Augusto Diniz
Augusto Diniz

156 agressões a jornalistas foram registradas no Brasil em 2018

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo divulgou número de casos de violência contra profissionais de imprensa brasileiros

Deputado federal eleito por SP, Alexandre Frota (PSL) é um dos responsáveis por ataques virtuais a jornalistas em mais de uma ocasião | Foto: Reprodução

156 jornalistas brasileiros foram vítimas de casos de violência física ou virtual em 2018, de acordo com dados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). De acordo com o registro da entidade, 71 profissionais da imprensa nacional foram alvos de ações físicas, 66 deles chegaram a ser atingidos, e 85 sofreram algum tipo de perseguição ou ameaça nas redes sociais. Até o dia 8 de janeiro, houve registro de dois casos de ataques contra jornalistas no Brasil.

Todos os casos envolvem cobertura de assuntos políticos, eleitorais ou partidários. As condições de trabalho dos jornalistas que acompanharam a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em 1º de janeiro na cidade de Brasília (DF) renderam os dois primeiros ataques virtuais a uma repórter da rádio CBN e outra do site The Intercept Brasil.

Além dos casos que envolvem tentativa de intimidação ou agressões físicas contra repórteres na cobertura de manifestações nas ruas ou eventos eleitorais, a exposição com incentivo a invasões de perfis em redes sociais e ameaças foram os casos mais preocupantes. Os crimes digitais contra jornalistas atingiram 91% dos registros.

Em um dos casos, o Movimento Brasil Livre (MBL) divulgou um “dossiê” com acusações contra jornalistas por terem “viés partidário” em sua atuação como “censores”. O arquivo trazia fotos de profissionais apontados como de “esquerda” ou “extrema esquerda”.

Houve casos de repórteres que tiveram contas como de Twitter, Facebook e WhatsApp hackeadas para promover ataques contra a pessoa ou divulgar material favorável ao então candidato a presidente Jair Bolsonaro. A lista com os casos virtuais você pode ver clicando aqui.

Entres os perfis identificados como autores das agressões na internet estão um procurador da República, políticos eleitos, sites de apoiadores, movimentos de internet, humoristas, políticos eleitos, perfis de mobilização partidária, um dos filhos de Jair Bolsonaro, o dono da Havan, contas falsas nas redes sociais, filiados do PSL e outros.

Entre os crimes cometidos contra jornalistas na internet estão exposição indevida, assédio, calúnia, ofensa, xingamento, difamação. Em um dos casos, o deputado eleito Alexandre Frota, do PSL de São Paulo, disse que a repórter Andreia Sadi, da GloboNews, “se sairia melhor como atriz pornô” do que como jornalista.

Frota só se esqueceu que o ator pornô foi uma das profissões dele no passado. Ainda ocorreram casos de montagem de fotos, acusações falsas, homofobia, agressão, atribuição de informação falsa, ameaça de violência física, divulgação de dados pessoais.

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Sandoval Neto

total inversão de valores , esse Alexandre Frota é uma vergonha