Euler de França Belém
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Editores deixam a Companhia das Letras para fundar nova editora

André Conti e Flávio Moura saem, “sem briga”, e, juntos com Leandro Sarmatz, Marcelo Levy e Ana Paula Hisayama, vão criar uma editora para publicar literatura

Flávio Moura, ex-editor da Companhia das Letras

O repórter Maurício Meireles, da “Folha de S. Paulo”, relata que Flávio Moura e André Conti não são mais editores da Companhia das Letras. Eles saíram para formar uma nova editora, em sociedade com Leandro Sarmatz, Marcelo Levy e Ana Paula Hisayama, ex-agente literária da Agência Riff.

Maurício Meireles não conseguiu apurar o nome da nova editora. Os sócios, que não são potentados, informaram que investidores decidiram bancá-los — o que prova que o mercado do livro, apesar da crise e da suspeita de que o livro impresso vai desaparecer, está mais ativo do que  pensa nossa vã filosofia.

André Conti, ex-editor da Companhia das Letras

André Conti disse à “Folha” que sua editora “não será uma Companhia das Letras, obviamente, mas também não será uma pequena editora independente. É uma casa para concorrer com as editoras literárias”.

Ana Paula Hisayama vai ser sócia de nova editora | Foto: Facebook

O presidente do Grupo Companhia das Letras, Luiz Schwacz, não brigou com os novos concorrentes, que prometem não fazer nenhuma investida sobre seus escritores. “Uma das principais tarefas do publisher é a de ajudar a formar editores e profissionais do livro. Ao ver os jovens editores que agora nos deixam ter a coragem de iniciar um empreendimento editorial no Brasil, fico orgulhoso e esperançoso. Torço para que os anos de aprendizado na Companhia das Letras sejam úteis para a nova editora e desejo a ela muito sucesso”, sublinhou ou editor da Companhia das Letras, que, tempos atrás, deixou a Editora Brasiliense para fundar sua própria casa editorial. Aassim como Flávio Moura e André aprenderam muito com Luiz Schwacz, este aprendeu quase tudo, inclusive o que não se deve fazer, com Caio Graco Júnior.

A múlti Penguin é dona de 45% da Companhia das Letras.

Uma resposta para “Editores deixam a Companhia das Letras para fundar nova editora”

  1. O livro no Brasil ainda é muito caro – em estudo de 2008, “O livro publicado no Brasil – cujo preço médio de mercado, à época, era de aproximadamente R$ 26,00 – custava três vezes mais que um livro publicado na França ou no Japão”. Com os sucessivos aumentos da celulose (e do papel) de lá p’ra cá, ficou pior. Não tenhos dados atualizados, mas 3x mais que a América é evidente.
    Dados atualizados em 2015, pelo Sindicato dos Editores mostram que:
    1) O SETOR EDITORIAL ( LIVREIRO) BRASILEIRO SENTIU FORTEMENTE OS IMPACTOS DA RETRAÇÃO ECONÔMICA EXPERIMENTADA PELA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2015. SEU CRESCIMENTO NOMINAL NESSE ANO FOI NEGATIVO EM 3,27%, PERCENTUAL ESSE QUE SIGNIFICA UM DECRÉSCIMO REAL DE 12,63%, CONSIDERADA A VARIAÇÃO DO IPCA NO ANO PASSADO.
    2) O FATOR QUE MAIS PESOU NESSE RESULTADO BASTANTE RUIM FOI O
    COMPORTAMENTO DO SEGMENTO MERCADO, COM CRESCIMENTO NOMINAL NEGATIVO DE 3,99%. O SEGMENTO GOVERNO, APESAR DE UM RESULTADO NOMINAL TAMBÉM NEGATIVO, APRESENTOU UM DECRÉSCIMO MENOR, DE 0,86%
    3) O NÚMERO DE EXEMPLARES VENDIDOS AO MERCADO SOFREU UMA REDUÇÃO DE 8,19% E, CONSIDERADAS TAMBÉM AS VENDAS AO GOVERNO, O DECRÉSCIMO NESSA VARIÁVEL ALCANÇOU 10,65%.
    4) COMO RESULTADO, TEMOS QUE, CONSIDERADAS APENAS AS VENDAS AO MERCADO, O PREÇO MÉDIO CORRENTE DO LIVRO CRESCEU 4,57% EM 2015, SIGNIFICANDO UMA QUEDA REAL DE 5,55%. E SSA VARIÁVEL RETOMA ASSIM A TRAJETÓRIA DESCENDENTE TRILHADA JÁ HÁ ALGUNS ANOS, E QUE HAVIA SIDO LIGEIRAMENTE INTERROMPIDA EM 2014.
    Fonte: http://www.snel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/Apresentacao-pesquisa-2015-Imprensa_OK.pdf

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