Euler de França Belém
Euler de França Belém

Imprensa não pode suspender crítica porque Bolsonaro está há pouco tempo no poder

Militares, ao contrário do presidente, que se envolve com picuinhas, dão um show de compostura e seriedade

Pintura de Igor Morski

Adeptos do presidente Jair Bolsonaro dizem mais ou menos assim: “Não se deve criticar o governo e Bolsonaro desde já. É preciso esperar um pouco mais, pois ele está no governo há menos de três meses”. A recomendação, diga-se, pode até valer para políticos, que costumam dar uma trégua de seis meses, antes de abrir baterias críticas. Mas não serve para os indivíduos comuns e, sobretudo, para a imprensa.

A imprensa não pode suspender o senso crítico nem por um dia e, por isso, não pode deixar de apontar as falhas do governo de Bolsonaro e os problemas de sua família — que, no caso, não são privados; ao contrário, são públicos e misturados, e é o próprio presidente quem os faz assim.

Quadro de Rafal Olbinski

Ao contrário do que dizem os bolsonaristas, a imprensa não é contra o governo do presidente. Na verdade, é a favor do Brasil. E, quanto mais crítica, mais favorável será ao governo de Bolsonaro, que poderá corrigir rumos. Militares do governo, de alta qualidade, já disseram que o governo municia a imprensa, que tem a obrigação de divulgar os problemas.

A imprensa exagera a respeito de Bolsonaro? Na prática, quem exagera é o próprio presidente, seus filhos e alguns de seus aliados. Já os militares, como os generais Augusto Heleno e Hamilton Mourão, dão um show de compostura, de seriedade e de compreensão dos problemas reais do Brasil. Não se envolvem com perfumaria e bate-boca na imprensa e, sobretudo, nas redes sociais. O vice-presidente Hamilton Mourão é uma grata surpresa.

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