Para a vaga de vice do prefeito João Gomes, Fernando Cunha Neto, Pedro Canedo e Carlos Antônio tentam se cacifar
Para a vaga de vice do prefeito João Gomes, Fernando Cunha Neto, Pedro Canedo e Carlos Antônio tentam se cacifar

A menina dos olhos da política em Anápolis não é a cadeira titular da prefeitura, mas sim compor a vice do prefeito João Gomes (PT) em seu projeto de reeleição. Primeiro de tudo, o chefe do Executivo é um candidato de voo único, ou seja, não poderá disputar uma nova eleição em 2020. Assim, se abre um espaço para o vice galgar candidatura no próximo pleito municipal após 2016, com capilaridade eleitoral e com a máquina pública em mãos.

Outro aspecto é a ausência de adversários em condições de derrotar o prefeito petista. Os poucos que dizem ser candidato não têm estrutura e muito menos agenda política para disputar com João Gomes. Além disso, o prefeito conta com a simpatia do governador Marconi Perillo (PSDB), quem de fato poderia ser adversário, mas que no momento dá todos os índicos que não quer se opor a João Gomes, inclusive estaria aprovando a ideia de um tucano ocupar a vaga de vice.

Se um quadro do PSDB vier ser o vice de João Gomes, o partido do governador terá chances ampliadas de ocupar a titularidade da Prefeitura de Anápolis. Porém, aí, surge outra questão. Será que o ex-prefeito Antônio Gomide e seu irmão, o deputado federal Rubens Otoni, deixariam um tucano vencer eleições ao Executivo municipal? É preciso levar em consideração que em 2018, Gomide poderá disputar mais uma vez a prefeitura.

Primeiramente, se deve analisar que, qualquer deliberação que englobe o PT, as decisões deverão sair de um conjunto, não apenas de vontades isoladas. Numa aliança política, ainda mais quando se unem forças tecnicamente antagônicas, o compartilhamento de resultados é fundamental, sejam eles ônus e/ou bônus.

Outros pretendentes

Mas a vaga de vice de João Gomes não é somente disputada por tucanos, como o vereador e superintendente do Produzir, Fernando Cunha Neto. Há nomes de outros partidos que a querem. Um deles é o deputado estadual Carlos Antonio (SD), que tem afirmado que é candidato, mas que no final deve compor com a frente política liderada pelo PT. Outro nome que surgiu recentemente é do ex-deputado federal Pedro Canedo, do PP. Sumido da política, o pepista vê na vaga de vice uma forma de sair do ostracismo eleitoral em que se encontra.

O grupamento de político formado por PHS, PSD, PPS e PEN, denominado G4, também está com a mira apontada para a vice de João Gomes. Elismar Veiga (PHS) seria o nome que esta agremiação de legendas tem para se juntar ao prefeito. O vereador Frei Valdair (PTB) também considera a hipótese de unir forças com João Gomes.

Mas seja qual for o resultado deste leilão partidário, há séria possibilidade da vaga de vice ser ocupada por um quadro do próprio PT. Esta chance não é descartada. O presidente estadual da legenda, Ceser Donizete, por exemplo, tem plenas condições de compor uma chapa pura sangue com respaldo de um amplo grupo partidário.