Augusto Diniz
Augusto Diniz

Estratégia equivocada do Galo precisou ser diminuída com demissão de técnico

Diretoria do Atlético Mineiro comprou versão recheada de imprecisões do treinador, foi para a briga com repórter e se perdeu na tentativa de minimizar repercussão negativa

Técnico do Atlético Mineiro, pouco mais de 24 horas antes de ser demitido, agrediu verbalmente e tentou chutar repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência | Foto: Reprodução/SporTV

“Tá pensando que tá falando com quem, rapaz?” Hoje (10/2), três dias depois da confusão com o então treinador do Clube Atlético Mineiro, Oswaldo de Oliveira, o repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte (MG), poderia muito bem responder à pergunta agressiva e de quem pareceu se achar superior a alguém com um simples “estou falando com um profissional que foi demitido por não saber respeitar outros funcionários que também têm como ofício o futebol”.

Todo o episódio é uma trapalhada sem fim. Uma sucessão de erros incompreensíveis. E essa equivocada tática adotada, até o momento, só partiu de um dos lados: a diretoria do Galo. A tentativa agressiva de partir para cima de um jornalista que participava da entrevista ao final do jogo sofrível e de desempenho lamentável do time na última quarta-feira (7/2) reverberou tanto que o técnico precisou ser demitido para tentar botar panos quentes sobre a repercussão negativa que o caso tomou, não só contra Oswaldo de Oliveira, como sobre a imagem do clube.

Desde a primeira tentativa do repórter Léo Gomide em fazer uma pergunta analítica sobre o desempenho do time em campo na cidade de Rio Branco (AC), o técnico Oswaldo de Oliveira já se mostrava indisposto com o profissional, inclusive ao interromper repetidas vezes a tentativa do jornalista de embasar seu questionamento ao treinador do Galo. “Você sempre faz essas perguntinhas mal intencionadas. […] Você está querendo colocar palavras na minha boca. […] Não tem ‘porque'”, impede em diferentes momentos Oswaldo que o cronista esportivo conclua sua pergunta.

A discussão do técnico com o repórter sobre o que cabe ou não no conteúdo de uma pergunta é algo semelhante a usuários de redes sociais que se sentem no direito de decidir por conta própria, sem qualquer conhecimento técnico da profissão de jornalista, o que deve ser e como teria de atuar um repórter. Acontece que um setorista – que acompanha a rotina de determinado clube esportivo – ou não, que está ali a trabalho, analisa e comenta o jogo durante os dois tempos da partida. Quando ele vai para a entrevista com o treinador, espera-se que ele faça questionamentos ao técnico que partam do entendimento que o repórter tem daquela partida que acabou de acompanhar.

O problema principal de toda a situação registrada em vídeo e transmitida ao vivo por emissoras de televisão e rádio não está no conteúdo da pergunta que Léo Gomide tentava, e que não conseguiu concluir, ao técnico Oswaldo de Oliveira. “Quem não tem boa vontade, quem quer usar o lado pejorativo, faz o tipo de pergunta que você fez. Só que você repete isso. Todas as vezes você repete a mesma coisa e eu calmamente tenho administrado. Mas hoje a sua insistência… Muito difícil”, diminui Oswaldo o trabalho do jornalista. A grande questão é que um serviço de imprensa feito de forma séria e independente tem de ser de questionador mesmo, com a isenção necessária.

Na contramão da defesa da liberdade de imprensa e do acesso à informação livre, Alexandre Gallo, diretor de futebol do clube, anunciou por meio do canal oficial do Atlético Mineiro no YouTube, a TV Galo, que Léo Gomide está proibido de entrar no Centro de Treinamento Cidade do Galo para acompanhar e cobrir as atividades do time. E disse que espera que os repórteres atuem em formato de “parceria” com o Galo. Gallo, jornalista não é parceiro, é profissional e busca informação, e não ser seu amigo.

Caso o clube queira que apenas a versão oficial de tudo relacionado ao Galo seja divulgada, deveria o Clube Atlético Mineiro, em uma atitude completamente antidemocrática e desrespeitosa, contratar assessores de imprensa e colocá-los como repórteres das emissoras que acompanham o cotidiano do time nos jogos, treinamentos e entrevistas concedidas.

Mas o fato de o repórter Léo Gomide atuar como setorista do Galo e se afastar do convívio nocivo e prejudicial de amizade com integrantes do Atlético Mineiro não significa desrespeito à imagem e trabalho do Galo, mas sim um carimbo de imparcialidade e busca pela notícia de forma ética e profissional.

Depois de partir para cima do repórter, tentar agredi-lo fisicamente e insulta-lo, o comportamento de Oswaldo de Oliveira continuou incompreensível na quinta-feira (8/2), quando deu diversas entrevistas a programas de debate futebolístico em canais de TV por assinatura como SporTV, ESPN e Fox Sports. O argumento defendido pelo treinador foi o de que, depois de sofrer a maior ofensa verbal de toda a sua carreira, superior a qualquer insulto e xingamento já vindos das arquibancadas por torcedores, perdeu a paciência e respondeu ao ataque de Léo Gomide com agressividade.

Inclusive a nota oficial divulgada pela assessoria do técnico demonstra que ele não tinha o menor interesse em se entender com o repórter e aceitar que pode ter entendido errado qualquer coisa que o jornalista possa ter falado. Se os gritos viessem da torcida, qualquer um ouviria, porque os microfones captariam, inclusive as ofensas mais graves contra a pessoa e sua família, como costuma acontecer em estádios de futebol.

“Ontem, após nossa classificação na Copa do Brasil, ouvi o maior desaforo de toda a minha carreira do jornalista Léo Gomide (impronunciável aqui publicamente). Ouso afirmar que, PROPORCIONALMENTE, nem da arquibancada havia recebido tamanho insulto, mesmo levando em conta toda a passionalidade do torcedor pelo seu clube do coração. Tenho testemunhas de tudo o que saiu da boca desse rapaz, não à toa o próprio Atlético proibiu sua entrada na Cidade do Galo, e podem ter certeza, não foi a meu pedido”, diz trecho da nota.

Do outro lado, Léo Gomide negou também às três emissoras e em uma nota sobre o caso, que tenha em qualquer momento da entrevista ofendido o até então técnico do Galo. Oswaldo alegou que um repórter da Globo do Acre teria confirmado o xingamento “vai para a casa do caralho” por parte do repórter da Rádio Inconfidência. Em programas de debate na manhã seguinte ao jogo, participantes levantaram a possibilidade de a frase “só estou fazendo o meu trabalho, caralho” ter sido confundida por alguém com uma ofensa dirigida diretamente ao treinador.

O fato é que nenhum dos microfones que gravava a coletiva, nem as câmeras de TV, conseguiu captar qualquer ofensa ou xingamento feito por Léo Gomide a Oswaldo de Oliveira. Mas aí surgiu a informação de que o histórico repórter Roberto Abras, que cobre o Atlético Mineiro desde a década de 1960, teria informado ao técnico que o jornalista da Rádio Inconfidência teria sim insultado o profissional do Galo ao se retirar da entrevista. Roberto Abras desmentiu a informação na manhã de sexta-feira (9/2), momentos depois do anúncio da demissão do técnico pela diretoria do Galo.

A repercussão das entrevistas concedidas por Oswaldo de Oliveira foi tão negativa, até pela quantidade de erros, afirmações não comprovadas e alegações infundadas do treinador nas conversas por telefone com canais de televisão que a diretoria do Galo foi obrigada a demitir o técnico para tentar tirar o clube do foco das críticas da imprensa mineira, nacional e internacional e de torcedores do Atlético Mineiro e de outros times.

A falha no discurso de justificativa da rescisão do contrato com Oswaldo, apenas por questões técnicas de desempenho do time, começa pelo fato de que o presidente Sérgio Sette Câmara adota, para justificar o desligamento do técnico, o conteúdo de embasamento das perguntas que Léo Gomide tentou fazer ao treinador na noite de quarta-feira para questionar a falta de padrão de jogo e o baixo rendimento do Galo na partida em Rio Branco contra o recém-chegado à Série C do Campeonato Brasileiro, Atlético Acreano, com folha de pagamento mensal de cerca de R$ 70 mil a todo o elenco.

Mas ao mesmo tempo, Sette Câmara atacou o repórter e lamentou a saída de Oswaldo de Oliveira. Falta à diretoria do Atlético Mineiro transmitir à imprensa e a seus torcedores uma informação possível de se acreditar ou o mais próximo possível da verdade, se for mesmo a intenção tentar tapar o sol com a peneira depois de tanta trapalhada da noite de quarta-feira até a manhã de sexta.

Para piorar a errada estratégia de comunicação do Galo, o presidente do clube disse que se alguém feriu a imagem da entidade Atlético Mineiro, essa pessoa é o repórter Léo Gomide. Só que ninguém conseguiu até o momento comprovar que houve qualquer ofensa no momento em que o treinador Oswaldo de Oliveira estoura e parte para cima do jornalista. Na tentativa de minimizar a proporção que a escolha equivocada da diretoria tomou no caso, Oswaldo acabou sendo demitido. Só que o jornalista continua proibido de entrar na Cidade do Galo, um claro gesto antidemocrático de censura a um profissional que cobre as atividades do clube.

Ao adotar a linha do achismo para ter certeza sobre o ocorrido no Acre depois do empate vergonhoso do Atlético Mineiro com o xará acreano, que dominou a partida até a metade do segundo tempo, quando cansou fisicamente, e poderia ter facilmente se classificado, a diretoria do Galo não só não conseguiu encerrar a repercussão do caso como gerou manifestações contrárias em dois lados opostos. A Associação Mineira de Cronistas Esportivos (ACME) e a Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt) repudiaram na quinta-feira a agressão sofrida por Léo Gomide e a censura do Galo contra a atuação livre de um profissional da imprensa em seu ofício.

E não foram só jornalistas e emissoras que ficaram contra a atitude do Clube Atlético Mineiro nas medidas adotadas nos dois dias seguintes ao ocorrido. A demissão de Oswaldo gerou uma onda de manifestações de outros treinadores em apoio ao técnico. A Federação Brasileira de Técnicos de Futebol (FBTB) convocou seus profissionais a protestarem em entrevistas contra a rescisão do contrato de Oswaldo de Oliveira durante os jogos dos campeonatos estaduais neste final de semana. Até o treinador do Goiás, Hélio dos Anjos, repudiou a decisão do Galo nos momentos que antecederam o início da partida Goiás e Aparecidense, na tarde deste sábado em Goiânia.

A coisa já não estava favorável para o Galo desde o momento do incidente. Primeiro pela atitude agressiva de um técnico, que atua como funcionário e representante público do clube. Depois porque durante a confusão com o repórter, é possível ouvir nitidamente uma voz dizer “ele é um babaca mesmo”. Sabe quem falou isso sobre Léo Gomide para o Oswaldo? Domênico Bhering Almeida, diretor de comunicação do Atlético Mineiro. Se nem o responsável pelo contato entre imprensa e clube respeita um profissional que cobre o cotidiano do Galo, imagine um técnico ou presidente.

Pingos nos is

Desde que chegou ao Galo, em 26 de setembro de 2017, Oswaldo de Oliveira comandou a equipe em 13 jogos pelo Campeonato Brasileiro, a partir da 26ª rodada, cinco no Mineiro deste ano e na primeira fase da Copa do Brasil em jogo único contra o Atlético Acreano, que depois se tornou palco para o caso que culminou na demissão do técnico. No Brasileirão, o treinador fez sua estreia fora de casa contra o Atlético Paranaense e conseguiu uma vitória por 2 a 0. Chegou ao segundo resultado positivo batendo o São Paulo no Independência em 1 a 0, quando o tricolor paulista estava em crise na competição.

O primeiro empate veio fora de casa com o placar de 1 a 1 na Ilha do Retiro contra o Sport, também em má fase. Talvez o pior jogo de 2017 do Galo sob o comando de Oswaldo seja a derrota em casa por 3 a 2 para a desmontada Chapecoense, partida que foi crucial para o Atlético Mineiro ficar fora da pré-Libertadores da América de 2018, que teve a última vaga brasileira conquistada pela Chapecoense na última rodada do Brasileiro do ano passado.

Um time sem padrão de jogo, preguiçoso e sem vontade vencia fácil por 1 a 0 no Independência e deixou a Chapecoense se acostumar com a falta de pressão do Galo, no dia 18 de outubro. A moleza do time era tanta que os catarinenses começaram a jogar como anfitriões da noite e logo dominaram a partida contra um irregular e irreconhecível Atlético. Mas a redenção de Oswaldo veio com uma virada de 3 a 1 em cima do Cruzeiro em partida com mando de campo do rival no Mineirão. Robinho foi a estrela da tarde com contra-ataques em um jogo que o Cruzeiro dominou até tomar o gol de empate no segundo tempo.

Novamente no Independência, um empate apático e sem gols com um perdido Botafogo, já eliminado da Copa do Brasil e Libertadores, longe do surpreendente futebol do primeiro semestre de 2017 da equipe carioca. Em seguida veio a derrota na Vila Belmiro por 3 a 1 para um Santos que dominou completamente o jogo e não deixou o apagado Galo responder.

A sorte do Galo veio com um atropelado e prestes a ser rebaixado Atlético Goianiense indo ao Independência e derrotado pelos mineiros por um placar cheio de gols e apertado: 3 a 2 para o xará mineiro. Essa é a partida referida por Oswaldo nas entrevistas que deu na quinta-feira para construir o discurso de que os problemas com o repórter Léo Gomide eram anteriores ao ocorrido nesta semana.

O treinador cita que foi questionado pelo jornalista depois do jogo sobre o fato de os três gols do Galo terem sido jogadas de sorte, que não mostravam qualidade e aplicação efetiva de uma tática de jogo em campo. Oswaldo ironizou ao responder que deveria devolver os três pontos da vitória. Segundo as entrevistas do técnico, os outros repórteres teriam rido do que Oswaldo havia acabado de falar, o que teria irritado a Léo Gomide, responsável pela pergunta que gerava tanta graça em reação à fala do treinador.

Mas a gravação daquela entrevista depois do jogo no Independência mostra que as risadas vieram em outro momento, bem depois da pergunta de Léo Gomide, quando Oswaldo brinca sobre a relação antiga, praticamente de matrimônio, com um de seus assistentes. A pergunta havia sido feita pelo jornalista Roberto Abras, que pediu para Oswaldo comentar a melhora do futebol do lateral Marcos Rocha jogando ao lado do meia Luan. “Pois é, né? Um casal, né? É um par, pô. Eu e meu assistente somos um casal. Nós nos amamos. Eu o conheço desde 1968.”

Naquela entrevista, depois de oito jogos como técnico do Atlético Mineiro, Oswaldo admite no momento final que o time precisava melhorar muito. Na sequência, dois empates fora de casa contra o Bahia (2 a 2) e Vasco (1 a 1). A vitória voltou a acontecer contra o sofrível time de 2017 do Coritiba por 3 a 0 e depois uma exibição de gala contra o campeão Corinthians em São Paulo que terminou com placar igual: 2 a 2. A despedida do Brasileiro do ano passado foi melancólica, com o time titular do Galo sofrendo para virar para 4 a 3 uma partida em casa contra o elenco da base do Grêmio.

Já em 2018, Oswaldo optou por jogar fora de casa com o time reserva no Campeonato Mineiro e no Independência com o elenco titular. Das partidas como visitante com a equipe do banco, foram um empate em 0 a 0 com o Boa e uma derrota por 1 a 0 contra o Villa Nova. Como os titulares tiveram apenas 18 minutos de bom futebol, quando fizeram os três gols da vitória por 3 a 0 em casa diante do Democrata de Governador Valadares, veio a cobrança após o empate difícil de acompanhar com a Patrocinense por 2 a 2 em Belo Horizonte.

A pressão sobre o treinador foi tanta que ele escalou o time titular que foi a Patos de Minas enfrentar a URT. Mas não adiantou muito. O Galo jogou mal e conseguiu um gol sofrido nos acréscimos do segundo tempo com Ricardo Oliveira: 1 a 0 para o Atlético. Essa foi a última partida antes do confronto pela Copa do Brasil no Acre.

A verdade é que Oswaldo foi para Rio Branco enfrentar o Atlético Acreano já pressionado pela falta de padrão de jogo do Galo, seja com o elenco de 2017, que ele comandou 13 vezes pelo Brasileiro, ou a equipe titular em 2018, com duas vitórias e um empate na competição estadual, e o time reserva, com um empate e uma derrota pelo Mineiro. Uma atuação ruim ou a eliminação poderiam custar a demissão do treinador do Atlético Mineiro. Oswaldo tem razão ao reclamar de dois pênaltis que não foram marcados a favor de sua equipe? Tem. Mas que não justificam uma exibição tão apequenada de um clube com folha salarial tão alta.

Tudo isso fez com que a receptividade de Oswaldo a perguntas críticas ao desempenho da equipe depois do vexame, que só não foi maior porque o time conseguiu a classificação na Copa do Brasil, pudesse ter aumentado. “Pudesse” porque não é possível afirmar que esse tenha sido o motivo decisivo para a irritação do técnico com o repórter desde o começo da entrevista.

O aproveitamento de Oswaldo à frente do Galo no Brasileiro de 2017 foi de 58,97%, considerável pela má fase em que estava o time quando o técnico foi contratado no final de setembro. Pelo Mineiro, nas primeiras cinco partidas esse percentual era modesto, de apenas 53,33%, e que inclui uma derrota para o Villa Nova depois de 15 anos sem perder para a equipe de Nova Lima.

O pífio empate, que em muitos momentos na partida poderia ter se tornado em derrota do Galo, com o pequeno Atlético Acreano foi o motivo da demissão do técnico? Poderia. Ao contrário do caso Rogério Micale, treinador demitido na noite de 23 de setembro de 2017 ainda no vestiário em Belo Horizonte, assim que o jogo em casa com derrota por 3 a 1 para o Vitória terminou, Oswaldo por outro lado teve mais um dia para tentar justificar a agressividade na noite de quarta-feira e só foi desligado do clube quase 36 horas depois da partida.

Se o motivo era o desempenho técnico da equipe em campo, por que a demissão não veio no momento seguinte ao jogo, ainda em Rio Branco, ou na manhã seguinte, já com o grupo em Belo Horizonte? A estratégia adotada, antes mesmo de analisar as imagens e confrontar as duas versões do fato ocorrido na entrevista de Oswaldo ao final da partida, da diretoria do Atlético Mineiro foi a de comprar cegamente a versão do treinador. E pior, o diretor de comunicação também ofendeu publicamente o repórter envolvido na suspeita de xingamento seguida de agressão física e verbal por parte do técnico.

Quando algo começa ruim, com agressões sendo transmitidas ao vivo e reproduzidas inúmeras vezes na internet, em telejornais e programas de debate esportivo em canais especializados, a comunicação do Atlético, que entende-se como o braço jornalístico do clube, deveria ter colocado em prática um plano de contingência que incluísse abrir o jogo com a imprensa e seu público-alvo, os torcedores.

Mas a diretoria preferiu manter a versão cheia de buracos insustentáveis e vazia de comprovação material e testemunhal para acusar o repórter e proteger a imagem de um funcionário, que agora nem está mais no clube. Isso torna ainda pior a situação, porque se enquanto profissional do Atlético, o técnico Oswaldo de Oliveira foi protegido e acredita-se que ele estava correto, por que demiti-lo apenas no segundo dia depois da partida?

Agora resta ao Galo lidar com os erros na tática adotada e como se portou diante do ocorrido para suportar as críticas que ninguém além do próprio Atlético Mineiro atraiu à sua imagem e instituição. O que falta ao Atlético para a coisa ainda não ficar mais negativa para o clube? Encerrar essa censura absurda e autoritária a um jornalista.

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