Marcelo Mariano
Marcelo Mariano

A dura vida de jornalistas que cobrem a Arábia Saudita

Crítico do regime de Mohammad bin Salman, Jamal Khashoggi desapareceu após visita ao Consulado Geral saudita em Istambul

Espaço reservado para a coluna de Jamal Khashoggi no “The Washington Post” em branco | Foto: Reprodução

O jornalista saudita Jamal Khashoggi desapareceu após ter visitado o Consulado Geral da Arábia Saudita em Istambul, na terça-feira, 3.

Jamal Khashoggi é colunista internacional do jornal “The Washington Post” e denuncia ações do regime que, na prática, já é comandado pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, como as atrocidades no Iêmen, a prisão de ativistas de direitos humanos e a tensão diplomática com o Canadá.

No site oficial do jornalista, aparece um aviso: “Jamal foi preso no Consulado Geral da Arábia Saudita em Istambul!”. Na sexta-feira, 5, o “WaPo” deixou o espaço reservado para a coluna de Jamal Khashoggi em branco — tanto na versão online quanto na impressa — apenas com o título “Uma voz perdida”.

A Arábia Saudita afirma que o jornalista já deixou o Consulado Geral em Istambul, mas a Turquia diz que ele ainda está lá dentro.

Jamal Khashoggi vive em exílio autoimposto nos Estados Unidos desde a ascensão de Mohammad bin Salman. De acordo com a organição Repórteres Sem Fronteiras, a Arábia Saudita ocupa a 169ª posição em um ranking de liberdade de imprensa composto por 179 países.

 

 

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