Euler de França Belém
Euler de França Belém

Escritora Clara Averbuck denuncia que foi estuprada por motorista da Uber

“Queria chamar de ‘tentativa de estupro’, mas foi estupro mesmo. Não vou incorrer no mesmo erro de quando eu era adolescente e me culpar. Fui violada porque sou mulher”

Clara Averbuck, escritora gaúcha, diz que foi estuprada por motorista da Uber

A escritora gaúcha Clara Averbuck denunciou, na sua página no Facebook, que foi estuprada por um motorista da Uber, em São Paulo.

“O nojento do motorista da Uber aproveitou meu estado, minha saia, minha calcinha pequena e enfiou um dedo imundo em mim, ainda pagando de que estava ajudando ‘a bêbada.”. A escritora afirma que ficou “machucada”. “Estou em casa e medicada pra me acalmar.”

“Estou decidindo se quero me submeter à violência que é ir numa delegacia da mulher ser questionada, já que a violência sexual é o único crime que a vítima é que tem que provar. Não quero impunidade de criminoso sexual mas também não quero me submeter à violência de Estado. Justamente por ter levado tantas mulheres na delegacia é que eu sei o que me espera. Estou ponderando”, afirma Clara Averbuck.

“Estou com o olho roxo e a culpa de ter bebido e me colocado em posição vulnerável não me larga. A culpa não é minha. Eu sei. A dor, a raiva e a impotência também não me largam. Estou falando tudo isso para que todas as que me leem saibam que pode acontecer com qualquer uma, a qualquer momento, e que o desamparo e o desespero são inevitáveis. O mundo é um lugar horrível pra ser mulher””, anota a escritora. Clara Averbuck também foi estuprada por três homens quando tinha 13 anos.

A Uber divulgou uma nota, na qual diz que “repudia qualquer tipo de violência contra mulheres”, e informa que suspendeu o motorista. A nota completa: “A Uber repudia qualquer tipo de violência contra mulheres. O motorista parceiro está suspenso e estamos à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações. Acreditamos na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência contra a mulher”. É certo que o motorista tem direito de apresentar sua versão. Mas por que não “excluído” em vez de apenas suspenso?

2 Comment threads
1 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
3 Comment authors

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

novarum

Porque é a palavra dele contra a dela. Só uma empresa que se sente como um SJW suspende alguem, afeta a sua vida, sem nenhuma prova ou averiguação, só porque ela é mulher, pois ninguem em sã consciência aceitaria como prova as palavras de uma bêbada admitida, sem exame de corpo delito etc. Se inocente, metia-lhe um processo de difamação, e outras violações.

Sulo

O autor do texto pede expulsão do motorista, sem ao menos se apurar a veracidade dos fatos. A mulher, sem fazer a devida denuncia, vai somente contribuir para as fanfics de Facebook. Sem o devido processo legal, fica somente palavras ao vento e – se for o caso – mais um bandido impune. Sinceramente, não sei em que mundo esse povo vive ou quer viver. O autor do texto, irresponsavelmente, pede a punição imediata do motorista. A mulher agredida, não quer se submeter aos trâmites da Lei. Enfim, às favas com a Lei, fica o que eu quero e ponto,… Leia mais

Lorde de Monte Cristo

Sulo, para você vir defender deve ser parente ou amante do “motorista”.