Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Arnaldo B. S. Neto

A respeito da nota “Bolsonaro: ‘Espero que Dilma saia. Infartada, com câncer, de qualquer jeito’” (Jornal Opção online), sinceramente, acho isso excessivo, desnecessário, violento, incompatível com a democracia. Democracia não se faz com juras de morte, com palavrões, com desejos de vingança, com estímulos ao ressentimento, com apelos ao que temos de mais primitivo. Ou a democracia nos coloca num patamar civilizatório melhor ou então não nos servirá muito.

Mesmo tendo me tornado crítico com relação ao atual governo, nunca chegarei ao ponto de me expressar assim, como o fez o deputado Jair Bolsonaro (foto) em Goiânia. De um deputado federal espero sempre um comportamento melhor, com mais argumentos, mais civilidade e menos violência verbal. Brasil precisa de reflexão, de aprendizado, de autocrítica, de visão de longo prazo, de projetos. Precisa que os brasileiros mostrem a serenidade e o discernimento que faz com que os povos maduros superem suas crises. Mas não precisa destas demonstrações pueris de pseudorradicalismo.

Arnaldo B. S. Neto é professor

 

“O que queriam ao trazer Bolsonaro para um painel?”

Marco Antônio Lara

A pergunta que fica é: o que a Corregedoria-Geral de Justiça de Goiás e um workshop de Justiça Criminal queriam com Jair Bolsonaro em um painel? Com todo o respeito, mas um conferencista desse não acrescenta nada. Pelo contrário, só apequena qualquer evento de que participa.

 

“Não sei quem é o mais errado”

Amauri Garcia

Esse cidadão é, para mim, o próprio câncer. Eu não sei quem está mais errado: se é a Asmego [Associação dos Magistrados do Estado de Goiás], que traz “isso” para dar palestra, se é o jornal a dar espaço às suas asneiras (muito embora alimente polêmicas) ou se sou eu mesmo, que ainda abro notícias a respeito desse cidadão.

Amauri Garcia é jornalista.

 

“Edição para induzir os leitores”

Rafael Bela Adão

Edição feita para induzir os leitores a achar que Bolsonaro de fato está fazendo orações para a morte da presidente. O que ele falou vem como resposta a uma especulação de que a presidente poderia simular uma doença para sua saída do Pla­nalto ser menos humilhante e, nesse sentido, ele quis dizer que não lhe importa a forma como ela vai sair, se é por impeachment, cassação via TSE ou por doença, mas que, seja qual for a causa, ela tem de ser expurgada do poder.

 

Nota da Redação: O repórter Frederico Vitor responde ao comentário: “Em relação à pergunta feita ao deputado Jair Bolsonaro – que está gravada, bem como a íntegra da entrevista – foi se ele achava que a presidente Dilma Rousseff concluiria seu mandato. A resposta do parlamentar, portanto, nada tem a ver com algum questionamento sobre boatos ou especulações.”