Euler de França Belém
Euler de França Belém

Editora Agir lança alentada biografia de Stan Lee, o deus dos quadrinhos

Stan Lee criou o “angustiado” Homem-Aranha e o fortão convencido Homem de Ferro, entre outros super-heróis

Recentemente, tive de apartar uma “luta” de MMA entre os jornalistas Iuri Rincon Godinho, de quase 60 anos (com cara de 45), e Francisco Costa, de pouco mais de 30 anos. Acabei por convencer Iuri a desistir da batalha, sugerindo que a guerra contra um “lutador” mais jovem terminaria, possivelmente, com nocaute. No caso, do próprio Iuri.

Mas porque, exatamente, Iuri e Francisco — excelente autor de quadrinhos, como filho artístico de Picasso que é — pretendiam trocar sopapos, em plena Praça Cívica, sob o olhar “constrangido” da estátua de Pedro Ludovico? É que Iuri vociferava: “Eu sou o fã número 1 do Homem-Aranha!” Francisco contestava: “Que bobagem! Eu sou o fã número 1 do Aracnídeo!” De repente, um desafiou o outro para uma luta a céu aberto. Quando se preparavam para a luta, com os punhos cerrados, mas sem luvas, eu disse: “Como sabem, sou o fã número 2 do Homem-Aranha. Por isso quero informar a vocês, Iuri-Jon Jones e Francisco-Francis Ngannou, que a Editora Agir está lançando a biografia ‘A Espetacular Vida de Stan Lee’ (488 páginas), de Danny Fingeroth”.

Stan Lee, tão imortal quanto José Sarney, criou um mundo — a “Stanleeland” —, cuja população é maior do que a da China | Foto: Reprodução

Pronto: os guerreiros de Esparta esqueceram a luta e, de repente, se tornaram homens cultos de Atenas. Os dois correram para seus celulares e vasculharam os sites das livrarias em busca de mais informações.

Mas aí começou uma nova briga: Iuri e Francisco, aranhófilos empedernidos, começaram a discutir qual seria o primeiro a pedir o livro. Como árbitro, quase-amigo de Herb Dean, mais uma vez ponderei que, como varão de Plutarco, a primazia cabia a Iuri. Mas, quando fomos olhar, Francisco já havia pedido cinco exemplares. Irritado, Iuri pediu dez — um para ele e os demais para os amigos, como eu, Marcelo Franco, Carlos Willian, Chico Paes Landim, entre outros.

A editora liberou uma breve sinopse: “Seja lá o que você pensa que sabe sobre Stan Lee ― ou mesmo se não o conhecer muito bem ―, espero que esta biografia dê um pouco mais de dimensão e profundidade ao homem e às suas conquistas e mostre que não importa qual era a sua opinião: há mais nessa história do que você imaginava. O movimento iniciado por Lee, que cresceu além das expectativas mais absurdas de todos, tem uma história fascinante, tão estranha e improvável quanto qualquer aventura de mutantes sobre-humanos e homens-aranhas que a Marvel tenha contado”.

Stan Lee — mas podem chamá-lo de “deus”, ainda que com minúscula (Iuri discorda: acha que deve ser com “D” maiúsculo; Francisco concorda, pela primeira vez, com seu oponente — criou super-heróis fascinantes, como o Homem-Aranha e o Homem de Ferro. X-Men também saiu de sua cabeça brilhante. Stan Lee criou um mundo paralelo — a “Stanleeland” — com bilhões de “habitantes” (muito mais do que a China).

Quando Stanley Martin Lieber morreu, aos 95 anos, em 2018, Francisco, Iúri e eu não acreditamos. Ele parecia imortal. Mas, depois, concluímos: quem morreu foi o cidadão Stanley Martin Lieber, mas o artista genial Stan Lee é imortal — como José Sarney e o Carlos César Higa.

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