Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Por que não criticar aqueles que, na UFG, homenagearam o ditador Fidel Castro?

Deixando de lado o fanatismo e o interesse material, o que pode levar um jovem a defender ou homenagear tiranias?

Na semana passada, duas irracionalidades nos chamaram a atenção, uma em nível nacional e outra ocorrida aqui em Goiás. A primeira se deu quando um deputado federal, Kim Kataguiri, num programa do youtuber conhecido como Monark, que havia defendido a legalidade de um partido nazista no Brasil, concordou com o apresentador e foi além: declarou que foi errada a criminalização do partido nazi por parte da Alemanha após o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O outro despropósito aconteceu em Goiânia. A turma de Direito da Universidade Federal de Goiás que colou grau no dia 11 último resolveu homenagear o ditador Fidel Castro (1926-2016), dando a ele o nome da turma.

O primeiro acontecimento foi devidamente repreendido na imprensa e no Congresso, e acabou por gerar uma investigação por parte da Procuradoria Geral da República (PGR).

O segundo passou em brancas nuvens, não só pela desimportância nacional da UFG como também pela simpatia que boa parte da imprensa tem pela ditadura cubana.

Se Kim Kataguiri e Monark imediatamente procuraram se desculpar e amenizar suas declarações, nenhuma explicação surgiu entre os formandos da UFG que justificasse tão esdrúxula homenagem.

Já houve um precedente: homenagem igual, também de uma turma de Direito da UFG foi feita em 1960 quando Fidel Castro foi convidado para paraninfo. Não veio, mas mandou um representante, Rolando Cubela (ainda vivo, 90 anos, na Espanha, e que rompeu com Castro quando este pendeu para a ditadura comunista). Mas eram outros tempos: Fidel e seus comandados haviam recém derrubado uma ditadura feroz, a de Fulgencio Batista, e eram uma esperança de democracia e liberdade para Cuba. Fidel iria em breve se revelar um ditador pior que Batista.

Frei Betto, Lula da Silva, Fidel Castro e, mais ao fundo, José Dirceu | Foto: Reprodução

Peço ao leitor um auxílio na busca das razões que levam pessoas de certa posição social, teoricamente estudadas e civilizadas, presumivelmente inteligentes, a cortejar ditaduras. Onde encontrar essas razões, sabemos nós: na degradação dos ambientes político e universitário brasileiros. Deixando de lado o fanatismo, que é um desvio psicológico e o interesse material, que é um desvio de caráter, ambos incuráveis, o que pode levar um jovem a defender ou homenagear tiranias? Como evitar esses equívocos?

Há algo em comum na posição de Kim Kataguiri e dos formandos da UFG, sem dúvida: o desconhecimento, a ignorância do que se passou nas ditaduras que defendem. Ninguém, exceto os fanáticos ou os interesseiros pode deixar de condenar, se bem os conhecer, o Holocausto promovido pelos nazistas ou o Holodomor promovido pelos comunistas, para dar apenas dois exemplos.

Ocorre que no ambiente político, salvo as exceções, e Kataguiri seguramente não é uma delas, chega-se ao topo sem exigências culturais, sem luzes intelectuais, e lá chegando, por exemplo, na Câmara ou no Senado, estudar, ler, penetrar com profundidade em algum assunto, como esse da história, é algo impensável. As preocupações são outras: como se reeleger, as manobras que é preciso fazer para tanto. Ou como ganhar dinheiro, se político profissional for, como tantos são nas duas casas do Congresso. E lá estão, mesmo sem grandes serviços prestados ao país, em alguns casos com uma ficha manchada de casos de corrupção, há anos e anos. Um mínimo de capacidade de se colocar no lugar de outrem, principalmente se for pai ou mãe, e um mínimo de capacidade de imaginação fará qualquer um recuar, se se imaginar no lugar de um judeu chegando a um campo de concentração com um filho e vendo-se separado dele, que será encaminhado para uma câmara de gás. Só o desconhecimento desse e de milhares de outros horrores correlatos pode fazer alguém defender o nazismo.

Rolando Cubela: ex-aliado de Fidel Castro esteve em Goiânia | Foto: Reprodução

Com o comunismo, o horror não é diferente. Mas houve uma condescendência com o marxismo que vem do final da Segunda Guerra, pois a União Soviética foi aliada para derrotar o nazismo e teve que ser tolerada por décadas, até que desmoronasse por si própria. Nessas décadas, espalhou a desinformação pelo mundo, vendendo uma imagem de igualdade e progresso. A igualdade era falsa, porque a nomenclatura marxista sempre viveu no fausto, e a coletividade que a ideologia exaltava sempre viveu na pobreza e em muitos casos na miséria. O progresso prometido jamais existiu. A opressão sempre foi violenta, e o extermínio, ao menos em termos numéricos, deixou os nazistas no chinelo. Em dezenas de países repetiu a crueldade e o insucesso. Quem não estuda, não lê, não viaja, não trava contato com quem viveu esses horrores ditatoriais está fadado, como Kataguiri, a dizer sandices e ter que se arrepender. Ou como os formandos da UFG, a prestar homenagens injustificáveis.

Os formandos de Direito da UFG, que homenagearam o ditador Fidel Castro, não fizeram diferente de Kim Kataguiri  pecaram por ignorância, exceto os fanáticos e gananciosos. Vão se convencer mais tarde, pela experiência, que muitas vezes supre a falta do estudo e da leitura, de que homenagearam uma ficção. Pois não se pode homenagear alguém que promoveu fuzilamentos sumários, eliminou dissidentes, torturou, exilou. Não pode ser homenageado quem foi ditador absoluto por mais de meio século, vivendo no luxo com o seu entourage, enquanto seu povo mais e mais mergulhava na miséria. Não pode ser homenageado um dirigente que espavoriu seu próprio povo a ponto de 10% dele se lançar ao mar, com qualquer coisa que flutuasse, para alcançar o exílio. Ou que privou de liberdade, a mais comezinha delas, três gerações de uma ilha, para não dizer de uma nação.

Imaginem uma turma de formandos em Cuba dando a ela o nome de Presidente Kennedy. Alguém dela escaparia à prisão no ato? Esses rapazes e essas moças não visitaram Cuba. Ou se visitaram, não falaram em reservado com alguém do povo, que sofre com o racionamento de comida e com a falta dos mais simples produtos de higiene. Não conheceram um dos milhares de médicos cubanos, que aqui vieram apartados praticamente à força dos conjugues e dos filhos, que lá ficaram reféns, que foram vigiados pelos policiais que vieram de Cuba para isso, que foram proibidos de receber visitas dos familiares e de se confraternizar com brasileiros, além de ter 85% de seus salários confiscados pela ditadura.

Mas esses rapazes e essas moças merecem um desconto: o ambiente universitário em que se formaram foi tomado pela ideologia, e a doutrinação substitui o ensino que, verão, vai lhes fazer falta na vida profissional. Pintaram para eles um Fidel Castro que não existe. A imprensa, com suas redações predominantemente de esquerda, auxiliou nessa pintura. E as universidades brasileiras mergulham, enquanto isso, em seu aviltamento. Se fossem informados, esses rapazes e essas moças saberiam que os que se formaram nas faculdades brasileiras nas décadas de 1960, 1970 e 1980, quando visitam agora seus antigos locais de estudo se espantam com a degradação. Se fossem informados, saberiam que entre as 100 melhores universidades do mundo não há uma sequer brasileira (embora haja uma argentina). Que entre as 200, há apenas a USP. Saberiam que sua UFG não se encontra nem mesmo entre as 1.000 melhores universidades do mundo. Aliás, nem entre as 1.200, e está atrás de universidades de países bem pouco expressivos, como Paraguai e Equador. Então, em vez de aplaudir um ditador, que é aplaudir sua doutrina, pensariam em cobrar do regime que colocou o ensino brasileiro entre os piores do mundo. E em fazer algo para melhorá-lo.

22 respostas para “Por que não criticar aqueles que, na UFG, homenagearam o ditador Fidel Castro?”

  1. Avatar Marciliano A. disse:

    Parabéns Ex Governador Irapuan Costa Junior!!!

  2. Avatar ANA MARIA DE ALMEIDA CAMPOS AMARAL disse:

    Excelente texto. Traz em si a verdade clara do que este país vive e do destino dos nossos jovens.

  3. Avatar Ana Odette Danin disse:

    Excelente. Pouco tenho visto a coragem aflorar em palavras tão sensatas e realistas. Está de parabéns o nosso senador, mostrando mais uma vez sua capacidade intelectual, honra e honestidade.

  4. Avatar Fernando Duarte disse:

    Bela reportagem. Algumas universidades estão formando imbecis.

  5. Avatar Marcelo C. Moraes disse:

    Concordo plenamente que exaltar ditaduras e ditadores, não corresponde aos que almejam dias melhores, liberdade e igualdade. E bem lembrado do povo cubano que vive a mingua. So que não podemos ser torpes, em fazer a boa crítica, tendo o cuidado de não negar as contradições neste discurso também.
    Ora, onde beber desta água turva, bem se olharmos os politicos, como citado, podemos começar pelo cargo maximo de nosso país, um presidente da república que defende ditaduras e torturadores, que exemplo passa a estes alunos, que como citado, penam em um sistema educacional, que mereciam maior zelo e responsabilidade dos que nos governam. O que falar de um povo de uma ilha, que a mais de sessenta anos vive sobre um embargo economico, forçando-os a terem o que conseguem, eu tambem queria fugir de um lugar assim. Melhor viver num sistema que da a oportunidade meritocrática, de você poder galgar a melhora das condiçoes de vida, como nos paises capitalistas, não? Onde a igualdade social é ampla as chances sao igualitarias a todos, como posso dizer, um siatema que deu certo, venceu a fome, deu educaçao digna, segurança e saúde a todos de forma digna O Brasil éum modelo, vamos ter ate um nobel da paz, não e mesmo?

  6. Avatar Altamiro Pimenta Filho disse:

    Infelizmente dr Irapuan; esta postura totalmente fora de contexto tem sido praticada e defendida por nossa juventude despreparada e muito tetelada nos meios universitários, onde mandamos nossas crianças para obtenção de conhecimentos mais qualificados, e quase sempre voltam pra casa totalmente doutrinados por professores sem compromissos com o conhecimento necessário para oferecer cidadãos preparados para prestar serviços relevantes ao nosso povo. Pelo contrário, voltam verdadeiros revoltados sem causa, uma vez que passam os melhores anos da vida sendo manobrados por uma esquerda atrasada, pelo menos 60 anos, depois do fracasso do socialismo no mundo, mas os jovens voltam e perdem mais um tempo precioso até descobrir que foram vítimas de uma turma de professores que não pensam o mundo, para jma evolução, onde o trabalho e o empreendedorismo sempre fazem a diferença, produzindo riquezas para todos. Só pensam em transferir para o estado os deveres de coisas comesinhas como tomar ou não uma vacina. É jm futuro muito carente de horizontes. Mas é o que temos para hoje e amanhã. Futuro medíocre como dos mestres esquerdisdas e parasitas do estado que são maioria no momento atual. É triste, mas é a nissa realidade atual.

  7. Avatar Luciano Belina disse:

    Ditaduras, são inaceitáveis! Aos moldes do que eram ou são, capitalismo e socialismo devem ser abandonados. Um novo modo de produção deve ser escrito e praticado, onde todos tenham oportunidades materiais iguais. Entretanto, a análise sobre Fidel e cuba, foi superficial, vez que não se levou em consideração os embargos dos americanos por estas décadas todas.

  8. Avatar Divino Pires disse:

    Parabéns pelo artigo. Tive acesso por indicação de amigo goiano, irmão de escola de formação na graduação aí mesmo, Goiás.

    É pena que esses e outros jovens da escola secundaria e das escolas de graduação talvez sequer venham a ler artigo assim, o que poderia servir para um início de autocrítica – e se o lerem, talvez uns tantos, pela viseira doutrinária imposta, não percebam a gravidade e o risco da direção que a tal doutrinação os impede de perceber.

  9. Avatar Edson Ribeiro disse:

    Parabéns pela matéria Dr Irapuan, eterno governador de Goiás, a matéria é muito clara, a inexpressividade da UFG, mas chama atenção pelo fato da mídia não ter dado tanta ênfase como deu a Kataguiri e Monark, deixa claro que nossa mídia é de esquerda que traz o atraso social e econômico.

  10. Avatar alfredo disse:

    Brilhante o artigo. Expressou todo o meu sentimento de desapontamento, na qualidade de ex-aluno da casa. Impensável que uma turma de formandos em Direito se ponham a homenagear um ditador. Sinal que nada aprenderam, e quando olharmos seus nomes gravados no corredor da vetusta, saberemos que existiu uma turma, formada em 2021, cujo diploma servirá simplesmente para limparem a bunda.

  11. Avatar Rubens FLEURY disse:

    No próximo artigo
    Fale sobre a visita de Raul Castro e Guevara
    Faculdade de Direito da rua 20, centro.

    Década de 1960.

    Rubens FLEURY.

  12. Avatar Salatiel Pedrosa Soares Correia disse:

    La Bodeguita del Medio é um bar e restaurante localizado na rua Empedrado, na parte antiga de Havana, capital de Cuba. Esse local deveras rústico se tornou famoso pelos nomes ilustres que por lá passaram. E é o caso, por exemplo, dos prêmios Nobel Ernest Hemingway e Pablo Neruda. Além deles, frequentou a Bodeguita del Medio o ex-presidente do Chile Salvador Allende. Fui a esse estabelecimento para degustar o tradicional Mojito Cubano. Era meu último dia naquele país.
    Após conversar com gente do povo, pude perceber as enormes demandas reprimidas, principalmente no tocante à moradia. “Me casei o ano passado e tive de ir morar com minha sogra. Isso me chateia, pois gostaria de ter o que só tenho nos sonhos: a casa própria!”, disse-me um jovem de uns 24 anos. “O regime de Fidel me possibilitou alcançar um sonho: de me formar advogado. Por outro lado, por falta de emprego, tenho de trabalhar como garçom aqui neste luxuoso hotel”; queimou-se o simpático funcionário que me atendia no hotel da luxuosa cadeia espanhola Melia.
    Em meio daquele povo de alma festeira, Fidel Castro tinha lá seus defensores voltados para um passado daqueles rebeldes que enfrentaram o, então, ditador Fulgencio Batista. De volta para o Brasil, no Aeroporto José Martí, vi meu passaporte ser carimbado e recarimbado umas sete vezes. No trajeto do saguão para a sala de embarque, inúmeros agentes à paisana do governo mantinham seus olhos atentos ao que acontecia fora – e pasmem! – até dentro do avião. A cubana Air Lines, estatal daquele país, era uma espécie de Varig em fase de decadência. E dá-me um calafrio só de pensar. Esse avião me meteu um medo danado, pois era um antigo Antonov russo, daqueles fabricados nos anos 1960 que refrigeram o ar com uma espécie de fumaça.
    Posto isso me volto ao que tenho a dizer. Ao ler a mais um artigo do erudito articulista Irapuan Costa Júnior para este semanário, principalmente no que tange à experiência que tive na breve convivência com o povo daquele país caribenho, convenci-me de que a figura histórica do revolucionário Fidel Castro ficou no passado. No presente, o país se defronta com uma sociedade cada vez mais inquieta ante as enormes demandas reprimidas às quais o Estado cubano se mostra sem fôlego para atender. Creiam: a entrada das grandes hoteleiras internacionais, aliada aos grandes investimentos que fazem os milionários cubanos que vivem em Miami na capital do país, são concessões que o regime se vê obrigado a atender perante essa nova onda do capitalismo chamada globalização. O velho Marx se visse o que vi, levantaria do túmulo com a leve impressão de dúvida para saber no que ele errou.

  13. Avatar João Claudio disse:

    Muito estranho esses tempos modernos; futuros defensores da lei homenageando figuras que promoveram barbaridades irreparáveis com sua comunidade, à revelia da justiça e da moral.

  14. Avatar SEBASTIAO FERREIRA DO CARMO disse:

    EM TEMPOS DE POLARIZAÇÃO DA SOCIEDADE O MAL SÓ É MAL SE PRATICADO POR QUEM NÃO PERTENCE AO MEU GRUPO. DITADURAS SÃO NEFASTAS, A NÃO SER QUE SEJAM OU FORAM DE REGIMES DIFERENTES DA MINHA IDEOLOGIA, E DEFENDER A CRUELDADE É CONDENÁVEL, A NÃO SER QUE ESSA CRUELDADE SEJA OU FOI PRATICADA POR REGIMES QUE SE IDENTIFICAM COM O VIÉS IDEOLÓGICO DO MEU ÍDOLO POLÍTICO.

  15. Querer comparar Nazismo com Comunismo é uma despreparo maior no sistema de segregação que vivemos, nos povo deste país. Tudo que é escrito na mídia é bem aceito pelos leitores que as vezes deixa de fazer um paralelo critico e se envolve no paralelo tendencioso.
    Devemos ficar atento.
    Porque o nazismo nunca deve ser comparado com nada para justificar os horrores sofrido pelo povo judeu e imigrantes da época. Isso é tão fascista quanto.

  16. Avatar Marcello disse:

    No próximo texto o senhor pode falar um pouco mais sobre a ditadura militar no Brasil e como gente desse perverso regime ainda dão pitacos na imprensa. Por exemplo, porque “governadores biônicos” alem de não serem punidos julgam serem capazes de avaliar algo como democrático ou não?

  17. Avatar Eleude Batista Leite disse:

    É preciso conhecer nosso passado pra não se equivocar nas opiniões, vejamos; O Sr Irapuan, já foi docente na UFG, foi governador no período 75 a 79, com as bençãos de Ernesto Gaisel, governo do regime Militar, (Ditadura), então este senhor não é diferente do Regime de Cuba. Poderia citar uma infinidade de atos deste Sr, mais fico por aqui.
    Então encerro com um dito popular _ É o sujo falando do mal lavado.

  18. Avatar Maria Teresa F. Garrido Santos disse:

    Sem dúvida, a ilação mais condescendente que se possa ter a respeito de um defensor do Nazismo é a de que tal criatura jamais leu sequer uma linha sobre as atrocidades do Holocausto; não faz ideia do que foram os campos de concentração e extermínio alemães e poloneses; não visitou Yad Vashem em Israel ou o Memorial de Berlim; nem pelo menos viu, dentre tantos documentários, o filme “Fuga de Sobibor”, que inclui passagens dolorosas da vida do adolescente judeu Stanislaw Szmajzner, vítima sobrevivente das barbáries nazistas, e que morou em Goiânia, na década de 1970.
    Qto às nossas casas de ensino, ideologizadas pela esquerda ao longo dos últimos anos, não apenas fazem apologia a ditadores truculentos, como têm em seus quadros professores que se sentem à vontade para ensinar, por exemplo, que “ladrão é homem de bem, chefe de família, e qdo rouba está trabalhando”. (Escola Est. Camilo Dias, B. Vista (RR). In A Gazeta Bahia, 22/02/2022 ou grav. do áudio respectivo.

  19. Avatar Maria Regina Zaiden disse:

    O Apóstolo Paulo afirma que o diabo “cega o entendimento dos incrédulos”, visando impedi-los de crerem no Senhor Jesus, para serem livrados da condenação eterna (cf. 2 Coríntios 4, 3-4).
    Ao ler esse texto das Sagradas Escrituras, penso que essa ação de satanás tem outros desdobramentos, ou seja, ele “cega o entendimento” também das pessoas fanáticas por tiranos materialistas (ateus), tornando-as incapazes de ver todos os horrores que esses endemoninhados praticam onde quer que ascendam ao poder.
    Torna-as incapazes de ver, igualmente, no caso específico de nosso País, as narrativas da mídia que demonizam o Presidente da República, acusando-o de alinhamento com o fascismo e o nazismo, embora ele só fale em favor da liberdade e tenha ações concretas nesse sentido, diferentemente de outras autoridades, cujas ações são em sentido contrário.
    “Só não vê quem é cego”, ou melhor, está com o entendimento “cegado” pelo capiroto.
    Também estão “cegados” pelo capeta todos os que torcem pelo retorno do “descondenado” mediante “malabarismos (anti)jurídicos”, apesar de comprovadissimos todos os seus atos de corrupção, além de escancaradas suas intenções de se impor tiranicamente sobre o povo brasileiro, se voltar ao poder pelo voto dos “cegos”.
    Vi, entre os comentários, alguns de pessoas “cegas” ou “cegadas” pelas narrativas falsas espalhadas pelo consórcio midiático, que, nos moldes deste, por não terem argumentos à altura dos do Dr. Irapuan Costa Júnior, em seu douto e bem fundamentado texto, para a ele se contraporem, tentam atingi-lo com ofensas pessoais.
    Abra os olhos dos nossos “cegos/cegados”, Senhor, e livra-nos dos males que, “cegamente”, batalham para nos impor!

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