Euler de França Belém
Euler de França Belém

Witold Pilecki entrou em Auschwitz com a missão de destruir o brutal campo de extermínio

Parecia impossível, mas não para um homem obstinado. O polonês entrou no campo nazista com o objetivo de liderar a resistência judaica

O nazismo era um regime assassino. Se o indivíduo resistisse, não havia escapatória: era morto, quase sempre da maneira mais brutal possível, para servir de “exemplo”. Como 6 milhões de judeus foram massacrados pela máquina genocida criada por Adolf Hitler e Heinrich Himmler, líderes da Alemanha, criou-se o mito da passividade judaica. Na verdade, o sistema era altamente repressor, por isso a resistência não foi tão acentuada. Mas as pesquisas começam a mostrar que, sim, houve uma resistência dos judeus, para escaparem dos campos de concentração e extermínio — notadamente em território da Polônia — e algumas foram bem-sucedidas.

Os irmãos Túvia, Asael e Zus Bielski se organizaram e conseguiram salvar mais de 1.200 judeus. A batalha deles ganhou reconhecimento há pouco — com livros e filme. Há também o caso de Witold Pilecki, que entrou em Auschwitz com o objetivo de liderar uma rebelião. Trata-se de um caso de coragem inaudita. Sua história está contada no livro “O Voluntário de Auschwitz — Um Homem, um Exército Clandestino e a Missão Secreta de Destruir o Mais Brutal Campo de Concentração Nazista” (Universo dos Livros, 448 páginas, tradução de Leonor Cione), de Jack Fairweather. Como se diz, é uma história de cinema, tão espantosa que parece ficcional, mas não é. É a mais pura realidade.

Leia sinopse da editora: “Conheça a incrível história real da infiltração de um combatente da Resistência polonesa em Auschwitz para destruir o mais brutal campo de concentração nazista. Em setembro de 1940, Witold Pilecki, um combatente da Resistência polonesa, se ofereceu para uma missão audaciosa: assumir uma identidade falsa, ser intencionalmente capturado e enviado a um campo de concentração e executar um ataque lá de dentro. Nos dois anos seguintes, Pilecki forjou um exército clandestino dentro de Auschwitz, que sabotou instalações, assassinou informantes e oficiais nazistas e reuniu evidências de abusos terríveis e assassinatos em massa. Apesar da tarefa árdua e necessária, ele foi completamente apagado do registro histórico pelo governo comunista polonês do pós-guerra, permanecendo quase desconhecido para o mundo. Agora, Jack Fairweather, que teve acesso exclusivo a diários escondidos, depoimentos de familiares e arquivos recentemente liberados, oferece um retrato inflexível de sobrevivência, vingança e traição em um dos momentos mais sombrios da história da humanidade”.

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