Márcio M. Cunha
Márcio M. Cunha

Como se defender do abuso de autoridade

Na primeira reunião de trabalho, o Movimento em Respeito e Lealdade à Advocacia criou as comissões para difundir os seus ideias e princípios

Com o tema “como se defender do abuso de autoridade”, o Movimento em Respeito e Lealdade à Advocacia lançado inicialmente pelos advogados Márcio Messias Cunha, Alexandre Ramos Caiado, Josserrand Massimo Volpon e Alexandre Pimentel, fará seu primeiro evento aberto ao público. Será no dia 7 de agosto no Hotel San Marino a partir das 18 horas e contará com grandes nomes do Estado e do Brasil.

Diferentemente das campanhas tradicionais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), onde cada chapa busca conquistar o voto do eleitorado à custa de festas regradas a chope, esse movimento eleva o nível da campanha ao abordar temas importantes não só à advocacia, mas também a toda sociedade. Entre os quais está qual deve ser o papel da Or­dem no cenário nacional, voltado principalmente aos profissionais do direito e a jornalistas, que são as profissões mais aviltadas por abuso de autoridade.

O crescimento natural do Movi­men­to em Respeito e Lealdade à Advocacia é algo impressionante, considerando que foi lançado no dia 7 de junho. Já alcança a marca de mais de 500 advogados militantes nos grupos de debate e discussão dos problemas e agruras da classe.

Quem nunca teve suas prerrogativas violadas? Quem, no exercício da profissão, nunca sofreu por abuso de autoridade? Porque todos profissionais que exercem a advocacia já sentiram na pele e sabem o valor que tem preço o respeito às prerrogativas e ter uma Ordem pronta para lhe defender no exercício de seu ofício. É algo incomensurável e somente resgataremos os sentimentos de valorização da classe quando tivermos uma entidade que compreenda e tenha condições de exercer seu papel fundamental da distribuição de justiça e paz para a sociedade.

O respeito com a divergência de opiniões é ponto fundamental na luta pelo reconhecimento de seus objetivos, sem deixar desvelar a fragilidade de gestão, bem como, a astenia de velhos grupos, afigurados de tenebrosas figuras, mas todos, sem nenhuma dúvida, com medo de enfrentar cara a cara os verdadeiros problemas da advocacia. É por isso que o clamor por algo que venha do fundo do coração ecoa com tamanha força em todos os cantos da advocacia goiana, pois, quem não deseja uma classe respeitada e uma Ordem leal aos seus inscritos?

Um dos pilares básicos desse Movimento é o respeito às prerrogativas dos advogados e advogadas que militam em solo goiano, pois somente com lealdade a esse princípio haverá o resgate da respeitabilidade e valorização que a advocacia exige.

Com a evolução do movimento, nos parece pouco provável que tenhamos menos de três chapas concorrentes nas eleições da OAB neste ano. Haja vista que a expansão por meio das redes sociais é justa, democrática e a cada momento há mais profissionais repensando as fortunas gastas para se comprar uma eleição na Ordem. Depois o pobre advogado não tem nem o direito de reclamar, pois, afinal de contas, compraram e pagaram pela gestão. E reclamar para quem?

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Nelson Pompeu

De São Paulo, desejo boa sorte ao oportuno movimento e que se espalhe pelo Brasil !