Márcio M. Cunha
Márcio M. Cunha

As lições para o século XXI de Yuval Noah Harari

Autor retrata que os dados que entregamos com tanta facilidade às redes sociais ou afins são usados para “espionar” nossas preferências

O livro de um dos maiores historiadores da atualidade, Yuval N. Harari, PhD pela universidade de Oxford, traz algumas lições e reflexões que merecem ser levadas à tona pela sociedade. Claro que somente uma leitura aprofundada do livro “21 lições para o século 21” faria com que pudéssemos refletir de forma desejada. Entretanto, tentaremos trazer ao presente texto passagens interessantes acerca de algumas lições.

Inicialmente, Harari destaca o avanço tecnológico dentro da sociedade, com um enfoque maior dentro dos dados capturados pela Big Data, e as Inteligências Artificiais (IAs), que vem sendo desenvolvidas a cada dia e mais aprimoradas desde então. Dispositivos como Cortana (Positivo), Alexa (Amazon) dentre tantos outros, cada um gerido dentro de sua própria plataforma, já começam a tomar espaço na vida das pessoas cada dia mais.

Harari também alerta para os riscos que as IAs podem trazer, porém segundo o autor, não se trata dos riscos que vemos em filmes, onde as IAs se voltam contra os humanos e buscam sua aniquilação. O risco do qual o historiador se refere é justamente o opostos, as IAs devem e irão fazer tudo aquilo que seus criadores a programarem para fazer, sem pestanejar ou sem se voltar contra suas decisões.

A partir dessa teorização, Harari traz assim uma reflexão: e se os programadores mandassem as IAs matarem? Pois bem, seria possível que elas cumprissem o objetivo de sua programação e matariam, vez que as IAs são apenas códigos de computador, não são capazes de pensar e, diferentemente dos homens, onde a maioria reagiria com negação a uma ordem de assassinato, a máquina faria isso assim que possível. Dessa forma, as IAs representariam risco. Mas não por si só, mas sim por meio de uma ação humana.

Harari destaca também os algoritmos e os dados retidos no Big Data. Em sua obra, retrata que os dados que entregamos com tanta facilidade quando nos registramos em sites de redes sociais ou afins, de forma gratuita, acabam sendo usados para “espionar” nossas preferências por produtos, onde o algoritmo de Big Data, por sua vez, começa a bombardear nossa janela na internet com anúncios referente àquilo que pretendíamos.

Dessa forma, mesmo que involuntariamente, entregamos nossos dados de boa vontade, e os anunciantes ficam mais próximos de vender-nos os produtos. Afinal, quando pesquisamos um celular no Google, por exemplo, vamos sempre nos primeiros links disponíveis ou nos links alocados na página 100?

Por fim, nota-se que as Inteligências Artificiais e os algoritmos de Big Data evoluem consideravelmente de mãos dadas à tecnologia, representando o futuro, sendo o Big Data responsável pelo comércio e as IAs pelo assistencialismo aos humanos. A conjunção dessa evolução resultará em um grande benefício para a humanidade, ou não, dependendo de quem estiver por trás deste desenvolvimento.

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