Euler de França Belém
Euler de França Belém

O Popular, depois de transformar cavalo em assassino, atropela madame concordância

Quando um editor do “Pop” escreve, publicando títulos “sensacionais”, a Língua Portuguesa grita… de dor e raiva

Ao menos um editor de “O Popular” está fazendo escola (talvez por ter fugido da escola). Depois de transformar um cavalo em “assassino”, em título da semana passada, o jornal do Grupo Jaime Câmara atropela a concordância. Confira: “Maioria dos deputados goianos são contra texto da Reforma da Previdência”. Curiosamente, na versão impressa, possivelmente por intervenção dos jornalistas Marcos Nunes Carneiro e Karla Araújo, o título saiu certo. A reportagem contém falhas, como uma vírgula passando, a troca de Câmara dos Deputados (o certo) por Câmara Federal (o errado), uma frase confusa (“Tudo bem aumentar a idade para que trabalham com adultos”.

Quanto ao título, trava-se de uma imprevidência do editor, pois, como se sabe fora da redação do “Pop”, “maioria” concorda com “é”, mas discorda de “são”. O editor do jornal precisa entender que a Língua Portuguesa não se “aposenta”.

A professora Lúcia Vasconcelos, excelente, deveria ser convocada, com certa urgência, para ministrar aulas à redação do “Pop”.

Consta que, quando um editor do “Pop” escreve, publicando títulos “sensacionais”, a Língua Portuguesa grita… de dor e raiva.

Confira comentário anterior sobre “O Popular”

Stephen King contrata editor de O Popular para fazer títulos de livros e filmes

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Adalberto Queiroz

Dessa do cavalo assassino, eu ri sozinho uma boa meia-hora…