Augusto Diniz
Augusto Diniz

Biblioteca Nacional disponibiliza acervo da revista Manchete para consulta pública

Publicação semanal começou a ser vendida em 1952 e só parou de circular em 2007. Arquivo completo pode ser acessado pelo site da Hemeroteca Digital

Capa da revista Manchete de 28 de agosto de 1954, sobre a despedida a Getúlio Vargas | Foto: Reprodução/Hemeroteca Digital

O Brasil teve, entre 1928 e 1975, sua mais tradicional revista: O Cruzeiro. Mas em 1952 surgiu no mercado de publicações a Manchete, concorrente da primeira que conseguiu desbancar O Cruzeiro em determinado momento. A Manchete durou até 2007.

A Biblioteca Nacional, por meio do site da Hemeroteca Digital, digitalizou todas as edições da Manchete e colocou seu acervo disponível para consulta pública por meio de seu site (clique aqui). Entre nomes que colaboraram com a publicação estão Carlos Drummond de Andrade, Guilherme Figueiredo, Raimundo Magalhães Júnior, Rubem Braga, Joel Silveira, Orígenes Lessa, Marques Rebelo, Oto Maria Carpeaux, Manuel Bandeira, Lígia Fagundes Teles, Elsie Lessa, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

O ucraniano Adolpho Bloch, da Manchete, era concorrente dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Quando surgiu nas bancas, em 26 de abril de 1952, era descrita como “revista de atualidades, correta e modernamente impressa”. “Em todos os números daremos páginas a cores – e faremos o possível para que essas cores se ponham sistematicamente a serviço da beleza do Brasil e das manifestações de seu progresso.”

A Manchete começou a circular quando O Cruzeiro triunfava solitária entre o mercado de revistas semanais no Brasil. O primeiro editorial da nova publicação dizia: “O Brasil cresceu muito, suas mil faces reclamam muitas revistas, como a nossa, para espelhá-las. Manchete será o espelho escrupuloso das suas faces positivas, assim como do mundo trepidante em que vivemos e da hora assombrosa que atravessamos”.

Além da Manchete, foram digitalizadas mais de 2 mil publicações do século passado. Apenas de revista de Bloch são 316.057 páginas disponíveis para consulta, parte de 2.573 edições do veículo que desbancou O Cruzeiro. As páginas da Manchete contam parte da história do Brasil no século 20, como em sua edição 123, de 28 de agosto de 1954, sobre o suicídio de Getúlio Vargas, com manchete de capa “Vargas: do Catete para a história”.

Após a falência da Bloch Editores em 2000, outra empresa assumiu a publicação. Mas a Manchete não manteve sua periodicidade e foi extinta em 2007. É possível ler todas as edições da Manchete e de outras publicações brasileiras que fizeram história pelo site da Hemeroteca Digital (clique aqui).

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