que previam uma possível crise financeira na recém-chegada gestão. Porém, na presença de grande parte dos vereadores, o prefeito foi tranquilo na leitura dos relatórios e em suas explicações. Gomes afirma que não é só Anápolis que sofre com a baixa arrecadação municipal. “Hoje, grande parte dos municípios brasileiros tem problemas. A título de exemplo, cito o Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação]. O Fundeb, até pouco tempo, conseguia pagar toda a folha de pagamento da educação e ainda sobrava para investir no setor. Atualmente, a verba mal cobre 60% da folha de pagamento. Assim, temos 27% da receita do município voltada para educação. E temos outras áreas a que dar atenção. Temos 18% da receita aplicada em saúde.” Mas a grande questão, segundo ele, é política: “Querem atingir a administração municipal, dizendo que estamos em crise, para fazer link com [a pré-candidatura ao governo de] Antônio Gomide. Mas não conseguirão”.
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João Gomes quer aliança com o PMDB[/caption]
Depois de tantos “vaivéns” protagonizados pelo PMDB de Iris Rezende e Júnior Friboi — se é que o partido pertence aos dois —, a possibilidade de uma união ao projeto político do PT de Antônio Gomide renasce. Pelo menos é como avaliam alguns petistas e peemedebistas, ou assim desejam. Porém, não se sabe — ou sequer se cogita — quem poderia ser um possível candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Anápolis. Iris, com certeza não. Talvez Friboi.
Para o prefeito anapolino, João Gomes (PT), uma aliança com o PMDB seria bem-vinda, por ser benéfica para o partido “tanto na chapa majoritária quanto na proporcional”.
Principalmente na proporcional, visto que — não se pode negar — o PMDB acaba tendo mais estrutura do que o PT e isso — além de dinheiro — conta muito para eleger deputados estaduais e federais. É certo que alguns nomes petistas não precisam se preocupar tanto, caso de Rubens Otoni, que já tem votos cativos e estrutura suficiente para se reeleger com uma boa margem de votos. Mas os novatos, caso de Edward Madureira, por exemplo, precisam — e muito. A ajuda do PMDB seria, sim, bem-vinda nesse sentido.
Porém, não se pode descartar as propostas feitas por Gomide a outros partidos, em sua maioria pequenos. O petista ofereceu a vice para Eduardo Machado, do PHS, que não deixou a decisão para seu partido e, assim, deve renovar alianças com o governador Marconi Perillo (PSDB). Também ofereceu a vice para o Pros, que ainda não deu posição a respeito. Na verdade, em uma avalição serena, seria melhor para a candidatura de Gomide se fosse, de fato, acompanhado por um “nanico” em sua chapa. O mote eleitoral do benquisto ex-prefeito anapolino é o novo, isto é, aquilo que a população tanto cobrou durante as manifestações de junho passado. Seguindo esse ponto de vista, seria estranho ser acompanhado de Iris Rezende, por exemplo. Mesmo Friboi poderia atrapalhar.
A Prefeitura de Anápolis inaugura nesta semana a Casa Amparo, uma casa de apoio aos pacientes que fazem tratamento de câncer na Unidade Oncológica de Anápolis “Dr. Mauá Cavalcante Sávio” e que chegam de outras cidades. Acontece que muitos desses pacientes não têm condições financeiras de permanecer na cidade. A capacidade de acolhimento será de 16 pessoas de ambos os sexos. No local os internos receberão três refeições diárias, repouso, banheiros, espaço de convivência e atividades lúdicas. O prédio foi totalmente construído pela Igreja Batista Central de Anápolis, que passa a integrar a rede de proteção social que o município oferece. A segurança de acolhida é um dos princípios primordiais da política de assistência social e opera oferecendo as necessidades humanas básicas aos pacientes.
Com previsão para ser aberta no dia 25 de julho, a vigésima edição do Salão Anapolino de Arte tiveram as inscrições encerradas no fim da última semana. Nesse ano serão distribuídos R$ 32 mil entre os artistas selecionados. A seleção é aberta artistas brasileiros e estrangeiros que residam no Brasil. Participarão da edição artistas das categorias: desenho, escultura, fotografia, instalação, objeto, pintura, gravura, videoarte e performance. A Comissão de Seleção escolhe 20 trabalhos entre os inscritos, dos quais quatro são premiados e todos são expostos ao público, na Galeria Antônio Sibasolly. Nesta edição são quatro Prêmios de Aquisição no valor de R$ 5 mil e, entre eles, um é destinado, exclusivamente, a um artista anapolino. O evento será ligado à programação realizada para comemorar o aniversário da cidade.
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Ferrovia Norte-Sul: apenas o pátio do Porto Seco suportará um volume inicial de 3,5 milhões de toneladas em cargas[/caption]
No fim da semana passada, a presidente Dilma Rousseff esteve em Goiás para inaugurar o trecho da ferrovia Norte-Sul, que liga Anápolis a Palmas, no Tocantins. A obras, que tem extensão de 855 km, custou R$ 4,2 bilhões — verba do PAC. A petista fez festa. Chegou de locomotiva e, ao começar seu discurso, relembrou que em 2007, como ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula, percebeu que havia um projeto muito importante guardado: a ferrovia Norte-Sul, projeto encabeçado pelo então presidente e atual senador José Sarney (PMDB). “A concepção da ferrovia Norte-Sul foi feita, efetivamente, pelo governo Sarney, que executou o trecho entre Açailândia e Araguaína. Desde então, a obra só havia tido investimentos feitos de forma marginal. Nós atualizamos o projeto. Entendemos que essa obra ajudaria a superar um grande atraso vivido por nós. Afinal, a época das ferrovias foi no final do século XIX, início do século XX.”
O fato é que a ferrovia, de fato, trará benefícios a Anápolis, visto que sentencia de vez à cidade o título de centro do país, uma vez que dá o último passo para a constituição do caráter multimodal do sistema logístico anapolino. Aliás, a palavra que a presidente mais gosta de usar quando vai a Anápolis é “multimodal”. Isto é, para ela, a cidade é sinônimo de uma evolução logística que liga ferrovia, rodovia e aeroportos. “A ferrovia coloca o litoral aqui”, diz Dilma. “Ela transforma Goiás em um polo logístico, pois será crucial para articular todos os tipos de transporte do país, tanto os que se dirigem ao sul quanto ao norte, região importante dado seu potencial hidroviário”. O pátio de Anápolis, centralizado no Porto Seco, ocupa uma área de 24 hectares, onde seis linhas férreas paralelas percorrem mais de três quilômetros de extensão. No pátio, serão carregados e descarregados: grãos, farelos, fertilizantes, entre outros materiais. Quando tiver em plena operação, as empresas poderão fazer suas ligações à ferrovia.
É certo que Antônio Gomide tem conversado com vários partidos, sendo a maioria deles “nanicos”, como: PHS, Pros, Solidariedade, PPL, PEN, PTC e PSDC, fora PDT e PCdoB. Desses, o diálogo mais positivo está sendo feito com o Pros, que até então era carta certa na chapa destituída de Júnior Friboi. Sobre isso, o petista Rubens Otoni diz: “O fechamento dos compromissos das alianças acontecerá nas convenções, no fim de junho. Até lá, estamos discutindo. O diálogo com o Pros está bastante aprofundado e há um interesse da direção nacional do partido em estar conosco, visto que estão juntos com o governo do DF, onde o PT governa”. Questionado sobre quão profundas estão as conversas, ele diz apenas que querem o partido junto, “quem sabe na chapa majoritária”. Isso mostra um possível fato: o vice de Gomide tem tudo para sair de um partido pequeno. O primeiro sondado foi Eduardo Machado, do PHS. Agora, o Pros. Depois de a aliança com o PMDB praticamente ruir, por que não procurar pequenos para compor? Uma coisa é certa: Gomide continua bem em Anápolis. Ao pegar a palavra, durante a inauguração da Norte-Sul, a presidente Dilma disse: “Quero testar uma coisa” e falou o nome de Gomide. A plateia deu uma grande salva de palmas, assoviou e festejou. A presidente sorriu.
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Aroldo Reimer: “Queremos desenvolver” / Foto: Fernando Leite-Jornal Opção[/caption]
O centro de convenções recebe grande expectativa, pois é apontado como um equipamento de muito importante para Anápolis, por servir de estímulo para investimentos tanto no setor industrial quanto de serviços. As falas sobre a obra vão sempre no mesmo sentido: o de promover aquilo que é feito no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e atrair recursos para a rede hoteleira. Nesse ponto, o reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG) — que tem sede em Anápolis —, Aroldo Reimer, diz que a universidade será também uma beneficiada pelo local, tanto na realização de grandes eventos quanto com um espaço cativo no centro — que disponibilizará salas para instituições. Reimer diz que a UEG, assim como o centro de convenções, está inserida nos projetos de crescimento de Goiás, visto que é um equipamento voltado para o desenvolvimento. “Um dos movimentos recentes nesse sentido foi a inclusão da universidade junto ao Parque Tecnológico de Anápolis. Recebemos a doação de uma área, onde iremos instalar a Agência Goiana de Inovação”, afirma.
A agência será desenvolvida pela UEG em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo, segundo Reimer, é aumentar o quantitativo de pesquisas realizadas pela universidade, principalmente no que concerne àquelas que tem ligação direta com o setor produtivo de Anápolis, como as empresas situadas no Daia e aquelas que irão se instalar no parque tecnológico. “A UEG tem trabalhos de relativo sucesso na área de pesquisa e trabalho empresarial. Destaco, por exemplo, que desde 2009 a UEG possui uma incubadora, que agrupa um determinado número de empresas e que recebeu recentemente um prêmio internacional por ter se destacado no cenário brasileiro. Por isso, já iniciamos conversas com o governador para pleitear espaço para a universidade no centro de convenções. Até o momento, houve sinalizações positivas, mas todos os detalhes ainda serão acertados” , declara o reitor.
Expedição realizada pela revista “Veja” passou por Anápolis na semana passada e testificou: a segunda maior economia de Goiás sintetiza a rápida evolução da região, sendo “um dos eixos industriais mais promissores do país”. O fato é Anápolis fez bem em se tornar uma das economias mais diversificadas do país, com forte poder agropecuário e industrial. Prova disso é que a cidade terá, em breve, a primeira plataforma multilogística do Brasil, além de um aeroporto de cargas e ponto de embarque e desembarque ligado à Ferrovia Norte-Sul. Essas construções irão atrair para Anápolis vários investimentos. Um bom exemplo são as grandes companhias de vendas pela internet, visto que será mais eficiente para elas centralizar os estoques na cidade goiana para daqui despachar os produtos para todo o país e para o exterior.
“O governador não perdeu votos em Anápolis.” É o que diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Regional Anápolis, Wilson de Oliveira. Ele diz que o governador Marconi Perillo (PSDB), ao contrário do que se pensa, não perdeu espaço eleitoral para o ex-prefeito anapolino e pré-candidato ao governo pelo PT, Antônio Gomide. A popularidade de Gomide na cidade sempre foi invejável — superior a 80%. O prefeito fez muitas obras, organizou a cidade. E fez muito disso com a parceria do governo estadual — Gomide nunca negou, ao contrário, sempre ressaltou o auxílio recebido. Baseados nisso, tucanos como Wilson de Oliveira dizem que a população observa e sabe em quem votar. Tática eleitoral? Sim. Contudo, só o resultado das eleições, em outubro, irá dizer o que os anapolinos realmente pensam.
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Com as obras adiantadas, centro de convenções pode ser entregue no fim de 2014 | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Quem passa no trecho anapolino da BR-153 vê duas obras: a construção do viaduto do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e outra às margens da rodovia. Trata-se do centro de convenções de Anápolis, obra de 32,8 mil m² de área construída. O centro, que vale R$ 120 milhões — verba já garantida por meio do Produzir — é a menina dos olhos do governador Marconi Perillo (PSDB), que pretende entregá-lo à população até o fim do ano, ou seja, até o fim de seu mandato. A questão é que Marconi precisa mostrar o que está fazendo por Anápolis a fim de “garantir” os votos que costumeiramente tem na cidade. Afinal, é possível dizer que o pré-candidato ao governo pelo PT, Antônio Gomide, tem maior popularidade entre os anapolinos que o tucano.
E para mostrar que obra já está adiantada, o que é possível de ser visto a olho nu, inclusive com a tubulação do ar-condicionado sendo colocada, o secretário de Indústria e Comércio (SIC), William O’Dwyer, vistoriou a obra na quinta-feira, 15. Ele informou que a primeira etapa será entregue no mês de julho. Assim, se tudo der certo, é possível que o local seja inaugurado no fim deste ano, como prevê o governo.cDurante a visita, William ressaltou a importância da obra para Anápolis e para o Estado. “O significado dessa obra para Goiás é inimaginável. Acredito que nem as projeções podem dizer o que esse centro de convenções irá fazer pelo Estado, especialmente por Anápolis. Já podemos contar com um investimento grande a ser feito na cidade em consequência dessa obra.”
Um dos pontos fortes do centro, segundo William, será a chegada de muitos hotéis, o que atrairá um bom número de turistas. “Goiás ainda tem um déficit no que diz respeito à acomodação de eventos. O centro de convenções de Goiânia está lotado o ano todo, assim como os salões de festas de Anápolis. Então, se os poucos hotéis que existem na cidade não têm conseguido arcar com a grande demanda, isso significa que, com a inauguração desse centro, Anápolis atrairá um número maior de hotéis. Já convidei, inclusive, o Castro’s Hotel para abrir uma filial em Anápolis. Essa é a realidade atual.” Segundo o secretário, o que virá depois dependerá da iniciativa privada, isto é, dos investimentos feitos pelos empresários. “Temos que pensar alto e de modo positivo. Essa obra não está sendo construída para nada. Ela abrigará grandes eventos.” Esta semana, William viaja para a Califórnia (EUA), e depois segue para Sydney, na Austrália, onde se encontrará com empresários. Ele afirma, porém, que prentende também promover o centro de convenções de Anápolis com o objetivo de atrair os grandes eventos.
Na semana passada, representantes do grupo CCD Biofuels & Energy, LLC, do Texas, EUA, se encontrou com o secretário de Indústria e Comércio, William O’Dwyer. Foi o primeiro encontro do titular da SIC com os empresários. E a impressão, pelo que consta, foi positiva. É certo que o grupo pretende investir pesado em Goiás, tanto que na carta de intenções enviada ao governador Marconi Perillo (PSDB), o grupo solicitou apoio para implementar em Anápolis, “tão rápido quanto possível”, um “Green Energy Park”. Isto é, um Parque de Energia Verde com capacidade para empregar diretamente 600 pessoas. Isso demonstra que o grupo não pretende apenas estabelecer a usina de biodiesel, como se pensava até então, mas deverá instalar também outros equipamentos futuramente para estabelecer o Parque. O investimento previsto pelo grupo é de US$ 400 milhões, o que dá quase R$ 1 bilhão. Também é certo que a posição do governador Marconi foi positiva, tanto que a área — nas proximidades da Fazenda Barreiro, entre o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e a cidade de Silvânia — já foi comprada. Assim, a construção da usina deverá começar em breve. A usina deverá fabricar biodiesel a partir de algas, produzindo um novo tipo de combustível sustentável.


