Márcio M. Cunha
Márcio M. Cunha

Advogado propõe comissão para incentivar a adoção do Selo Verde em Goiás

Advogado Marcelo Feitosa: aposta no Selo Verde como instrumento

Advogado Marcelo Feitosa: aposta no Selo Verde como instrumento

Em princípio, o Selo Verde é uma marca colocada em produtos e itens comerciais, indicando que a produção foi realizada de acordo com diretrizes pré-estabelecidas pela organização que emite o selo. Pode ser reconhecido internacionalmente pelos consumidores de madeira e produtores derivados, como móveis e estruturas para a construção civil. Isso dá de tal forma o que o comprador tenha a garantia de que tenha adquirido um produto que não agrida o meio ambiente.

A ideia surgiu a partir do mercado europeu, onde se iniciou a crescente preocupação ambiental dos consumidores de todo o mundo. Naquele momento, governos e organizações não governamentais (ONGs) de vários países formularam um conjunto de normas para regular o comércio de produtos provenientes das florestas por meio de acordos internacionais. Ficou definido que para as madeireiras possuírem o selo verde deveriam comercializar apenas produtos retirados das florestas de forma ambientalmente correta e enquadrados em um plano de manejo certificado por organismos internacionalmente reconhecidos.

O advogado Marcelo Feitosa, especialista em direito ambiental e desenvolvimento sustentável, acredita que uma iniciativa como o Selo Verde pode privilegiar empresas que consigam aliar a valorização do meio ambiente a seu negócio. “Em Goiás temos industriais, produtores e empresários que privilegiam a questão ambiental em suas atividades. Queremos que o Estado passe a enxergar essa questão como foco de gerar mais receita ao empresário que produz de forma harmoniosa com o meio ambiente e valorizar a questão ecológica, com uma homenagem estatal”, argumenta.

Feitosa propõe que uma comissão seja formada para outorgar o Selo Verde em Goiás. O grupo seria composto por de servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Cidades, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos (Secima), por um integrante da sociedade civil que tenha assento no Conselho Estadual do Meio Ambiente e mais um membro do Fórum Empresarial de Goiás. Juntos, eles receberiam e analisariam os requerimentos encaminhados por empresas que gostariam de estampar o selo em seus produtos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.